quinta-feira, 07 de julho de 2022

Artigo – Prevenção: Revisitando Heinrich – Ed. 366

Será que toda a sua produção é realmente descartável?

Os anos 20 foram muito intensos no desenvolvimento industrial norte-americano, que já havia se iniciado no século 19. Em 1920, havia importante atividade nos setores de bens de consumo, metalomecânica, automobilística e indústria militar, além da construção civil. No Brasil, em 1920 havia pouco mais de 13 mil indústrias, com importante participação do setor agrícola. Hoje são 306 mil de acordo com dados do IBGE, 2019. Por volta de 1920-1930, Segurança sequer era uma atividade ou profissão no Brasil; as primeiras profissões na área de Segurança do Trabalho no país somente seriam criadas em 1944.

Foi nesse mundo, e nessa época, que Herbert William Heinrich começou a publicar seus estudos nos Estados Unidos. Um mundo totalmente diferente do mundo de hoje na maioria dos campos da ciência e na sociedade. Estamos falando de quase 100 anos atrás.

É lógico admitir, portanto, que se as ciências e a sociedade evoluíram desde então, a Segurança no Trabalho também deve ter evoluído. Portanto, estudos, estatísticas, relações numéricas e quaisquer outras fotografias da realidade de então se tornam parte da história nos dias de hoje. Acreditamos que todas as pessoas de bom senso saibam disso, e que é desnecessário ficar repetindo que os números e conceitos propostos em 1930 perderam muito do seu sentido.

Ainda assim, um dos pioneiros em estudar a Segurança no Trabalho – talvez o mais importante deles por várias décadas – parece que deixou de ser compreendido pelas gerações atuais, que se prendem nos números e nas minúcias de modelos conceituais que incluem vários insights que seguem válidos. É sobre essa perspectiva que vamos oferecer nossos argumentos.

Dados dos autores:

Ivan Rigoletto – Engenheiro Químico e de Segurança do Trabalho, Mestre em Engenharia Civil, Doutor em Engenharia Mecânica (Unicamp), MBA em Gestão (FGV), com passagens pela Texas A&M University. Professor em cursos de pós-graduação na  Unifae, Unisal, e Unip

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Carsten Busch Engenheiro Mecânico, Bacharel em Segurança, Mestre em Fatores Humanos e Segurança de Sistemas (Lund University). Experiência em SSMA em empresas de óleo e gás e no ramo ferroviário na Holanda, Reino Unido e Noruega. Tutor na Lund University, e administrador do site https://mindtherisk.com/, membro da Sociedade Holandesa de Ciências de Segurança

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Este artigo foi originalmente escrito em dois idiomas – Português e Inglês, para permitir a parceria entre estes dois autores, uma vez que um reside no Brasil e outro na Noruega.

Confira o artigo completo na edição de junho da Revista Proteção.


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