domingo, 29 de novembro de 2020

Artigo – Meio Ambiente Industrial: o papel do gestor – Ed. 346

Empresas precisam adaptar suas estruturas, processos e mindset para aplicar a economia circular

Não é novidade que a economia circular é uma tendência que veio para ficar. Empresas como Google, Nike, Coca-Cola e Unilever já falam abertamente sobre o tema em suas metas. Além disso, a ISO formou um grupo internacional que está estruturando uma norma internacional sobre economia circular.

O assunto literalmente já circula no ambiente de gestão. Desde 2015, a ISO reformulou suas normas de sistemas de gestão, especialmente a ISO 14001 e trouxe um conceito chave para a economia circular: a perspectiva de ciclo de vida de produtos.

Esse conceito considera que as empresas devem gerenciar além dos muros da fábrica, e olhar também para o que acontece na cadeia de suprimentos, no uso e no fim de vida do produto. O que a norma não menciona é como gerenciar a partir dessa nova lógica. E este é o maior desafio que os gestores têm enfrentado desde então.

Ao passo que se observa uma tendência das normas em integrar o tema na gestão, as políticas públicas e legislação reforçam ainda mais essa necessidade. Além da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que desde 2010 traz essa visão, especialmente com a logística reversa, é possível observar os órgãos de fiscalização e regulação inserirem a aplicação de alguns instrumentos como condicionantes para obtenção de licenças – como é o caso da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que sinalizou o plano de logística reversa como condicionante na renovação de licenças de operação.


Dados do autor:

Diego Iritani – Fundador da Upcycle e co-fundador da Alchemicka, atua desde 2011 em projetos de economia circular. É professor nos cursos de MBA em sustentabilidade da UFSCar e UFRGS, doutor pela Universidade de São Paulo, defendendo uma das primeiras teses sobre Economia Circular no Brasil, e já trabalhou em projetos de pesquisa pela USP em parceria com a Fundação Ellen MacArthur.
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Confira o artigo completo na edição de outubro da Revista Proteção.


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