Após mais de 2,7 mil trabalhadores da saúde em SE confirmados com Covid-19, MPT quer adicional de insalubridade de 40%

Fonte: G1

O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) informou nesta quarta-feira (5) que ajuizou ações civis públicas para que os trabalhadores da saúde do estado, da Fundação Hospitalar de Saúde e do município de Aracaju recebam adicional de insalubridade em grau máximo, que é de 40%. O pedido foi feito após o órgão constatar que, até o dia 19 de julho, 1.899 servidores da rede estadual e 808 da municipal foram confirmados com o novo coronavírus.

O pagamento deve ser a partir da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus em Sergipe, no dia 14 de março. Nessa quarta-feira, o estado ultrapassou 61,9 mil casos e 1.525 mortes.

O pedido abrange servidores públicos estatutários e os contratados por excepcional interesse público em razão da pandemia que laboram na área da assistência, unidades de saúde (hospitais, UPAs, etc) da rede pública de saúde, Samu, vigilância sanitária e epidemiológica, serviços de verificação de óbitos e setores administrativos das unidades de saúde e da sede das secretarias.

Coronavírus entre os servidores

De acordo com o MPT-SE, as ações foram elaboradas a parrir de relatórios de inspeções produzidos pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e informações prestadas pelos Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe e Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem de Aracaju. Os documentos mostram situação a existência de insalubridade em grau máximo por meio de cruzamentos e análise de dados das pessoas testadas positivo para Covid até o dia 19 de julho.

Até esse dia, ficou constatada a contaminação de, pelo menos, 1.899 trabalhadores da rede estadual de saúde, correspondendo a 20,3% do total de 9.338. Segundo o MPT-SE, os números revelam um ambiente insalubre que deve ser remunerado com grau máximo.

No mesmo período, o coronavírus foi confirmado em 808 trabalhadores da rede da capital, correspondendo a 20,2% do total de 4.005 trabalhadores.

Para o MPT-SE, o ambiente insalubre das unidades se deve a situações como a existência de pessoas contaminadas pelo coronavírus, mas que ainda não sabem e que acabam indo às unidades de saúde e contaminando profissionais de saúde; a existência de proteção diferenciada para os profissionais em termos de equipamentos de proteção individual, até por conta da escassez dos produtos, sendo que os que atuam diretamente com pacientes testados positivos recebem kits mais completos; a existência de problemas de fluxos, de carência de pessoal, de estrutura física, entre diversos outros; e a existência de profissionais que trabalham em mais de uma unidade, às vezes em uma na área Covid e em outra em áreas diversas, podendo contribuir para a disseminação do vírus no interior das unidades.

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