domingo, 29 de novembro de 2020

A engenharia de uma história de sucesso no setor de segurança

O Brasil é um país onde empreender é um ato de coragem, mas acima de tudo de perseverança. Quase metade das empresas fecham as portas em até dois anos após sua abertura. As recorrentes crises econômicas também são ameaças que dificultam a longevidade nos negócios. Em nosso setor, esse cenário torna-se ainda mais crítico pela distorcida visão da segurança como custo. Por essas razões, é inspirador conhecer a história do Jacques Lesser Levy e da Leal, empresa que ele dirige e que já superou a marca de meio século de atividade. Paulistano, esse engenheiro civil, que já começou sua vida profissional como diretor de uma construtora, nos conta um pouco da sua história e da sua empresa.

  • De que forma você entrou no setor de segurança?

A empresa da família trabalhava com roupas profissionais para indústria e a partir de um determinado período, decidimos ingressar no segmento do EPI que era de certa forma próximo do de Roupas profissionais.

Jacques Lesser Levy
  • Quais foram suas inspirações no setor?

No mercado as grandes e tradicionais empresas de EPI me levara a alcançar meus objetivos. A primeira pessoa que conheci no mercado foi o Sr. Gulin da F. Gulin equipamentos para trabalho em altura que me impressionou com a sua forma de trabalhar com dinamismo, entusiasmo e muita simplicidade.

  • Conte um pouco sobre o início da Leal em nosso setor.

A Leal foi fundada em 1966 por meu pai o Sr. Raymond Levy emigrante vindo do Egito. Começou fabricando roupas profissionais e em 1994 com a abertura do país iniciou a importação de EPI’s. No princípio os EPI’s eram importados e depois passamos a fabricar a maioria dos equipamentos.

  • Como você definiria a Leal neste momento e a sua presença nos diversos segmentos em que atua?

A Leal através de sua equipe tem no seu DNA a criatividade e a inovação.

Estamos sempre buscando desenvolver produtos em conjunto com os usuários procurando soluções para os diversos riscos. Um case de sucesso que praticamente zerou os acidentes de queda no setor de energia elétrica no trabalho no potencial foi a introdução do cinto pára-quedista em conjunto com um sistema de linha de vida.

  • Qual a sua avaliação sobre a situação atual do setor de SST no Brasil e no mundo?

Infelizmente, no mercado brasileiro a informalidade do trabalho é muito grande e tem consequências enormes para o trabalhador em função da falta de responsabilidade e conscientização do micro-empresário e da impossibilidade de fiscalização do poder público pela falta de estrutura deste trabalho quase clandestino.

  • Na sua visão, quais os principais desafios, oportunidades e ameaças para o futuro dos profissionais da nossa área?

Enxergo um potencial enorme para o nosso setor pois acredito que a conscientização em relação à segurança no trabalho tem aumentado.

  • Em quais canais você acredita que no futuro serão destinados os maiores investimentos em mkt?

Acredito que os meios eletrônicos vão canalizar um número maior de investimento. Este caminho não tem volta. Acredito também que as mídias como revistas especializadas vão manter a sua importância.

  • Você mantém contato com outros profissionais do mercado. De que forma? Como isso contribui com a sua carreira?

No meu caso através das associações de classe consigo estar atualizado e em sintonia com o que acontece no mercado.

  • Pra encerrar, qual a atividade de lazer ou esportiva que recarrega suas baterias?

Caminhadas, tênis e viver a vida com mais calma e lazer são as minhas válvulas de escape.


O blog Empresas e Talentos apresenta boas histórias sobre profissionais e empresas que constroem o mercado de SST. O editor é João Batista da Silveira, Gerente Comercial da Proteção Publicações e Eventos.
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