quinta-feira, 07 de julho de 2022

Artigo – Trabalho em Altura: Esforço conjunto – Ed. 366

Gerenciamento da atividade em altura é avaliado na perspectiva da Auditoria-Fiscal do Trabalho

A questão da Segurança e Saúde do Trabalho abrange toda a sociedade e, na busca por resultados, deve-se contar com a valiosa parceria de todas as partes envolvidas. Segurança e Saúde deve ser prioridade para trabalhadores e empreendedores. Por isso, é necessário cumprir as normas de segurança estabelecidas, bem como incentivar a troca de informações entre todos.

Os processos produtivos combinados com as medidas de segurança devem ser sempre respeitados, buscando formas eficazes de enfrentar os desafios envolvendo as questões de SST. As empresas precisam adotar políticas e práticas de prevenção, contribuindo, assim, para melhorar seus indicadores. O comportamento esperado deve passar de reativo para proativo. Também é necessário compreender que a análise da Segurança e da Saúde Ocupacional deve ser feita da mesma forma que a análise dos aspectos administrativos, econômicos, ambientais e sociais da empresa/organização. Fatores que levam a falhas de segurança também podem gerar perdas de eficiência, como elevação de custos, perda de qualidade e comprometimento da imagem da organização.

É importante ressaltar que as ações devem ser viáveis, ou seja, devem ser realizadas de acordo com a realidade das organizações/empresas. As grandes organizações devem ter um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho (SGSST) robusto e efetivo, com base em referências nacionais e/ou internacionais. Por outro lado, as pequenas e médias organizações, devem buscar sistemas considerando a limitação de seus recursos. No entanto, independentemente do tamanho da organização, deve haver o comprometimento da alta administração e de todos os gestores. Os empregadores devem adotar medidas para garantir que os trabalhadores e seus representantes, em relação à SST, tenham tempo e recursos para participar ativamente dos processos de organização, planejamento, implementação, avaliação e ação do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).

Dados dos autores:

Marcelo Tacitano – Auditor-Fiscal do Trabalho (SEGUR/SRTb/SP), Engenheiro Civil (POLI/USP); Engenheiro de Segurança do Trabalho (UNIP); Mestre em Engenharia Civil (FEC/UNICAMP); Doutor em Engenharia Civil (FEC/UNICAMP)

Renata Matsmoto Chefe da Seção de Segurança e Saúde do Trabalho no Estado de São Paulo – Auditora-Fiscal do Trabalho (SEGUR/SRTb/SP); Médica (FMABC). Especialização em Medicina do Trabalho (FMABC) e em Ergonomia (POLI/USP). Mestre em Ciências com concentração em Saúde do Trabalhador (FSP/USP); Doutoranda em Saúde Pública (FSP/USP)ação Industrial

Carlos Alberto Kikugawa Auditor-Fiscal do Trabalho (SEGUR/SRTb/SP); Tecnologista em Processamento de Dados (FATEC/UNESP); Especialista em Administração Empresarial (CEAG/FGV)

Gianfranco Silvano Pampalon Auditor-Fiscal do Trabalho aposentado (SEGUR/SRTb/SP); Engenheiro Civil (MAUÁ); Engenheiro de Segurança do Trabalho (FEI); ex-Membro do GT e da CNTT da NR 35, Professor em cursos de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho e Medicina de Trabalho. Training of Competent Person / Climber Rescuer – Houston /Texas by Capital Safety

Artigo baseado no pôster intitulado Management of Work at Height from the Perspective of the Brazilian Labour Inspection, apresentado originalmente em língua inglesa no 22º Congresso Mundial de Segurança e Saúde do Trabalho que ocorreu no formato on-line de 20 a 23 de setembro de 2021 em Toronto/Canadá.

Confira o artigo completo na edição de junho da Revista Proteção.


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