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Você está em: Edições / Ed. 1/2010
 
Edição 1/2010

MATÉRIA DE CAPA: COMBINAÇÃO NEFASTA
Reportagem de Sabrina Auler
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom


Sobrecarga de tarefas e cobrança excessiva põe em alerta a saúde dos trabalhadores dos bancos

A pressão e a cobrança para o cumprimento das metas são apontadas por especialistas como causas importantes de adoecimento físico e mental dos trabalhadores em estabelecimentos bancários. Na década de 90, quando a informatização chegou às agências pensava-se que ela traria melhorias na qualidade do trabalho bancário. Porém, a reestruturação produtiva provocou redução drástica nos postos de trabalho gerando muita sobrecarga no setor.

Jovem promissor, talentoso e frequentemente elogiado por colegas e supervisores. Antes dos 28 anos, Caio* passou por várias áreas dentro do banco até ser promovido a diretor de negócios. Um bom salário, status e o respeito dos colegas eram algumas das promessas anunciadas pela nova etapa profissio­nal. Caio, naturalmente, topou o desafio. Assumiu a função sem titubear. Oito meses depois, teve de se afastar do trabalho. O motivo: problemas psicopa­to­lógicos. Após assumir o cargo, Caio passou a apresentar transtorno de ansiedade. Já não se alimentava e não dormia. Quando cochilava, tinha pesa­delos com o banco - sonhava com as tarefas pendentes. No mesmo período, o jovem apresentou redução da libi­do. Não tinha ânimo. No trabalho, teve queda na produtividade. A vida pessoal já era quase nula. "A rotina era baseada na pressão. Minha vida era nor­teada por números e prazos. Tinha múltiplas tarefas e datas-limite simplesmente impossíveis de serem cumpridas. Me cobrava muito. Tinha que dar conta de tudo. No entanto, chegou a um ponto que não aguentei mais", recorda-se.

A promoção tornou-se um martírio. Caio pensou em muitas maneiras de se livrar da situação: pedir demissão, mudar de cidade e, até, suicidar-se. O jovem profissional passou a tomar remédios controlados. Ficou longe do banco durante três meses, por recomendação mé­dica. Precisou de ajuda psiquiátrica e psicológica para se restabelecer. Quando retornou, optou pela mudança de ambiente. Hoje, e­xerce a função de gerente. Diz que se sente melhor assim. De sua experiência, garante ter ti­rado uma conclusão: "o trabalho no setor bancário adoece".

À primeira vista, a vivência de Caio não condiz com a imagem que se tem do segmento bancário, ramo cuja média salarial mínima é superior a 3.600 reais. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor compõe a lista de atividades econômicas responsáveis pelas maiores remunerações do país.

O universo bancário brasileiro é constituído de 156 bancos, mais de 19 mil agências, quase 44 mil postos de atendimento e 170 mil caixas eletrônicos. Ainda conforme a Febraban, mais de 450 mil trabalhadores estão vinculados diretamente ao setor.

(*) nome fictício


Confira a reportagem
na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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ENTREVISTA: ANTÓNIO UVA
Entrevista à jornalista Marla Cardoso
Foto: Daniel Aguilar

 Médico fala de sua atividade em Portugal

Especialista em Medicina do Trabalho, António Uva, relata sobre o desenvolvimento da profissão em Portugal, abordando aspectos de formação e valorização da especialidade no País europeu. A entrevista foi concedida durante o IX Fórum Presença Anamt, em Salvador/BA.

Em outubro a Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho) realizou em Salvador, na Bahia, o IX Fórum Presença Anamt e o IX Congresso Ibero-Americano de Medicina do Trabalho. O encontro, que teve como tema "Gestão Transdisciplinar em Trabalho e Saúde", contou com a presença de especialistas do Brasil e de estrangeiros, a exemplo do médico do Trabalho António Uva, professor de Saúde Ocupacional, coordenador da Seção de Saúde Pública e Comunidade e presidente do Conselho Científico da Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa, em Portugal. Após participar da conferência "A necessidade da educação continuada dos profissionais de saúde do trabalhador: a experiência de Portugal", o especialista conversou com a Proteção. Na entrevista, Uva relata o desenvolvimento da Medicina do Trabalho naquele País, tratando sobre a formação e a valorização desses profissionais. Na conversa, ele demonstra que mesmo atuando em um país europeu, as relações de trabalho desses profissionais ainda são muito injustas, o que faz com que a Medicina do Trabalho seja uma área pouco requisitada pelos futuros médicos. Para ele, a mudança deve começar pela forma como o trabalho é visto e encarado pela sociedade. Além disso, deve haver um diálogo permanente entre o que se produz de conhecimento na academia e as práticas que são exercidas diariamente por quem já está inserido no mercado.

PROTEÇÃO - Como pode ser definido o cenário atual das doenças ocupacionais em Portugal?
UVA - Sabemos pouco sobre as doenças profissionais em Portugal. A maior parte dos casos desde o começo deste século estão relacionados aos agentes físicos, que causam doenças que vocês chamam de LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e nós chamamos de LMELT (Lesões Músculo-Esqueléticas Ligadas ao Trabalho). Antes do ano 2000 eram mais presentes as doenças respiratórias profissionais, pneumoconioses, silicoses, etc. 


Confira a entrevista 
na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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ARTIGOS

ARTIGO GESTÃO HUMANA: FALHAS REDUZIDAS
Autor: Elisio Carvalho Silva
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Gerenciamento de fadiga deve ser implementado para evitar acidentes

Como mencionam o Parliamentary Office of Science and Technology e a IMO (International Maritime Organization), o erro humano é uma das principais causas de acidentes em qualquer ambiente de trabalho. Muitos dos grandes acidentes estão relacionados a fatores humanos. Entre eles destacam-se o grande vazamento de produtos tóxicos em Bhopal, o desastre no estádio de futebol de Hillsborough, a colisão entre locomotivas em Paddington e Southall, os vazamentos de radioatividade em Chernobyl e Three-Mile Island, o vazamento do Exxo Valdez, o desastre do ônibus espacial Challenger. Por outro lado, a HSE (Health and Safety Executive) diz que uma pessoa bem preparada intelectual, mental e fisicamente pode recuperar fases iniciais de um acidente e interromper a cadeia de eventos e, portanto, ser uma peça chave para evitar acidentes, mesmo que haja falha de um equipamento.

A falha humana está relacionada a vários fatores e a fadiga é um deles. Ela contribui para que o trabalhador perca a habilidade momentânea para interromper a cadeia de eventos de um acidente, transformando algo que poderia ser apenas um pequeno desvio num acidente de grandes proporções. Porém, a maioria dos acidentes causados por erro humano é proveniente de erros não intencionais. Esses erros podem ser motivados por deslizes, lapsos ou enganos. A HSE salienta que os deslizes e os lapsos ocorrem em tarefas já conhecidas e surgem por omissão de algum ato tal como esquecer de realizar algo, por exemplo, não calibrar, testar ou fazer alguma manutenção. Já os enganos estão ligados a erros de julgamento e tomadas de decisão; neste caso, toma-se uma ação errada pensando está correta.


Confira o artigo na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO CONSTRUÇÃO CIVIL: GESTÃO COMPROMETIDA

Autor: Luiz Priori Junior, José Jéferson Rêgo Silva e Béda Barkokébas Junior
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Empresas devem promover a melhoria contínua para a qualidade de vida no trabalho

A indústria da construção civil é um setor que cria infraestrutura para o funcionamento de outros setores da economia. Por isso, além de se situar entre os maiores ramos da economia em praticamente todos os países, tem uma forte referência pública. Contudo, os avanços da produtividade na construção civil ficam aquém dos resultados de outros segmentos da indústria.

O SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) implementado de forma adequada pode ser definido como o conjunto de recursos e regras mínimas que tem como objetivo nortear cada parte da empresa para que execute de forma correta e no tempo preciso as suas tarefas em conformidade com as outras, estando todas dirigidas para o objetivo comum da empresa: ser competitiva, ou seja, ter qualidade com produtividade, visando à melhoria contínua.

Todavia, mesmo que um eficiente programa de gestão da qualidade seja uma ferramenta competente para impulsionar a melhoria organizacional dentro da empresa, é importante o questionamento acerca da eficácia do processo, caso ele não motive a participação dos funcionários. Na opinião do autor Mike Turner, o SGQ só se efetivará nas empresas em que as pessoas o associarem ao seu próprio desenvolvimento pessoal.


Confira o artigo na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO AUDITORIA: INVESTIMENTO NECESSÁRIO
Autor: Francisco Luís Lima
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom


Condições de trabalho dos auditores fiscais devem ser priorizadas

Em um conceito mais amplo, a saúde é resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, emprego, trabalho, lazer, liberdade, acesso a serviços de saúde e posse da terra. Para a proteção da saúde do trabalhador, portanto, é essencial o respeito à jornada de trabalho prevendo assim os problemas psicofisiológicos oriundos da fadiga, garantindo direito ao lazer e possibilitando uma vida social equilibrada.

As discussões e reflexões acerca da intensificação do trabalho devem ter o foco no trabalho e no seu dispêndio de energia física e psíquica. Nas últimas décadas, o aumento da competitividade e a busca incessante por uma maior produtividade tem provocada uma aceleração no ritmo e na velocidade do trabalho, na cobrança por resultados, na polivalência, versatilidade e flexibilidade do trabalhador. Esse processo é percebido pelo próprio trabalhador e não ocorre sem efeitos negativos sobre o corpo, a inteligência e a mente desse indivíduo.


Confira o artigo na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO SAÚDE: INCIDÊNCIA GRAVE
Autor: Milena Nunes Alves de Sousa, André Luiz Dantas Bezerra e Yldry Souza Ramos Queiroz Pessoa
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Doença pulmonar de origem ocupacional requer prevenção e informação aos trabalhadores

Existem relatos históricos que expõem, mesmo que de modo simples, a relação trabalho versus doença já na Antiguidade, em épocas egípcias e grecoromanas. Porém, havia um desinteresse considerável nesse trio, pois os maiores prejudicados eram escravos de nações dominadas.

Apesar das evidências, somente em 1556 surgem estudos direcionados à saúde dos trabalhadores de extrativismo mineral. A silicose, por exemplo, é uma das principais patologias decorrentes da exposição ocupacional.

No mesmo ano, o médico alemão Georg Bauer, mais conhecido pelo seu nome latino Georgius Agrícola, abordou em seu livro De Re Metallica a alta  mortalidade dos mineiros que trabalhavam em minas de ouro e de prata na região de Joachimstahl, causada por uma doença pulmonar chamada pelos trabalhadores de "tísica dos mineiros". A "tísica dos mineiros" se tratava de casos de silicose.


Confira o artigo na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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ARTIGO CONFORTO ACÚSTICO: NÍVEL INADEQUADO
Autor: Cassiano Casagrande, Aline P. Gomes, Adalberto Pandolfo, Milton S. Menezes, Marcele S. Martins, Patricia D. Michel e Sérgio Bordignon
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Efeitos negativos do ruído em metalúrgica são percebidos pelos trabalhadores

O desenvolvimento industrial tem aumentado cada vez mais os níveis de ruído nos ambientes de trabalho, sobretudo nas fábricas. A exposição dos trabalhadores a níveis elevados de ruído por longos períodos de tempo pode acarretar perda auditiva e comprometimentos físicos, mentais e sociais no indivíduo.

Os ambientes ruidosos como, por exemplo, a indústria metalúrgica, em que há diariamente NPS (Nível de Pressão Sonora) elevado, podem provocar estresse nos trabalhadores, diminuição do rendimento, dificuldade de concentração, aumento da ocorrência de erros, maior número de acidentes e diminuição da produtividade em geral. O bem-estar físico e mental do trabalhador é fundamental para o bom desempenho de suas tarefas, tanto na atividade profissional quanto na vida social.


Confira o artigo na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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JURISPRUDÊNCIA: REGRA GERAL
Autor: José Luiz Dias Campos
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom


TST diz que em ação indenizatória por acidente do trabalho a responsabilidade é subjetiva

Tenho observado que Tribunais do Trabalho não atentaram para a origem do artigo 7º, inciso XXVIII da Constituição Federal. Como tive participação efetiva, juntamente com o deputado constituinte Mendes Thame, na origem do dispositivo constitucional, como amicus curiae relembro o discurso que pode ser lido nos anais do Congresso Nacional.

Disse o deputado consituinte Antonio Carlos Mendes Thame: "invocamos, para exemplificar, uma citação de Pontes de Miranda, no seu Tratado de Direito Privado, citado por José Luiz Dias Campos, no seu brilhante artigo A leucopenia por Benzeno em Cubatão, publicada em 18 de fevereiro de 1988, pelo jornal O Estado de São Paulo. Pontes de Miranda afirma que "quem cria o perigo, ainda que não tenha culpa, tem o dever de eliminá-lo". Cita o caso de um incêndio que iniciou na fazenda A. Não é preciso perquirir se o proprietário daquela fazenda foi quem ateou o fogo, ele tem o dever de eliminá-lo. É do nosso direito! É a responsabilidade objetiva. Nobres constituintes! Não estamos aqui para pedir que adotemos no Brasil a responsabilidade presumida, como no Japão. Nem que contemplemos na nossa legislação, para os acidentes de trabalho, a responsabilidade objetiva que, aliás, já existe para os crimes ecológicos.


Confira a jurisprudência 
na íntegra na Edição
217 da Revista Proteção.

 

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