quarta-feira, 29 de junho de 2022

Antério Mânica volta ao tribunal do Júri por participação na Chacina de Unaí

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sinait

Na próxima terça-feira, 24/5, às 8h30, o fazendeiro Antério Mânica enfrenta novamente o Júri, que decidirá sobre a sua participação como mandante do crime que ficou internacionalmente conhecido como Chacina de Unaí, quando três Auditores-Fiscais do Trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram brutalmente assassinados na zona rural da cidade, localizada no Noroeste de Minas.

Julgado em 2015 e condenado a 100 anos de prisão, o réu teve a sentença anulada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em 2018, o que lhe deu direito a novo julgamento. Na ocasião, por 2 votos a 1, os desembargadores acataram o argumento dos advogados de Mânica, que dizia que as provas contra ele, apresentadas no processo são insuficientes para a condenação.

O irmão de Antério, o também fazendeiro Norberto Mânica, um dos condenados, apresentou fato novo ao processo, quando em 2018, registrou em cartório confissão assumindo ser o mandante do crime. A tentativa clara de isentar Antério e influenciar o resultado do julgamento, teve como resultado a anulação do primeiro Júri.

Há 18 anos as famílias de Aílton, Eratóstenes, João Batista e Nelson esperam por justiça. Em 2013, os executores foram condenados. Eles cumprem pena desde 2004. Já os mandantes, condenados em 2015, aguardam recursos em liberdade. As vítimas deixaram famílias, filhos pequenos, que tiveram a convivência com os pais roubada. E, apesar do longo tempo que se passou, a esperança de condenação está viva.

Relembre o caso

Os irmãos Antério e Norberto, que estão entre os maiores produtores de feijão do País, eram, com frequência, alvos da fiscalização do trabalho, em ações quase sempre realizadas pelo Auditor-Fiscal Nelson José da Silva. Este, por sua vez, era alvo de ameaças por parte dos fazendeiros. Em 2013, durante o julgamento dos executores, Erinaldo Vaconcelos Silva, delatou os mandantes e disse que foi contratado para matar Nelson, porém, como ele estava acompanhado de colegas, foi orientado pelos mandantes a matar todos os que estavam no veículo. A perícia constatou que a pistola usada por Erinaldo disparou os tiros que mataram três das quatro vítimas.

Ato de colegas e familiares

No dia 24, as 8h, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) realiza um ato pedindo por justiça, em frente à Justiça Federal, onde ocorrerá o julgamento. O Sindicato tem dado apoio aos familiares desde o dia do crime e integrantes da diretoria estarão em Belo Horizonte para participação no ato e no julgamento enquanto ele durar. O desejo de todos é a efetiva punição dos culpados.

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