Banner 01 - Metroform - Abril
Delta Plus - Diamonddv - banner 01 - abril
 
 
    Acidentes do Trabalho
    Doenças Ocupacionais
    Empresas & Negócios
    Estatísticas
    Eventos
    Geral
    Legal
    Leia na Edição do Mês
    Práticas de Prevenção
    Produtos & Serviços
    Últimas Notícias
P Revista Proteção Digital Banner 4
P Revista Emergência Digital Banner 5
P NN Eventos - Banner 5


Você está em: Edições / Ed. 10/2011
 
Edição 10/2011

MATÉRIA DE CAPA: PREÇO ALTO
Reportagem de Marla Cardoso
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Sonolência pode trazer efeitos nocivos aos trabalhadores que atuam à noite e colocar em risco a sua segurança

Há um ano a enfermeira baiana Renata Gonçalves do Rosário, de 27 anos, teve incorporada a sua rotina profissional o serviço noturno, como é denominado o plantão das 19h às 7h que exerce no hospital Santa Izabel, na capital baiana. Embora acredite que tenha conseguido se adaptar bem ao trabalho noturno, a partir das 3h da madrugada a jovem revela que o corpo começa a dar sinais de cansaço e o sono aparece com mais força. "Antes desse horário as atividades são mais intensas, mas à medida que as coisas vão acalmando me sinto mais sonolenta", completa.

Pra driblar o sono, Renata conta que por volta das 23h chega a tomar até três copos plásticos de café preto, o que faz com que não consiga pegar no sono com facilidade no final do expediente. "Dificilmente consigo deitar logo após a saída do plantão, sempre vou cuidar de algo em casa antes", explica. Para a enfermeira, a noite de sono perdida nunca é recuperada e, mesmo novata na profissão, ela já vem sentindo os reflexos de trocar a noite pelo dia. "Depois de um plantão durmo e continuo com sono, e por mais que durma não me sinto 100% descansada", afirma. Além disso, a jovem reclama dos reflexos que o plantão noturno trouxe para sua vida social.

"Afeta a relação com os amigos e com a família. Quando estou de plantão à noite me privo de sair. Durante o dia, enquanto durmo, meus amigos estão trabalhando, mas confesso que já cheguei de jornadas noturnas no final de semana e me privei de dormir em função do lazer", finaliza. Assim como Renata, milhares de brasileiros exercem trabalho noturno no País. O que muitos desses trabalhadores e empresas desconhecem são os efeitos nocivos que a má qualidade e mesmo a privação do sono podem provocar na saúde e o quanto podem prejudicar a Segurança do Trabalho.



Confira a reportagem
na íntegra na Edição 238 da Revista Proteção.

 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ENTREVISTA: CESAR OURIQUE DA SILVA ALMEIDA
Entrevista ao jornalista Juliano Rangel
Foto: Alexandre Gusmão

Para o presidente da ABPA, conscientização é a chave para a prevenção de acidentes

Presidindo a ABPA (Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes) no ano em que a entidade comemora 70 anos de existência, o engenheiro de Segurança do Trabalho Cesar Ourique da Silva Almeida vem procurando reforçar a ideia de que a prevenção de acidentes está atrelada à disseminação de uma cultura de conscientização. No entanto, sabe que as empresas brasileiras, principalmente as de pequeno e médio porte, ainda não enraizaram esta ideologia de segurança ao seu processo de trabalho, apesar de já ter observado uma significativa melhora no cenário de prevenção. De acordo com ele, que atua como gerente de SSMA da SHV Gás Brasil, para mudar ainda mais este cenário e, consequentemente, reduzir o índice de acidentes laborais, a inserção dos conceitos de Segurança no Trabalho no currículo escolar e a troca de experiências com outros países como Chile e Inglaterra seriam ferramentas de grande eficácia. Seu amplo conhecimento de segurança na área química, 23 anos ao todo, lhe rendeu o convite para integrar o Grupo de Trabalho Tripartite da NR 20 (Líquidos Combustíveis e Inflamáveis) como representante da CNI (Confederação Nacional das Indústrias).

PROTEÇÃO - Preservar a saúde dos trabalhadores não é uma missão fácil. Além de identificar os riscos inerentes à atividade e intervir, por meio de ações preventivas, é preciso buscar outras ferramentas. Estabelecer medidas de conscientização sobre os riscos e os impactos de um acidente de trabalho seria uma ação eficaz?
CESAR - Nós precisamos refletir sobre segurança. Precisamos enraizar o tema em nossa cultura, em nosso dia a dia. É uma pena que no Brasil as crianças não aprendam sobre segurança desde a escola. Acho que seria de grande valia se desde criança aprendêssemos conceitos sobre segurança, risco, perigo, importância de um calçado de segurança, de um capacete, de um protetor auricular. Se isto fizesse parte da nossa realidade, as crianças, quando mais tarde entrassem no campo de trabalho, teriam uma conscientização sobre SST enraizada, o que, consequentemente, reduziria significativamente a probabilidade de acidentes. Infelizmente, nós que trabalhamos na indústria, nos deparamos com muitas pessoas que vão trabalhar sem nunca terem visto uma bota, um capacete, um equipamento de proteção. Não trazem esta cultura de casa. O problema é que nós, brasileiros, somos um povo muito otimista. Sempre achamos que o acidente não vai acontecer com a gente. Se colocarmos 20 brasileiros em uma sala e explicar que todos irão para uma guerra e que apenas um deles irá sobreviver, um vai olhar para outro, dizendo `Vou sentir sua falta`, porque todos têm certeza que aquele um é ele próprio. A nossa cultura infelizmente é esta, de que somos imunes.



Confira a entrevista na íntegra na Edição 238 da Revista Proteção.

 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ARTIGO MAPA DE RISCOS: MAPEAMENTO DIFERENCIADO
Autor: Luiz Roberto Louvison
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Matriz de priorização produz resultados satisfatórios

O artigo não possui a finalidade de destrinchar diplomas normativos ou conceituais do mapa de riscos, mas apresentar uma metodologia que, por meio de aplicações de métodos alternativos supera expectativas e produz resultados plenamente satisfatórios. O modelo de mapeamento de riscos a ser apresentado se baseia inicialmente nos moldes de análise das priorizações, podendo ser aplicado em diversos tipos de empresas (privadas, públicas, sociedades de economia mista, instituições beneficentes, cooperativas, etc). As planilhas e quadros foram formulados a partir de um rol de atividades exercidas rotineiramente no âmbito de um serviço público municipal na região do ABC paulista.

Desde sua criação dada pela redação da Portaria N° 5 de 17 de agosto de 1992, da Portaria N° 3.214 de 8 de junho de 1978, o mapa de riscos ambientais vem sendo empregado nos mais diversos ambientes laborais. Sem dúvida, pode-se afirmar que se trata de um excelente método no apontamento de fatores de riscos dos acidentes e doenças do trabalho. Dentro deste contexto, integrantes da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) são atores relevantes de atuação e comprometimento para com a causa prevencionista e o consequente sucesso no desenvolvimento das etapas propostas do mapa de riscos.

Este benéfico instrumento de promoção da saúde e bem-estar dos trabalhadores, em geral, tem sido aplicado por meio de variados métodos, surtindo efeitos agregadores de progresso em muitos casos e em outros, nem tanto. Neste sentido, é necessário comentar e não esquecer-se da legislação aplicável contida na redação da NR 5, do item 5.16, alínea "a" (Portaria MTE 3.214/78), a qual insere a exigência da confecção do mapa de riscos, mas sem estabelecer procedimentos de elaboração com elementos de cunho obrigatório.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 238 da Revista Proteção.



---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO GESTÃO DE SST: MUDANÇA CULTURAL
Autores: José Luiz Lopes Alves e Luiz Carlos de Miranda Junior
Foto: Acervo CPFL Energia

Programa comportamental contribui para reduzir acidentes em distribuidora de energia

Muito tem sido feito para reduzir os acidentes no trabalho nas empresas. Observam-se esforços com a utilização de programas comportamentais fundamentados no processo, como a Behavior Based Safety (Segurança Baseada em Comportamento). Algumas empresas optam ainda por um programa integrado, com um programa comportamental desenvolvido e inserido no Sistema de Gestão da Saúde e Segurança do Trabalho. Este artigo apresenta a experiência da CPFL Energia, mostrando o caminho desde a criação do SGSST até o início do programa comportamental. A CPFL é líder em Segurança no Setor Elétrico Brasileiro e responsável pela distribuição da energia em uma das áreas de maior densidade populacional no território brasileiro. O programa denominado "Vá e Volte" está sendo desenvolvido pela CPFL em parceria com a DNV (Det Norske Veritas).

SGSST
A Gestão da Saúde e Segurança do Trabalho em uma empresa de serviços, onde quase todos os trabalhos de risco ocorrem em logradouros públicos é um desafio de grandes proporções. Nessas condições, os trabalhadores detêm o poder da decisão de trabalhar com atenção aos perigos e riscos, evitando acidentes. A construção compartilhada de um SGSST eficaz entre empresa e trabalhadores foi a alternativa escolhida pela CPFL, tendo como alicerce duas referências internacionais, a DNV e a OHSAS 18001.
No ano 2000, a empresa deu início à implantação do sistema com o uso das ferramentas propostas pelo Sistema de Classificação Internacional de Segurança concebido pela DNV. O trabalho desenvolvido resultou na incorporação gradual do sistema pela organização e contribuiu com o início da reversão do quadro negativo de acidentes registrado na época. Contribuiu também para a eficácia da gestão da SST, ocasionando a redução dos acidentes do trabalho.



Confira o artigo na íntegra na Edição 238 da Revista Proteção.

 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO HIGIENE OCUPACIONAL: INVESTINDO EM PREVENÇÃO
Fonte: Berenice Goelzer
Foto: Digital Stock

A importância da SST e da HO nas agendas de desenvolvimento

Este breve artigo se refere a um dos determinantes da saúde de grande importância e frequentemente negligenciado: o ambiente de trabalho, particularmente quanto a seu potencial para causar doenças, o que não significa que não existam muitos outros determinantes da saúde de grande importância. Dois aspectos principais devem ser considerados: a saúde dos trabalhadores deve ser colocada em nível muito mais alto nas agendas nacionais e internacionais de desenvolvimento, e a Higiene Ocupacional deve ser colocada em nível muito mais alto quando se trata da saúde dos trabalhadores e do meio ambiente, inclusive das mudanças climáticas.

A atenção dada à proteção da saúde dos trabalhadores raramente reflete sua real importância. O impacto desastroso das doenças ocupacionais sobre as pessoas,  a sociedade e a economia nuncam é considerado. Além disso, o papel essencial da prevenção primária, e, portanto, da Higiene Ocupacional, não somente para a proteção dos trabalhadores, mas do meio ambiente, é seguidamente ignorado no contexto de estratégias para o desenvolvimento.

As doenças ocupacionais, que constituem uma das grandes "epidemias silenciosas", incapacitam e matam trabalhadores a cada dia no mundo todo.  De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), infortúnios ocupacionais (acidentes e doenças) matam mais de 2,3 milhões por ano. Entretanto, a atenção que estes recebem de agências internacionais e nacionais, de governos e da mídia, é muito menor do que a dedicada a outros problemas de saúde que, apesar de serem muito sérios, não atingem esse número de pessoas. A malária, por exemplo, mata cerca de 1 milhão e a AIDS, cerca de 2 milhões por ano. Não se pode esquecer que, particularmente, as doenças ocupacionais são significativamente subnotificadas. Algo está errado em algum lugar e creio que é nossa responsabilidade descobrir o motivo e tentar corrigir esta situação.

Se quisermos que a Higiene Ocupacional tenha maior visibilidade e apoio tanto nas agendas de desenvolvimento como nas ambientais, é necessário que haja muito mais conscientização de seu potencial para contribuir para um desenvolvimento econômico, social e sustentável. 



Confira o artigo na íntegra na Edição 238 da Revista Proteção.

 

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ARTIGO CONSTRUÇÃO CIVIL: MÉTODOS MAIS SEGUROS
Autores: Luciano Dors, Aline Gomes, Adalberto Pandolfo, Juliana Kurek, Luciana Pandolfo e Sérgio Bordignon
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Proteção coletiva é alternativa eficaz contra quedas de periferia de lajes

Na NR 18, o item 18.13 - Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura reúne as diretrizes para instalação de diferentes sistemas de proteção coletiva. Mas, na confecção de fôrmas para estrutura em concreto armado ou para remoção de proteções periféricas, como guarda-corpo e plataformas, geralmente os operários se expõem na periferia das lajes, tornando necessária a utilização de proteções alternativas contra quedas. As Normas Regulamentadoras e as Recomendações Técnicas de Procedimento não especificam nenhum método de proteção a ser utilizado durante a execução destas tarefas, ficando a critério de cada empresa adotar um sistema, o qual nem sempre é eficaz.

No artigo são analisados o método para proteção de periferias de lajes proposto por Miriam Silvério Martins e os métodos utilizados em edificações em construção na cidade de Passo Fundo/RS. Também é proposto um método adequado e seguro com a utilização de cabo-guia para proteger o trabalhador da construção civil.

As quedas com diferença de nível foram responsáveis por 25% dos acidentes ocorridos na indústria da construção civil no Rio Grande do Sul em 1996 e 1997, considerando não apenas acidentes fatais. No Rio de Janeiro, de 1997 a 2001, as quedas de altura são apontadas como a principal causa de acidentes fatais na construção civil, responsáveis por 33% dos casos. Já na indústria da construção inglesa, quedas com diferença de nível são responsáveis por 52% dos acidentes fatais.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 238 da Revista Proteção.



--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO ERGONOMIA EM HOSPITAIS: REPENSANDO PROCESSOS
Autores: Andréa Geiger Neiva, Ivan Bolis e Laerte Idal Sznewlar
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Comitê avalia condições de trabalho em instituição pública de saúde

A sustentabilidade é um conceito cada vez mais usado nas organizações, tanto na área de produção de bens quanto no setor de serviços. Na maioria dos casos, ela se resume a ações relacionadas com a preservação do meio ambiente e resultados econômicos. Neste sentido, trata-se de uma limitação do conceito proposto por John Elkington de que a sustentabilidade requer a integração de três dimensões: social, econômica e ambiental.

Em "A concepção do trabalho sob o olhar sustentável para o trabalhador", Claudio Marcelo Brunoro e Laerte Idal Sznelwar trazem à tona a questão do que seria, neste contexto, um trabalho sustentável sob a perspectiva do trabalhador, procurando agregar a dimensão social da sustentabilidade para esta discussão. Segundo eles, o trabalho raramente é relacionado com o conceito de sustentabilidade e quando é, trata-se dos resultados do trabalho e não do seu conteúdo em si. Ainda segundo eles, as abordagens da Ergonomia e psicodinâmica do trabalho podem ajudar a propiciar o que seria um trabalho sustentável que permitiria, ao mesmo tempo, promover a saúde dos trabalhadores, e criar condições para o desenvolvimento profissional e a realização de si.

A criação do comitê de melhorias de condições de trabalho realizada na instituição pública de saúde analisada, enquadra-se nesta visão do trabalho sustentável. O intuito da criação do comitê permanente na instituição foi de agir em várias frentes no nível estratégico, a partir de uma visão a longo prazo, colocando ênfase em condições de trabalho que promovam a saúde dos trabalhadores e o seu desenvolvimento profissional e pessoal.


Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 238 da Revista Proteção.



--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Edição do Mês
 
 

 
 
© Copyright 2009 - Revista Proteção. Todos direitos reservados.
Rua Domingos de Almeida, 218 - 93.510-100 - Novo Hamburgo - RS - Brasil. Central de Atendimento: 51 2131.0400
Assine a Revista Proteção Outras Publicações Nossos Eventos Eventos SST SuperGuiaNet Loja Virtual Legislação
Download Entidades Galerias Fale Conosco
Loft Digital