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Você está em: Edições / Ed. 1/2011
 
Edição 1/2011
Na manhã do dia 8 de setembro de 2010, os técnicos de montagem Leandro Marques e Roberto Robson perderam a vida enquanto desmontavam uma grua no alto de um prédio de 16 andares em uma construção em Salvador, na Bahia. Com a queda do equipamento, ambos foram arremessados ao chão e morreram na hora. Uma terceira vítima ficou ferida. Essa não foi a primeira vez que um acidente aconteceu nas obras do condomínio de luxo na capital baiana. Em 2008, outro operário faleceu depois de despencar do sétimo andar de um dos prédios em construção. "Neste caso da grua não foram tomadas as medidas necessárias para o seu desmonte", recorda o coordenador de Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho do Cesat/BA (Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador), Alexandre Jacobina, que acompanhou a investigação do acidente.

Mesmo com todos os esforços de prevencionistas e do Governo para a redução dos acidentes de trabalho fatais, não é incomum ouvirmos relatos de óbitos de trabalhadores. Em especial, na construção civil, um dos setores que lidera, ao lado do transporte rodoviário de cargas, as estatísticas de acidentes fatais no País. Nas próximas páginas você vai acompanhar uma análise sobre os dados que envolvem óbitos de trabalhadores brasileiros, conhecer os fatores que provocam ocorrências dessa natureza e entender os motivos que teriam influenciado, de acordo com as estatísticas, a redução dos acidentes fatais. Alguns prevencionistas arriscam apostar que os números são o reflexo do esforço do poder público e das empresas em benefício da segurança dos trabalhadores. Outros preferem deixar o otimismo de lado, chamando a atenção para as subnotificações desses casos quando as mortes ocorrem na informalidade, o que poderia descortinar um novo cenário dessas ocorrências.

No Brasil, a realidade dos acidentes de trabalho é conhecida através da notificação à Previdência Social e feita a partir da parcela da população trabalhadora coberta pelo SAT (Seguro de Acidentes de Trabalho), a qual corresponde, conforme dados de 2008, a 34% da população ocupada. Estão excluídas dessas estatísticas trabalhadores autônomos, domésticos, funcionários públicos estatutários, subempregados, trabalhadores rurais, entre outros. Desde 1970, é possível constatar a diminuição da mortalidade por acidentes do trabalho no País. A taxa reduziu, entre 1970 e 2009, de 31 para seis óbitos por 100 mil trabalhadores segurados.



Confira a reportagem
na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.

 

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ENTREVISTA: LAERTE IDAL SZNELWAR
Entrevista concedida à jornalista Cristiane Reimberg
Foto: Cristiane Reimberg

Médico une olhar sobre organização, ergonomia e psicodinâmica

O professor da USP Laerte Idal Sznelwar se define como uma pessoa que não se conforma com certas situações. Essa inquietação acabou guiando a escolha da especialidade em que iria atuar. Optou por Medicina do Trabalho para "entender um pouco mais a sociedade e a vida das pessoas". Na atuação, sentia-se frustrado ao fazer diagnósticos já irreversíveis. Percebeu que para mudar o trabalho, a engenharia tinha o papel principal. Como não bastava a medicina, enveredou-se pela ergonomia. A isso juntou o gosto pelas questões psíquicas e aproximou-se da psicodinâmica do trabalho. Estudou na França e de volta ao Brasil, com doutorado em ergonomia, foi dar aula na POLI, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Realiza pesquisas que unem as visões da ergonomia, da psicodinâmica do trabalho e da organização do trabalho. "Existe um trabalho doente no mundo, que desconsidera as características humanas no sentido de permitir que as pessoas se desenvolvam e construam a sua saúde", alerta. Por isso, dedica-se à transformação. As ações devem ser pensadas desde o projeto, e é preciso que a Saúde e a Segurança tenham visão de produção.

Proteção - Qual o impacto da organização do trabalho na saúde?
Laerte
- A forma como um processo de produção é definido induz a sua maneira de organizar. Dificilmente você poderá fazer um grupo semi-autônomo em uma linha de montagem tradicional, porque ela fragmenta o processo, divide as tarefas a que as pessoas estão submetidas, de maneira que seja compatível com esse tipo de racionalidade. Já se eu trabalho em uma célula, posso trabalhar em equipe com mais autonomia. A segunda questão é como dividir um conjunto de tarefas. É preciso definir os tempos de trabalho, os ritmos, as relações hierárquicas, as possibilidades de contato que as pessoas têm. É evidente que tudo isso gera um impacto enorme na saúde, tanto para promovê-la quanto para criar problemas para as pessoas. Se eu tenho um sistema de produção onde o que o trabalhador precisa fazer é algo muito restrito, muito definido no tempo, em que eu não deixo nenhuma margem de manobra para ele, estou restringindo, inclusive, a possibilidade que ele tem de ajustar a atividade em relação a sua fadiga e às demandas que chegam. Dependendo de como o trabalho é organizado, pode-se criar uma série de impedimentos. Por isso, a sua organização é chave nessa discussão.



Confira a entrevista
na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.

 

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PREVENOR: EM EXPANSÃO
Foto: Juliano Rangel

Público qualificado marcou presença na 9ª edição da PreveNor, em Recife/PE

Disseminar informações atualizadas e oferecer um amplo espaço de capacitação e qualificação profissional. Este foi o objetivo da 9ª edição da PreveNor (Feira e Seminário Norte-Nordeste de Saúde, Segurança no Trabalho e Emergência), que entre os dias 24 e 26 de novembro levou à Recife/PE seminários, palestras, workshops e cursos, enfocando temas atuais e pertinentes à área de Segurança e Saúde no Trabalho e de proteção e controle de emergências, além das novidades do mercado de equipamentos de proteção e de produtos e serviços voltados à segurança do trabalhador.

Em sua 2ª edição na capital pernambucana, o maior evento prevencionista da Região Norte-Nordeste contou com 27 atividades paralelas e 76 expositores, o que acabou motivando a presença de mais de 9 mil participantes. Segundo Alexandre Gusmão, diretor da Proteção Publicações e Eventos, empresa organizadora do evento em parceria com as revistas Proteção e Emergência, a 9ª edição da PreveNor reuniu um público muito expressivo durante seus três dias de realização, o que mostrou o interesse dos profissionais da região em manterem-se constantemente atualizados. "Esta segunda edição em Pernambuco consolida o sucesso do evento e o acerto de estarmos neste Estado que vem apresentando, nos últimos anos, um desenvolvimento acima da média nacional. A presença dos profissionais da área de SST e de Emergência nas atividades paralelas superou nossas expectativas, sendo que muitas vezes os auditórios estavam superlotados com um público ávido por atualização técnica", avalia Gusmão.

A próxima edição da feira, agendada para os dias 19, 20 e 21 de outubro deste ano, será realizada pela primeira vez no Estado da Bahia, o que possibilitará uma maior abrangência da PreveNor na região Norte-Nordeste. "A nossa expectativa para a edição bahiana do evento é atingir um público ainda maior. Para isso, estamos prevendo uma feira também maior, visto que muitas empresas e entidades já confirmaram sua participação em Salvador", frisa.



Confira a entrevista
na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO RUÍDO: AVALIAÇÃO OCUPACIONAL
Autor: Tuffi Messias Saliba
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

A dosimetria de ruído requer critério técnico para posicionar o microfone

A NR 15, da Portaria 3.214/78, determina que se ao longo da jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados (dose), de forma que, se a soma das frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância.

Na equação acima, Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico, e Tn indica a máxima exposição diária permissível a esse nível, segundo o Quadro 1 do Anexo 1 da NR 15.

Para se obter o efeito combinado ou a dose equivalente de ruído, o uso do audiodosímetro é altamente recomendado, pois os dados obtidos são mais exatos, sendo, portanto, recomendado nos locais onde a exposição é variável. Esse instrumento é de uso individual e integra os valores dos níveis de ruído e o respectivo tempo de exposição, conforme a equação dos efeitos combinados, fornecendo, ao final da medição, o valor da dose em percentual. Por exemplo, a dose 1,0 corresponde a 100%.

O audiodosímetro fornece também o LEQ (Nível Equivalente do Ruído) correspondente à dose obtida.

Atualmente, existem no mercado diversos tipos e modelos de audiodosímetros, inclusive com recursos tecnológicos avançados que permitem, por meio de programas específicos, obter vários dados a respeito da exposição ocupacional, tais como: histogramas, dose projetada para jornada, histórico das medições no tempo, entre outros.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo
na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO SAÚDE: FATORES DE RISCO
Autores: Ana Carolina Brandão Assis e Maria Clara de Macedo Correa
Foto: Navegação Guarita S/A

Maus hábitos de vida influenciam no desenvolvimento de agravos em embarcados

A HA (Hipertensão Arterial) e o DM (Diabetes Mellitus) são apontados como os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares que, por sua vez, constituem a principal causa de morbimortalidade na população brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Tal situação configura preocupantes problemas de saúde coletiva no Brasil por suas elevadas prevalências, pelas complicações agudas e crônicas elevando também custos sociais e econômicos decorrentes do uso de serviços de saúde, absenteísmo, aposentadoria precoce e incapacidade para o trabalho. Sendo assim, tais doenças merecem atenção no que se refere à saúde do trabalhador.

Quais são os hábitos de vida adotados pelos trabalhadores portadores de Hipertensão Arterial e/ou Diabetes Mellitus de uma empresa do ramo de navegação?

A distância do convívio da família, a sensação de enclausuramento e de falta de liberdade, a preocupação com segurança, o desgaste mental e o nervosismo que envolve o pré-embarque e o embarque em si, podem levar a possíveis alterações de humor, tornando esse indivíduo mais suscetível ao estresse.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo
na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO GESTÃO: COM MAIS EFICIÊNCIA
Autores: Reginaldo Pedreira Lapa, Sérgio Médici de Eston, Alessandra Isabella Sampaio Martins e Wilson Siguemasa Iramina
Foto: Flávia Valssani

Empresas devem investir na engenharia de fatores humanos para diminuição dos erros

A engenharia de fatores humanos não é uma ciência exata, mas uma disciplina que aborda a compreensão da interação entre o ser humano e os diversos elementos de um sistema, de forma que o usuário tenha menos chance de cometer erros que possam resultar em um incidente e/ou acidente.

Há alguns termos similares à engenharia de fatores humanos, tais como ergonomia, fatores humanos e engenharia humana, provocando certa confusão na delimitação clara das fronteiras entre eles.

Adotamos o conceito de alguns especialistas, para os quais a ergonomia enfatiza os aspectos fisiológicos e biomecânicos, e a engenharia de fatores humanos, por sua vez, reforça os aspectos comportamentais e cognitivos, orientados a projetos que diminuam as chances de erros dos operadores.

Assim, a engenharia de fatores humanos, aborda o projeto de máquinas, operações e ambientes de trabalho, de modo que possam ser compatíveis com as capacidades e limitações humanas, como meio de reduzir erros e de prevenir incidentes.



Confira o artigo
na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.

 

Edição do Mês
 
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