quinta-feira, 07 de julho de 2022

Entrevista – Técnico com muito orgulho – Ed. 366

Boas oportunidades no mercado requerem profissionais com conhecimentos cada vez mais especializados

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

Com três graduações (Segurança, Química e Biologia), mestrado em Prevenção de Riscos, pós-graduações em Gerenciamento de Crises, Emergências e Desastres, em Segurança e Higiene Ocupacional, Toxicologia Geral e em Segurança Contra Incêndio e Pânico, o gaúcho Marco Aurélio Nunes da Rocha, orgulha-se de dizer que tudo começou quando decidiu cursar Técnico em Segurança do Trabalho. Na verdade, ele se inscreveu por engano, pensando que Segurança do Trabalho tinha a ver com Segurança Patrimonial. “Um equívoco que me propiciou uma escolha muito assertiva e feliz pois desde a data até hoje sou apaixonado pela área”, confessa.

Como TST trabalhou em frigorífico, mineração, agronegócio e a partir de 2000 no Sesi-RS, experiência que lhe oportunizou atuar no desenvolvimento de capacitações e programas em SST e Higiene Ocupacional para empresas de diferentes segmentos. Em 2008 ingressou na Petrobras Transporte S/A, a Transpetro, como técnico de segurança, no setor de SMS, onde está até hoje atendendo as unidades da Regional Sul (RS, SC e PR).

Lecionando em cursos de Engenharia de Segurança, atualmente é professor convidado da Universidade Católica de Pelotas e também está na Faculdade Anhanguera nas disciplinas de Prevenção de Incêndios e Explosões e Planificação de Emergência e Atendimento a Catástrofes. Na Faculdade Unyleya é professor/tutor em especializações como Gestão de Emergências e Desastres, Engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico e nos MBAs de Gestão de Crises e de Safety & Security.

Qual sua percepção sobre o atual processo de revisão das normas regulamentadoras e em especial sobre a revisão da NR 4 (SESMT)?

Enquanto diretor sindical e como técnico em Segurança do Trabalho, digo que a revisão da NR 4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) sempre será um tema preocupante para todos os profissionais de SST do país e em especial para os trabalhadores. Tanto é verdade que a CTPP [Comissão Tripartite Paritária Permanente] deixou para o último momento a discussão do ponto nevrálgico que era a possibilidade de terceirização do SESMT. Este é um ponto que ainda gerava debates e muitas divergências entre as bancadas dos trabalhadores, empregadores e do próprio Governo. Os sindicatos das categorias e as centrais sindicais têm se posicionado sobre o tema e alertado sobre o perigo de terceirizar um serviço tão importante para a saúde e segurança do patrimônio maior das empresas, que é o trabalhador. Sem falar que a atuação desse serviço, que é essencial para garantir saúde e bem-estar nas empresas, não se restringe só a isso. Sua ausência ou ineficácia pode trazer prejuízos para a saúde financeira das empresas bem como para a continuidade operacional do negócio. A bancada dos empregadores, por sua vez, parece não estar muito preocupada com esse item “prestação de serviço por empresa especializada”, já que segundo entendimento deles, a legislação atual já permite isso. Tanto é verdade que na última reunião eles decidiram e se manifestaram oficialmente pela não inclusão do item da terceirização (o item 4.7) no texto da NR 4. Mas o tema terceirização e desobrigação do SESMT nos assombra há muito tempo e acredito que continuará nos assombrando. Acho que essa, deveria ser uma preocupação de toda sociedade, uma vez que é notória a importância que tem o SESMT para a redução dos infortúnios do trabalho bem como para a busca constante da melhoria das condições de Saúde e Segurança no meio ambiente de trabalho.

Confira a entrevista completa na edição de junho da Revista Proteção.


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