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Edição 11/2011

MATÉRIA DE CAPA: FAZENDO A DIFERENÇA
Reportagem de Cristiane Reimberg
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Técnico de Segurança do Trabalho é quem que faz a prevenção acontecer

Ano de 1975. Um jovem de 19 anos, do interior, veio realizar o sonho de construir sua história na cidade grande. Logo conseguiu emprego em uma fábrica na cidade de São Paulo e passou a exercer a função de ajudante de operador de máquina. O sonho, no entanto, esbarrou em um acidente de trabalho. Certo dia, o responsável precisou ir ao banheiro e deixou o rapaz operando o equipamento. A luva dele enroscou na máquina, e ele perdeu um dedo. Naquele ano, o Brasil chegou a ter cerca de 1,9 milhão de acidentes de trabalho. Histórias como essas se repetiam, com menor ou maior gravidade, mudando o rumo de vida dos trabalhadores.

No caso deste acidentado, ele foi socorrido, ficou afastado e 30 dias após a reintegração ao trabalho, pediu demissão. O supervisor de segurança na época, Armando Henrique, tentou convencer o trabalhador a permanecer na empresa. Não adiantou. Chorando, o rapaz revelou que passados oito meses do acidente, ainda não havia tido coragem de escrever uma carta contando para a mãe o ocorrido. Desiludido, queria voltar para o campo e ficar junto da família.

"Vi o quanto eu podia contribuir para a vida das pessoas fazendo Segurança do Trabalho. Ele saiu da empresa e nunca mais tive notícias. Nós que ficamos fizemos um trabalho que revolucionou a parte da segurança da empresa. Comecei em uma época em que não sabíamos se fazíamos prevenção ou se socorríamos os acidentados. Trabalhei em indústria que tinha índice de 10% de acidentes e conseguimos baixar para 1%.

No país, de cada 100 trabalhadores, 17 se acidentavam. Hoje, a média é de 2,5. Houve uma evolução, e o SESMT teve papel decisivo nessa redução", relembra o técnico de segurança Armando Henrique, que hoje é vice-presidente da Fenatest (Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho).

A própria criação do SESMT e a instituição dos profissionais de segurança foi uma resposta a essa alta taxa de acidentalidade. Nos anos 70, o Brasil foi considerado campeão mundial em acidentes do trabalho. Foi quando a pressão internacional fez o governo federal agir. O Ministério do Trabalho publicou duas portarias para mudar o rumo dessa tragédia: a 3.236 e a 3.237, no dia 27 de julho de 1972. Assim, instituiu o Plano Nacional de Valorização do Trabalhador, que tinha entre as metas, a preparação de profissionais de nível superior e médio para atuar no controle da Segurança e Higiene do Trabalho. Um deles era o inspetor de segurança, que depois ganhou a denominação de supervisor de segurança, hoje correspondendo ao técnico de segurança. Também se criou o SESMT - Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho.



Confira a reportagem
na íntegra na Edição 239 da Revista Proteção.

 

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ENTREVISTA: YUSHI FUJITA
Entrevista à jornalista Daniela Bossle
Foto: Antônio Ledes

Ergonomista japonês critica o excesso de confiabilidade no projeto da usina nuclear

A contribuição da Ergonomia para a prevenção de desastres é uma abordagem que vem ganhando força nos últimos anos. No Brasil, o assunto foi abordado durante a 4ª Expo Proteção, que ocorreu em agosto, em São Paulo, reunindo especialistas brasileiros e internacionais. O engenheiro, mestre em física e PhD em Ergonomia Yushi Fujita, veio do Japão para falar sobre a sua experiência. Sua trajetória inclui 35 anos como engenheiro de pesquisa no setor nuclear, sendo 20 deles exercidos na Mitsubishi Energia Nuclear e os últimos 15 anos como consultor de empresas na execução de projetos para plantas nucleares e a indústria espacial. Entre os serviços prestados pela Technova, empresa da qual faz parte, estava o atendimento à usina nuclear de Fukushima.

Cauteloso em sua entrevista, concedida à Proteção durante o evento, ele frisa que os resultados sobre o acidente ainda não foram concluídos. Indagado sobre a possibilidade de falha na segurança do processo, ele criticou o excesso de confiabilidade. Para o engenheiro, o vazamento de radiação que gerou contaminação de trabalhadores e evacuação dos moradores da região, aconteceu por negligência dos cientistas japoneses que ignoraram a possibilidade de tsunamis maiores. "Todos os especialistas daquela indústria acreditavam que o projeto da planta da usina nuclear fosse perfeito, com plena capacidade de resfriamento. Esta confiança demasiada pode ter resultado numa perda de perspectiva real sobre as suas condições", alerta.

O especialista abordou sobre a questão do ponto de vista da Engenharia de Resiliência durante a Jornada Internacional Abergo/Ulaergo, que integrou a programação da Expo Proteção. Ele faz parte da diretoria da IEA (International Ergonomics Association) presidindo o Comitê de Padrões Profissionais e de Educação em Ergonomia.

PROTEÇÃO - O vazamento da Usina Nuclear de Fukushima, ocorrido em março deste ano, reacendeu o temor e o debate sobre o sistema de prevenção de desastres nucleares no Japão e no mundo todo. Na sua percepção, o que falhou do ponto de vista da segurança?
FUJITA - O acidente estava além do escopo do projeto. Uma vez que a eletricidade foi completamente perdida por um período de tempo significativo, o que aconteceu acabou sendo uma consequência natural e inevitável. Dificuldades que se seguiram em relação a essas falhas iniciais tornaram-se imprevisíveis porque o acidente estava, mais uma vez, muito além do que tinha sido previsto no projeto.



Confira a entrevista na íntegra na Edição 239 da Revista Proteção.

 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ARTIGO ANÁLISE DE RISCOS: AVALIANDO A ATIVIDADE
Autores: José Raimundo dos Santos e Hermon Leal Moreira
Foto: José Benedito Martins

Setor de telecomunicação móvel apresenta elevação no índice de acidentes

O Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho) preparou um documento analisando os acidentes de trabalho no Brasil, a partir de dados de 2007 e 2008. Os 747.663 acidentes em 2008 foram distribuídos em gráficos, incluindo a maior incidência por CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), SAE (Setor de Atividade Econômica) e por CID (Código Internacional de Doenças).

Os Gráficos 1 e 2 são específicos de Telecomunicação, envolvendo todas as atividades do setor. Com base nas informações, pode-se observar a evolução das doenças e dos acidentes de trabalho no setor, em especial na Telecomunicação Móvel (sem fio), que é a proposta deste artigo.

Entre 2007 e 2008 houve uma evolução de 30,84% do total de acidentes ocorridos no setor de Telecomunicação Móvel, segundo o Diesat. Dessa forma, é necessária atuação conjunta e preventiva do SESMT (Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho) com as áreas de Engenharia, Operação e Manutenção, no intuito de reduzir riscos nestas atividades, preservando a segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores e mitigando danos materiais por meio de instalações seguras.

O artigo tem como referencial teórico as Normas Regulamentadoras do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), monografias e dissertações sobre assuntos correlatos, manuais técnicos de planta interna, Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), literaturas sobre eletromagnetismo e manuais técnicos de fabricantes de dispositivos elétricos.



Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 239 da Revista Proteção.



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ARTIGO PROTEÇÃO DE MÁQUINAS: A MELHOR ALTERNATIVA
Autores: Isabel Barreto Rochedo da Silva e Braulio Salvador Souza
Foto: KRAFIX - Segurança de Máquinas

Método Hazard Rating Number oferece maior precisão

Após a Revolução Industrial, em meados do século XVIII, a utilização de máquinas cresceu aceleradamente. Desde então é de suma importância o conhecimento e o estudo de riscos inerentes a esse uso. Cabe salientar que um acidente começa muito antes da concepção do processo de produção e da instalação de uma empresa. O projeto escolhido, as máquinas disponibilizadas e as demais escolhas prévias já influenciam na probabilidade de acidentes de trabalho. Deste modo, a prevenção se concretiza e se inicia ainda na fase de concepção de máquinas, equipamentos e processos de produção.

Por esta razão, a NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos reavaliou suas diretrizes e requer, em seu conteúdo atualizado, a realização da análise de riscos durante todas as fases de projeto e utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos. Paralelamente, a norma ABNT NBR 14009:1997 - Segurança de máquinas: princípios para apreciação de riscos expõe o embasamento necessário em uma série de passos lógicos, ensinando como examinar de forma sistemática os perigos associados a máquinas e, consequentemente, analisar o risco, permitindo, desta maneira, a avaliação sobre a segurança do equipamento.



Confira a bibliografia usada neste artigo.

 



Confira o artigo na íntegra na Edição 239 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO HIGIENE DO TRABALHO: POTENCIAL NOCIVO
Autores: Lisiane Heinen Fernandes, Osvaldo Luis Gonçalves Quelhas e Fernando Benedicto Mainier
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Exposição ao cádmio gera riscos à saúde de trabalhadores

Desde a Antiguidade, a relação entre as exposições ocupacionais e o aparecimento de doenças é conhecida. A descrição da inalação de poeira nos ambientes de trabalho como agente causador de sintomas respiratórios e doenças pulmonares, data de 460 a.C., feita por Hipócrates.

Bernardino Ramazzini, considerado o pai da Medicina do Trabalho, publicou na Itália em 1700 o livro De morbis artificum diatriba, em que descreve 54 doenças relacionadas ao trabalho e sugere que a pergunta "Qual sua ocupação?" faça parte dos questionamentos médicos.

Dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho) de 2005 apontam que as substâncias perigosas matam em torno de 480 mil trabalhadores anualmente. Segundo estimativa da Fundacentro em 2009, 10% dos cânceres de pele são causados pela exposição a substâncias perigosas nos postos de trabalho. No ano anterior, 1.017 trabalhadores sofreram algum tipo de intoxicação por produtos químicos industriais no Brasil, segundo estudos realizados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e pelo Sinitox (Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicos).

Este artigo tem por objetivo principal abordar os problemas associados à exposição de trabalhadores ao cádmio. São expostos relatos de acidentes envolvendo o metal e maneiras de melhorar as condições de trabalho, minimizando o risco da contaminação.



Confira a bibliografia usada neste artigo.



Confira o artigo na íntegra na Edição 239 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO INSALUBRIDADE: DEGRADAÇÃO DA SAÚDE
Autor: Ricardo Nonato e Silva
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Monetização do risco no Brasil confronta princípios dos direitos fundamentais

O Princípio da Dignidade da Pessoa Humana encontra-se no artigo 1º da Constituição Federal de 1988, em seu inciso III, elevado à condição de fundamento do Estado Democrático de Direito e de forma explícita. Isto demonstra sua incomensurável importância como uma das diretrizes centrais de todo nosso ordenamento jurídico.

Kant, em sua obra "Fundamentação da Metafísica dos Costumes", defendia que as pessoas deveriam ser tratadas como um fim em si mesmas, e não como um meio (objetos). Para ele: "[...] no reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; por outro lado, quando uma coisa está acima de todo o preço, e por isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade".

De forma geral, é possível conceituar a dignidade humana como um conjunto de elementos capazes de subsidiar um mínimo de existência prazerosa, quando consegue-se alcançar a felicidade por intermédio das próprias possibilidades e faculdades. Entre estes elementos, ressalta-se neste trabalho a saúde, que é um dos mais importantes direitos sociais, tendo sido reconhecido pela primeira vez com a Constituição do México de 1917 e posteriormente com a Constituição de Weimar na Alemanha, em 1919. No Brasil, esses direitos se tornaram constantes nas Constituições 1946, 1967, EC 1/69 e 1988. Na atual Constituição, encontra-se no artigo 6º um rol de direitos sociais, entre eles, o direito à saúde.



Confira a bibliografia usada neste artigo.




Confira o artigo na íntegra na Edição 239 da Revista Proteção.



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