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Edição 8/2011

MATÉRIA DE CAPA: EM REFORMA
Reportagem de Marla Cardoso
Foto: Castelão/CE - Eduardo Barcellos/Fotocontexto

Atraso no início das obras para a Copa de 2014 pode colocar em risco a saúde e a segurança dos trabalhadores

Desde que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi lançado no Brasil, em 2007, o País se transformou em um verdadeiro canteiro de obras. Nas cinco regiões brasileiras o setor da construção está a todo o vapor em diversas áreas, sem falar do boom do mercado imobiliário de empreendimentos residenciais e comerciais. Anunciado como sede da Copa de 2014, o País se viu diante da necessidade de uma série de obras de infraestrutura nas 12 cidades que receberão o evento esportivo. Além da reforma e ampliação do terminal de passageiros e sistema de pátio e pistas em 13 aeroportos, 12 estádios também precisam passar por grandes reformas - ou mesmo pela construção de novas arenas - para adequação das edificações ao padrão FIFA (Fédération Internationale de Football Association). Especialistas da área de Saúde e Segurança do Trabalho que têm acompanhado as obras afirmam que elas estão andando a passos lentos, o que tem preocupado os prevencionistas.

"O atraso no início das obras tem como consequência imediata cronogramas apertados, que geram agravantes como trabalho em sobrejornada e precarização das condições laborais", chama a atenção o Auditor Fiscal do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de João Pessoa (SRTE/PB), Carlos Alberto Castor de Pontes. Prevendo os reflexos que o ritmo acelerado das obras para a Copa poderá alcançar à medida que o prazo de entrega for se aproximando, órgãos do governo e algumas entidades da área da construção já começaram a vistoriar as obras com a intenção de propor ações preventivas nos canteiros. Ao longo da reportagem você vai conhecer os principais riscos que envolvem a construção e reforma de estádios e aeroportos e de que forma algumas empresas que detêm o contrato dessas obras estão investindo na segurança dos trabalhadores.

Em 2014 o Brasil será, pela segunda vez na história, sede de uma Copa do Mundo - a primeira foi em 1950. Candidato único, o País foi confirmado pela FIFA como sede do Mundial de futebol no dia 30 de outubro de 2007. No final de 2009 foi a vez da Federação confirmar as 12 cidades brasileiras que sediariam os jogos da Copa - Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, São Lourenço da Mata (Grande Recife), Manaus, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Em janeiro de 2010 um Decreto do então presidente Luís Inácio Lula da Silva criou o Comitê Gestor da Copa do Mundo FIFA 2014 (CGCopa 2014).

Coordenado pelo Ministério do Esporte, com a participação de 20 órgãos do governo, o Comitê tem como principal objetivo definir, aprovar e supervisionar as ações previstas no Plano Estratégico das Ações do Governo Brasileiro para a Realização da Copa. Estão incluídas nessas ações melhorias para a população das cidades-sede não somente nos estádios de futebol, que prometem ficar mais modernos, seguros e confortáveis, mas também nos aeroportos, portos, rede hoteleira e transportes públicos, cuja intenção é de que eles sejam preparados para operar com maior eficiência e rapidez.



Confira a reportagem
na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.

 

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ENTREVISTA: AURINÉZIO CALHEIRA BARBOSA
Entrevista ao jornalista Alexandre Gusmão
Foto: Alexandre Gusmão

Gestor de riscos do Polo de Camaçari foca 90% do seu tempo na prevenção

O Polo Petroquímico de Camaçari na Bahia reúne hoje mais de 90 empresas numa área de 760 quilômetros quadrados sob a coordenação do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari, o Cofic. Bahiano de Ibirataia, Aurinézio Calheira Barbosa atua no órgão há 20 anos e hoje é o superintendente de Segurança, Saúde e Meio Ambiente. "Vim para o Cofic com o desafio de dar continuidade a um trabalho que foi iniciado aqui, de forma que aglutinasse, cada vez mais as empresas, que fomentasse a troca de experiências no desenvolvimento da área de segurança, saúde e meio ambiente", explica este engenheiro de Segurança do Trabalho formado em 1989. Antes de atuar no Cofic, Aurinézio passou pela Braskem (na sua época Politeno), Coelba e Copene.

Aos 54 anos, Aurinézio atuou metade de sua vida dentro do Polo de Camaçari, o que lhe dá muito conhecimento para coordenar ações de integração entre as empresas, como os grandes simulados ou o Prêmio Polo de Segurança, que mais do que destacar os bons resultados, serve como avaliação permanente dos processos através de auditorias.

Além de Engenharia de Segurança do Trabalho, é formado como engenheiro Civil e Elétrico pela UFBA, sendo mestre em Tecnologias Limpas Ambientais. Na sede do Cofic, localizada dentro de um bosque de mata nativa no coração do Polo, Aurinézio recebeu Proteção para falar das ações desenvolvidas pelo Comitê em prol da prevenção.

PROTEÇÃO - Como foi o início da sua atividade no Cofic?
AURINÉZIO - Para minha felicidade entrei num período em que o polo estava passando por uma grande transformação. Foram três os fatores decisivos para a mudança da gestão de segurança, saúde e meio ambiente no polo no início da década de 90. A indústria química mundial vinha de uma década negra do ponto de vista de acidentes que foi a década de 80 e isso gerou o Programa de Atuação Responsável pela indústria química. Vivíamos também uma crise da famosa leucopenia. Havia uma pressão muito forte da sociedade em cima do polo, a mídia divulgando muita coisa e, como último fator, a entrada da obrigatoriedade de licença ambiental de operação. Além da licença individual que cada empresa tinha, em 89, o órgão ambiental, através do Conselho Estadual de Meio Ambiente, o Cepram, obrigou as empresas do polo a ter uma licença coletiva. Hoje sabemos que foi uma atitude sábia do Cepram e do órgão ambiental ao decidir, na época, por esta obrigatoriedade. Não adiantaria ter uma licença individual para cada empresa se há questões coletivas a serem resolvidas. Tínhamos uma situação em que era preciso ter uma gestão coletiva sobre recursos hídricos, emissões atmosféricas, gestão de riscos e de resíduos. De lá pra cá, a mudança foi muito forte porque veio uma série de condicionantes que todas as empresas foram obrigadas a cumprir. O Cofic tornou-se o coordenador dessa licença com atribuições e responsabilidades para todo mundo. Temos uma parceria extremamente importante com a Cetrel, que é a Empresa de Proteção Ambiental, cada vez mais qualificada no tratamento de efluentes e no monitoramento ambiental. Ela desenvolveu muito bem a sua equipe, presta serviço ao Brasil inteiro, é uma referência internacional. Os visitantes que chegam ao polo ficam admirados por termos montado um sistema coletivo e integrado.



Confira a entrevista na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO GESTÃO DE SST: SISTEMA EFICAZ
Fonte: Organização Internacional do Trabalho
Foto: ILO

OIT orienta empresas em busca da melhoria contínua

A Saúde e Segurança do Trabalho é uma disciplina que trata da prevenção de acidentes e de doenças profissionais bem como da protecão e promoção da saúde dos trabalhadores. Tem como objetivo melhorar as condições e o ambiente de trabalho. A saúde ocupacional abrange a promoção e a manutenção do mais alto grau de saúde física e mental e de bem-estar social dos trabalhadores em todas as profissões. Neste contexto, a antecipação, a identificação, a avaliação e o controle de riscos com origem no local de trabalho (ou daí decorrentes) que possam deteriorar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, são os princípios fundamentais do processo de avaliação e de gestão de riscos profissionais. O possível impacto nas comunidades envolvidas e no meio ambiente deve ser igualmente tomado em consideração.

O processo fundamental de aprendizagem sobre a redução dos riscos está na origem dos princípios mais sofisticados que regem a atual SST. Presentemente, a necessidade de controlar uma industrialização galopante e as suas solicitações em matéria de fontes energéticas altamente e inerentemente perigosas, tal como o uso de energia nuclear, de sistemas de transporte e de tecnologias cada vez mais complexas, conduziu ao desenvolvimento de métodos de avaliação e de gestão de riscos muito mais sofisticados.

Relativamente a todas as áreas da atividade humana, deve fazer-se um balanço entre as vantagens e os custos associados aos riscos. No caso da SST, esse balanço complexo recebe a influência de muitos fatores, tais como o rápido progresso científico e tecnológico, um mundo do trabalho muito diversificado e em alteração constante, incluindo os aspectos econômicos. O fato de que a aplicação dos princípios implica a mobilização de todas as disciplinas sociais e científicas, é uma medida clara da complexidade do seu campo de aplicação.


Confira a bibliografia usada neste artigo.



Confira o artigo na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.



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ARTIGO EXPOSIÇÃO AO FRIO: TRABALHO EM FRIGORÍFICO
Autor: Erik Ubaldo Batista Leão
Foto: SRTE MT

Parecer técnico reúne conceitos sobre o adicional de insalubridade

Identificar o estado da arte sobre exposição ocupacional ao frio é a finalidade deste artigo, mais especificamente nas atividades frigoríficas. Fundamentado em reconhecidos autores do cenário nacional com habilidade técnica e conhecimento em normas internacionais, o texto pretende também alinhar conceitos que ao longo do tempo perderam sua fundamentação técnica e incitam a uma interpretação jurídica distorcida sobre o assunto. O tema atualmente está cercado de conhecimentos populares e muitos "achares".

Este parecer técnico aborda principalmente ambientes climatizados e câmaras frigoríficas, cujos conceitos foram extraídos do Ministério da Agricultura e do Abastecimento em sua Portaria Nº 210, de 10 de novembro de 1998.

Procura-se discutir a controversa interpretação da relação do intervalo de repouso descrito no Artigo 253 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e seus equívocos técnicos, que prejudicam e desorientam decisões judiciais fundamentalmente nas atividades frigoríficas. Por fim, são abordados conceitos sobre os diferentes ambientes frigoríficos.

Em parecer técnico sobre a não-aplicabilidade do Artigo 253 da CLT às condições de temperatura e conforto térmico nos ambientes de trabalho de desossa e embalagem em frigoríficos, elaborado pelo professor e consultor René Mendes para a Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul, foram feitas as seguintes constatações:
a) A percepção de frio, conforto térmico e desconforto térmico são variáveis altamente subjetivas tanto em nível intra-individual, quanto em nível inter-individual;
b) O conceito de frio é altamente dependente do contexto geográfico, social e cultural;
c) O frio não se define por uma linha de corte baseada na temperatura ambiental, mas por um conjunto de variáveis, como temperatura do ar ambiental, temperatura da superfície de contato, velocidade do ar, temperatura radiante, umidade relativa e forma de exposição. Adicionalmente, a sensação térmica de frio fica ampliada pelo incremento da velocidade do ar ou presença de umidade.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO TRABALHO EM ALTURA: LEGISLAÇÃO ESPERADA
Autor: Marcos Amazonas
Foto: Arquivo/Altiseg

Planejamento e hierarquia na execução das atividades serão o foco da nova NR

Está sendo elaborada uma NR (Norma Regulamentadora) específica para o trabalho em altura. A iniciativa demonstra atenção por parte do governo para esta área que fornece dados tão presentes nos altos índices estatísticos de acidentes no país. Hoje as questões relacionadas ao trabalho em altura estão pulverizadas em várias NRs como a 10, 12, 18, 33, 34, entre outras. A NR 34, recentemente publicada, traz grande avanço para o trabalho em altura. Mesmo recomendada ao setor de estaleiros, na área de construção naval, seu conteúdo vem sendo a grande referência para outros segmentos que sofrem pela falta de informação.

A futura norma descreverá uma forma de interpretação para o trabalho em altura que irá atender a uma hierarquia a ser avaliada quando a atividade for planejada. O ápice da hierarquia é a possibilidade de evitar o risco não dando chance a uma possível queda. Neste sentido, ao invés de deslocar um trabalhador para realizar o trabalho na altura, deslocar o trabalho para ser realizado no chão é uma ideia que deve ser sempre considerada. É sabido que nem sempre isto é possível, mas já existem sistemas de roldanas para baixar luminárias e, assim, realizar a troca de lâmpadas sem sair do chão ou câmeras instaladas em uma haste com vários metros também podem auxiliar a inspeção em locais altos.

O momento da análise de risco é quando a hierarquia a ser empregada para execução da atividade em altura deve ser avaliada. Sem dúvida esta ordenação para o trabalho ajudará muito na tomada de decisões. Ela deve obedecer à sequência pré-determinada e apenas passar para o próximo nível quando o anterior não puder ser executado. Isto significa evitar, prevenir e minimizar a queda. Quando for necessária alguma forma de proteção, a prioridade deve ser sempre para as proteções coletivas que atuam sobre vários trabalhadores ao mesmo tempo; as individuais protegem apenas uma pessoa.

Outro ponto a ser considerado é a prevenção (evitar que o trabalhador possa sofrer uma queda) antes da retenção (reter uma queda minimizando sua distância e consequências). A legislação internacional ainda prioriza sistemas passivos como redes que protegem o trabalhador - sem que este precise executar qualquer ação -, a sistemas ativos como em processos para restrição de movimentação com EPI em que o trabalhador precisa se conectar à ancoragem, ou seja, ele precisa ativar a sua proteção. Outros fatores como número de pessoas expostas ao risco; tempo de exposição e prevenção de queda com sistema de restrição de movimentação com o uso de EPI somado à retenção de queda com sistemas de redes, podem auxiliar para a indicação do método mais adequado.



Confira o artigo na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO SEGURANÇA VEICULAR: SEGUNDOS QUE VALEM VIDAS
Autor: Mauri Adriano Panitz
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Condução adequada depende de processo integrado de subtarefas

Não há dúvidas de que o fator humano é o elemento central no ambiente natural. No ambiente viário urbano ou rural, ele tem igual importância, seja na condição de condutor, pedestre ou passageiro. Na segurança viária, o desempenho do condutor deve ser considerado, a fim de que ele seja orientado e controlado ao circular por vias públicas e privadas.

O desempenho das tarefas de condução depende de um processo integrado resultante de cinco funções: recepção da informação através dos sentidos, percepção (cérebro interpreta a informação), intelecção (raciocínio, solução dos problemas e produção de decisões), controle dos movimentos (cérebro envia instruções para as partes do corpo), e resposta das partes que recebem instruções de movimento.

As variações de cada fator interveniente no trânsito têm suas tolerâncias, quanto à demanda do sistema e o desempenho correspondente, sem que necessariamente ocorra o acidente. Existe toda uma diversidade de falhas de informação, na interação dos conjuntos de fatores intervenientes, que ocasionam incidentes e acidentes no trânsito. Todavia, considerando que o fator humano é o motivo do trânsito e, ao mesmo tempo, o maior causador de acidentes, suas variações e tolerâncias devem ser bem conhecidas e monitoradas, para possibilitar seu controle na circulação. Por essa razão, em seus projetos e construções, os engenheiros de estradas devem considerar o fato de que, assim como existe uma ampla variedade de características operacionais entre os veículos e as vias, há também entre condutores e pedestres.

Os profissionais da Engenharia Civil (atividades rodoviária e tráfego) devem estar cientes de que as características dos usuários variam muito e existem diferenças de ordem física e operacional nos veículos e nas vias públicas, assim como existem diferenças nas velocidades em que caminham os pedestres. Por outro lado, varia muito também a capacidade dos condutores e pedestres em perceber, entender e reagir ante essas peculiaridades da via e eventos do tráfego.


Confira a bibliografia usada neste artigo.



Confira o artigo na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO ELETRICIDADE: VISÕES DIFERENCIADAS
Autora: Gerusa Beatriz da Silva
Foto: Fernando Vieira

É essencial perceber riscos e perigos para realizar tarefas de modo seguro

A percepção de risco e perigo pelo trabalhador apresenta divergências em relação às definições técnicas encontradas na literatura. O estudo dessas definições é essencial, pois pode influenciar a tomada de decisão, o comportamento e a prevenção frente a situações que possam resultar em acidentes de trabalho.

O artigo baseia-se em um estudo desenvolvido junto a eletricistas que atuam na distribuição de energia elétrica, trabalhando na construção e manutenção de redes de distribuição. Eles executam tarefas como trabalho com linhas energizadas, tracionamento de cabos, escalada em postes, levantamento de cruzetas, abertura e fechamento de chaves de manobra, instalação e troca de transformadores, entre outras funções. Um eletricista só estará apto a realizar estas funções após treinamento específico e realização de curso de NR 10, estando ciente da necessidade do uso dos Equipamentos de Proteção Individuais e Coletivos.

A coleta de dados foi realizada por meio de pesquisa diretamente com os funcionários da concessionária de energia elétrica e teve como objetivos: detectar a percepção dos eletricistas sobre perigo e risco e seu comprometimento e envolvimento com a segurança na execução dos serviços. A concessionária divide-se em três segmentos: geração, transmissão e distribuição. O estudo foi realizado com eletricistas da distribuição, segmento que compreende os potenciais após a transmissão, indo das subestações de distribuição e entregando energia elétrica aos clientes.

A distribuição de energia elétrica aos clientes é realizada nos potenciais de 220/127 e 380/220 V até 23 kV e possui diversas etapas de trabalho: recebimento e medição de energia elétrica nas subestações; rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica; construção de redes de distribuição; montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de distribuição; montagens de subestações de distribuição; manutenção das redes de distribuição aérea; manutenção das redes de distribuição subterrânea; medição do consumo de energia elétrica; operação dos centros de controle e supervisão da distribuição, entre outros. As atividades de distribuição de energia elétrica podem ser realizadas em sistemas desenergizados (manutenção com "linha morta") ou energizados (manutenção com "linha viva").

Todos os eletricistas recebem treinamento em NR 10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade), o que não é suficiente para evitar que aconteçam acidentes de trabalho. Segundo estatísticas, a maioria dos acidentes não ocorre por choque elétrico, mas por queda em altura, depois por acidentes de trânsito e, em terceiro lugar, por choque elétrico.


Confira a bibliografia usada neste artigo.



Confira o artigo na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO SAÚDE NA NAVEGAÇÃO: ESTRESSE A BORDO
Autora: Juliana Lopes Vileti
Foto: Navegação Guarita S/A

Estudo avalia absenteísmo e processos patológicos em empresa

O artigo tem como objetivo a análise das causas de absenteísmo relacionadas a características psicosubjetivas de funcionários de uma empresa do ramo de navegação. O despertar para a discussão surgiu com a verificação de percentual significativo do padrão de sono, repouso prejudicado, estresse e absenteísmo, identificados nos exames médicos ocupacionais.

Os estudos epidemiológicos contribuem na identificação das variáveis (sexo, idade, estado civil, entre outras) ligadas ao absenteísmo e ajudam na elucidação de possíveis causas, auxiliando na prevenção e sugerindo soluções. O conhecimento do problema e de suas múltiplas gamas e determinações torna-se imprescindível para uma gestão empresarial de qualidade, permitindo o planejamento e a implementação de serviços de atenção à saúde do trabalhador.

A hipótese sustenta-se na possibilidade de alterações patológicas de humor na atividade de navegação relacionados à distância do convívio familiar, falta de relações de afeto, sensação de enclausuramento e de falta de liberdade, preocupação com segurança, desgaste mental e sentimentos envolvidos no pré-embarque e no processo do trabalho embarcado como a ansiedade e o estresse. Essas atitudes caracterizam a subjetividade no trabalho, e quando não identificadas e trabalhadas, podem interferir diretamente na saúde dos colaboradores, assim como na produção direta de uma empresa, por meio do aumento do índice de absenteísmo.


Confira a bibliografia usada neste artigo.



Confira o artigo na íntegra na Edição 236 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO QUÍMICOS: QUESTÃO DE BOM SENSO
Autores: José Roberto da Rocha Moreira, Osvaldo Luiz Gonçalves Quelhas e Robson Spinelli Gomes
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Análise comparativa aponta defasagem em limites estabelecidos no Brasil

A atividade laboral pode representar a maior contribuição para a exposição de pessoas a agentes químicos. Muitas doenças têm sido relacionadas à presença destas substâncias nocivas nos ambientes de trabalho como asma, alergias e algumas formas de câncer, por exemplo. Diante disso, a exposição aos agentes químicos e sua regulamentação nos locais de trabalho constituem matéria de relevância para a pesquisa científica.

Para proteger a saúde destes trabalhadores, as autoridades e os organismos credenciados definem Limites de Exposição Ocupacional (OELs - Occupational Exposure Limits). Os métodos de determinação e o nível de proteção esperado destes limites variam entre os países e organismos que os definem. Os limites de exposição constituem uma estratégia reconhecida para o controle dos riscos ocupacionais, prevenindo doenças e outros efeitos adversos que incluem irritação nos olhos, sedação e efeitos narcóticos.

Em 1920, começaram a ser propostos alguns destes limites, primeiramente os relacionados à exposição a monóxido de carbono, óxido de zinco e poeiras de fluoretos. Em 1946, a ACGIH (American Conference of Industrial Hygienists) emitiu sua primeira lista de TLVs (Thresholds Limits Values). Estes limites foram definidos como Maximum Alowed Concentrations (Concentração Máxima Permitida), sem explicações complementares, incluindo cerca de 130 substâncias. À época, autoridades britânicas criticaram a prática americana pela grande ênfase dada às medidas e pela alta confiança atribuída aos valores limites de referência. Harvey, que era inspetor de fábrica do Reino Unido, chamava-os de "concentrações teóricas máximas permissíveis".


Confira a bibliografia usada neste artigo.



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