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Você está em: Edições / Ed. 10/2010
 
Edição 10/2010
MATÉRIA DE CAPA: CENÁRIO COMPLEXO
Reportagem de Marina Fauth
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Entender todo o processo que envolve um acidente de trabalho é um desafio, assim como encarar a batalha diária contra o inesperado que, se investigado a fundo, se mostra cada vez mais previsível e passível de ser evitado


Benitez da Veiga Cavalheiro tem 23 anos e atuava em uma empreiteira de obras há nove meses. O jovem morador de Porto Alegre/RS se dedicava aos serviços de pintura, ofício que vinha aprendendo com o tio, trabalhador do mesmo segmento. No mês de agosto, enquanto acompanhava a equipe na reforma de um prédio, no centro da capital gaúcha, Cavalheiro caiu de um andaime. Sem o equipamento de segurança adequado, o jovem sofreu uma queda aproximada de sete metros e fraturou uma das pernas. O acidente ocorreu por volta das 9h, em uma das esquinas centrais da cidade. Curiosos logo cercaram o local, antes mesmo que o socorro chegasse. Agentes de trânsito foram acionados para organizar o fluxo de veículos prejudicado também pelo aglomerado de curiosos. A Brigada Militar isolou a área na tentativa de preservar o rapaz que era amparado por um dos colegas. Enquanto aguardava atendimento médico, Cavalheiro era orientado a não mexer o pescoço e manter a calma. Ele permaneceu caído sobre algumas tábuas colocadas de forma improvisada sobre a estrutura metálica distante cerca de cinco metros do chão, por até 15 minutos, tempo que levou para a ambulância chegar até o endereço da ocorrência. Em seguida, os bombeiros foram acionados para retirá-lo do alto. "A sorte foi esse andaime não ter caído junto", dizia um popular ao se referir às condições do material que podia ser visto mesmo que coberto por redes proteção.

Enquanto isso, representantes da empresa de engenharia e da própria empreiteira não se manifestavam sobre o ocorrido, e pediam para que os funcionários não prestassem declarações à imprensa que já se posicionava no local. Era aparente o despreparo das partes para lidar com a situação que terminou com a obra embargada e o jovem hospitalizado.



Confira a reportagem
na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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ENTREVISTA: SÉRGIO ANTÔNIO CARNEIRO
Entrevista concedida à jornalista Daniela Bossle
Foto: Valdir Lopes

Médico do Trabalho expõe sobre a introdução da SST no serviço público

O médico do Trabalho e sanitarista Sérgio Antônio Carneiro está à frente de um grande desafio: implementar a saúde e segurança no Serviço Público Federal. Abrangendo mais de 250 órgãos e cerca de 540 mil servidores em todo o País, a iniciativa procura fazer aquilo que ainda não foi cumprido por nenhum governo: garantir condições adequadas de saúde e segurança aos seus empregados. O projeto quer colocar um ponto final na contradição existente até hoje em que o governo cobra das empresas privadas o cumprimento das normas de SST e a melhoria dos seus ambientes de trabalho e não dá o exemplo dentro de casa.

O médico Sérgio Antônio foi convidado para abraçar a causa que está sob a responsabilidade do Ministério do Planejamento. Atuando desde 1990 na implantação dos centros de referência em saúde do trabalhador, no Município e no Estado de São Paulo, e, depois, dirigindo o Departamento de Saúde do Servidor da Prefeitura de São Paulo, o especialista e mestre em Saúde Pública, deixa claro que "foi criada uma sustentação legal e uma estrutura, mas, o que pode garantir realmente a iniciativa enquanto política de Estado é o envolvimento dos servidores e dos órgãos com a questão".

Sérgio tem 51 anos, é natural do Rio de Janeiro, mora com sua família atualmente em Brasília onde é diretor do Departamento de Saúde, Previdência e Benefícios do Servidor, órgão da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

PROTEÇÃO - O senhor teve longa experiência na coordenação do Programa de Saúde do Trabalhador do Município de São Paulo e também do Estado de São Paulo. Por quanto tempo permaneceu nestes cargos e que contribuições estas experiências lhe trouxeram?
SERGIO -
Iniciei a minha carreira profissional como médico do Trabalho em São Paulo quando fui convidado em 1990 para ser Coordenador do Programa de Saúde do Trabalhador que estava iniciando na Prefeitura de São Paulo. Foi um momento importante aquele quando criamos uma rede de seis Centros de Referência em Saúde do Trabalhador, os chamados CRSTs, responsáveis por ações de vigilância aos ambientes de trabalho, diagnóstico de doenças relacionadas ao trabalho e apoio assistencial. Já em 1994 fui para a Coordenação do Programa de Saúde do Trabalhador do Estado de São Paulo e em 1995 fui nomeado Diretor Técnico da Divisão de Vigilância Sanitária do Trabalho da Secretaria de Estado da Saúde - CVS/SP. Foi nesta condição que durante três anos, de junho de 1994 a maio de 1997, como representante da parte brasileira, coordenei o Projeto de Cooperação Técnica Brasil - Itália, denominado "Proteção à Saúde nos Ambientes de Trabalho". O projeto, financiado pelo governo italiano, implantou uma rede de 11 serviços de referência em saúde do trabalhador no Estado de São Paulo. Para isso, foi executado um projeto de formação e capacitação em saúde do trabalhador, aquisição de equipamentos, implantação de sistemas de informação e um Centro de Documentação e Informação, que atualmente funciona no CVS. Aprendi com os italianos a planejar ações em saúde do trabalhador e a dar a devida importância para a articulação entre as áreas de formação, informação e comunicação em saúde.



Confira a entrevista
na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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EVENTO: PREVENRIO
Foto: Valdir Lopes

Mais de 18 mil visitantes e 42 eventos paralelos transformam feira em referência


Se fossemos resumir a quarta edição da PrevenRio - Saúde e Segurança no Trabalho em uma palavra, poderíamos certamente optar por "pluralidade". Juntamente com a Expo Emergência - Feira de Resgate, Atendimento Pré-Hospitalar, Combate a Incêndio e Emergências Químicas, a PrevenRio contou com mais de 18 mil visitas e 42 eventos paralelos. Congressos, cursos, workshops, seminários e encontros setoriais reuniram cerca de 5 mil profissionais, que puderem aprimorar seus conhecimentos e visitar a feira.

"É fundamental aprofundar a cultura da prevenção acidentária no País, ainda mais agora com os novos instrumentos governamentais de cobrança em que houver mais acidentabilidade. O Objetivo central é coibir as fontes de mal-estar no trabalho e favorecer constantemente a qualidade de vida laboral. Esses congressos, sem dúvida, fortalecem essa visão", avalia o diretor de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, Remígio Todeschini, que palestrou no Congresso da Abergo (Associação Brasileira de Ergonomia).



Confira a reportagem
na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO ERGONOMIA: PREVENINDO A DOR
Autores: Rui B. Macedo, Ruan K. Mezzomo, Vinícius B. Seleme, Marina L. W. Cerqueira, Claudiomiro Foschiera e Joel P. Gequelin
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Os chamados pontos gatilho devem ser avaliados pelo médico do Trabalho


Ponto gatilho é um problema pouco estudado no Brasil, apesar de ser uma entidade muito prevalente. A associação com o DME (Distúrbio Músculo-esquelético) e DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) existe e, mesmo assim, a relação entre esses assuntos é pouco citada por médicos em trabalhos científicos.

O ponto gatilho possui alguns padrões de acometimento conhecidos e, em decorrência disso, pode-se afirmar que ele é responsável por grande parte dos pacientes com dor crônica, pacientes com doenças do trabalho, esportistas e alguns casos de pessoas com dores agudas intensas.

Ponto gatilho, tradução de Trigger Point, consiste em um ponto irritável, associado a um nódulo hipersensível, palpável, localizado em uma faixa tensa do músculo, que pode gerar dor referida. Os músculos mais acometidos são os músculos posturais do pescoço, da cintura escapular e da cintura pélvica. Os músculos afetados tornam-se, geralmente, mais encurtados e enfraquecidos.

Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO SAÚDE MENTAL: TESTEMUNHA DA TRAGÉDIA
Autores: Ib Martins Ribeiro e Cláudia Virgília Raposo de Faria
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Preparo emocional é essencial para evitar o estresse pós-traumático

Entre as muitas enfermidades que acometem o homem contemporâneo, as que produzem "feridas emocionais" são as mais temidas, talvez, por se instalarem de forma sorrateira e silenciosa.

Ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldades para compreender a importância do equilíbrio e do impacto na qualidade de vida, para seu funcionamento laboral e social, o ser humano se deixa envolver nas teias cinzentas de uma vida "sem cor e sabor".

Buscando justificativas racionais para fugir das dores e frustrações ele se expõe, cada vez mais, aos efeitos desse estilo moderno e, às vezes, "esquizofrênico" de viver.

Quando os estudiosos do comportamento humano verificaram, ainda no início do século XX, que soldados, na Primeira Guerra Mundial, não regressavam os mesmos após testemunharem e sofrerem privações, não poderiam imaginar a atual elevação do número de vítimas de doenças emocionais relacionadas a experiências traumáticas em todo o mundo.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO CONSTRUÇÃO CIVIL: EDIFICAÇÕES PROTEGIDAS
Autor: Edmar Silvio Rodrigues Correia
Foto: Scheila Wagner

Canteiros devem implantar planos de segurança como medidas de proteção


Ao contrário do que se costuma pensar, a construção não é o setor que mais provoca acidentes de trabalho no Brasil.

Embora a frequência de acidentes no setor seja alta, até mesmo pelo grande contingente de mão de obra que o País emprega, as estatísticas do Ministério do Trabalho e da Previdência e Assistência Social apontam que outras atividades econômicas estão em situação ainda mais crítica. Os custos com acidentes de trabalho são de toda a sociedade e não apenas dos trabalhadores e das empresas.

O setor da construção, ciente de suas responsabilidades diante das estatísticas apresentadas, já caminha no sentido de buscar soluções efetivas para essa grave questão por meio de ações educativas e de programas especiais de prevenção que visam o maior controle e a melhoria das condições e do ambiente de trabalho no segmento. Contudo, essa não é uma tarefa fácil e requer um esforço conjunto de todos os envolvidos, a fim de mudar a atitude dos trabalhadores, dos empresários e do Governo, e motivar a sociedade em geral para a importância da prevenção.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO MINERAÇÃO: SUCESSO COMPARTILHADO
Autores: Sérgio Médici de Eston, Wilson Siguemasa Iramina, Marco Leandro Arantes, Alessandra Isabella S. Martins e Reginaldo Pedreira Lapa
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Empresa multinacional desenvolve modelo de educação em gestão de riscos


A sigla G-MIRM representa um projeto denominado Global Minerals Industry Risk Management (Gerenciamento de Risco na Indústria Mineral Global), liderado pelo professor Jim Joy, da Universidade de Queensland (Austrália). Esse projeto envolve diversas universidades do mundo: a Escola de Mineração de Camborne, no Reino Unido; na África do Sul a Universidade de Witwatersrand, a Universidade de Cape Town e a Universidade de Pretória; a Universidade de Utah, nos Estados Unidos; a Universidade Laurentian, no Canadá; a Universidade de São Paulo, no Brasil, e a Universidade Católica del Norte, no Chile. A Universidade de Queensland representa a Austrália.

Os principais propósitos desse projeto são promover uma mudança no gerenciamento de risco nas empresas e questionar e influenciar a maneira que a gerência toma decisões, se comporta, lidera e convive com os riscos.

O projeto G-MIRM é produto de uma parceria iniciada pela empresa de mineração multinacional Anglo American, que reconheceu a necessidade de mudar seu desempenho em segurança. Em função disso, em 2007, a CEO (chief executive officer - diretora executiva) da empresa, Cynthia Carroll, reuniu 120 de seus principais executivos para reexaminar a abordagem de segurança em 2007.



Confira o artigo na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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JURISPRUDÊNCIA: COMPENSAÇÃO DEVIDA
Autor: José Luiz Dias Campos
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Acidentado deve ser reparado em seu patrimônio

A 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, no Processo TST-RR-85400-74.2006.5.18.0121, publicado no dia 20 de agosto deste ano, permitiu compensação, quando da condenação do empregador por dano material, com o que fora pago pela Previdência Social e Previdência Privada, interpretando de forma diversa o constante no Artigo 7º, inciso XVIII, da Constituição Federal, que veda, expressamente, qualquer compensação.

Indenização por dano material - Doença profissional - Cumulação de recebimento da indenização por danos materiais decorrentes de acidente do trabalho com o benefício previdenciário.

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 18ª Região proferiu entendimento, segundo o qual, verbis:
A indenização por dano material não se confunde com o benefício previdenciário. A pensão prevista na lei substantiva civil tem por finalidade não apenas o ressarcimento de ordem econômica, como também o de compensar a vítima pela lesão física causada por eventual ato culposo do empregador, que faça com que perca ou lhe reduza a sua capacidade laborativa em caráter definitivo, inclusive pelo natural obstáculo de busca por melhores condições e remuneração na mesma empresa ou no mercado de trabalho. Esse, inclusive, é o entendimento do Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula 229: "A indenização acidentária não exclui a do direito comum, em caso de dolo ou culpa grave do empregador".



Confira o artigo na íntegra na Edição 226 da Revista Proteção.

 

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