Banner 01 - RL USP - Dezembro
P Assinatura Proteção digital banner 1
Banner 01 - Plínio Fleck - Dezembro/2019
 
 
    Acidentes do Trabalho
    Doenças Ocupacionais
    Empresas & Negócios
    Estatísticas
    Eventos
    Geral
    Legal
    Leia na Edição do Mês
    Práticas de Prevenção
    Produtos & Serviços
    Últimas Notícias
P NN Eventos 2018 - Banner 5


Você está em: Edições / Ed. 1/2012
 
Edição 1/2012

MATÉRIA DE CAPA
CUMPRINDO O SEU PAPEL

Reportagem de Marla Cardoso
Capa: Beto Soares/Estúdio Boom

MPT tem se firmado como um aliado na promoção da Saúde e Segurança do Trabalho

Desde setembro do ano passado a Viação Santa Edwiges vem procurando garantir mais segurança aos trabalhadores que atuam na garagem e na oficina da sua sede, em Betim, Minas Gerais. Nesta época, a empresa passou a adotar medidas de proteção coletivas e individuais para eliminar o risco de queda dos trabalhadores durante a execução de atividades em altura. Entre as boas práticas implementadas estão a instalação de cabos-guias no galpão da oficina mecânica, com ganchos para prender cintos de segurança, evitando risco de queda de trabalhadores, dimensionamento correto do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), adequação do refeitório, dos vestiários masculino e feminino e das instalações elétricas.

A iniciativa só foi possível por causa da atuação da Procuradoria Regional do Trabalho de Minas Gerais - 3ª Região, que propôs à empresa a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um dos instrumentos que o Ministério Público do Trabalho (MPT) tem utilizado com eficácia para garantir melhores condições nos ambientes laborais em empresas de diferentes setores do País. "Durante a investigação eles corrigiram todas as irregularidades relativas ao meio ambiente de trabalho. Mesmo assim, a empresa concordou em assinar o TAC a título de tutela inibitória, englobando os principais pontos que podem provocar acidentes de trabalho com risco grave de lesão ou sequela", explica a procuradora responsável pelo caso, Sônia Toledo.

Assim como no relato da Viação Santa Edwiges, centenas de empresas do Brasil vêm sendo provocadas, ao longo dos anos, a melhorar suas condições de Saúde e Segurança do Trabalho. A atuação do MPT, através das suas 24 Procuradorias Regionais do Trabalho, tem sido fundamental para esta nova realidade.

Ao longo da reportagem você vai conhecer a história e o desenvolvimento desta instituição, os instrumentos utilizados pelo órgão para garantir ambientes de trabalho mais seguros, por que a atuação do MPT tem se mostrado eficiente e conquistado bons resultados, além dos fatores que têm garantido o crescimento de sua atuação.


Confira a reportagem completa
na edição 241 
da Revista Proteção                                  


 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


ENTREVISTA
HOMEM DA CONSTRUÇÃO

Entrevista à jornalista Cristiane Reimberg
Foto: Ronaldo Gama


O presidente do Sintracon/SP fala sobre as condições de trabalho no canteiro de obra

Conhecido como Ramalho da Construção, o paraibano Antonio de Sousa Ramalho construiu grande parte de sua vida na cidade de São Paulo, onde chegou quando tinha 19 anos, no final de 1968. Em apenas seis dias, o jovem, que havia cursado com muito esforço o curso primário e o ginásio em sua cidade natal, Conceição do Piancó, já estava empregado como servente na construção civil. Aliando trabalho e cursos de aperfeiçoamento, chegou a iniciar Engenharia Civil, mas não concluiu a formação por não conseguir pagar as mensalidades. Em julho de 1990, entrou para a vida sindical e passou a atuar nas discussões para reformular a NR 18.

Atualmente preside o Sintracon/SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo) e é vice-presidente da Força Sindical. Nesta entrevista, ele conta parte da história da primeira norma construída de forma tripartite. Também relembra como eram as condições de trabalho no passado e avalia por que os acidentes de trabalho continuam ocorrendo no setor. O sindicalista defende a paralisação nos casos em que a SST não esteja sendo cumprida e que a Segurança no Trabalho é investimento e não custo. Além disso, realiza ações em canteiros, elaboração de cartilhas e agora desenvolve um projeto de qualificação para mulheres atuarem na área.

Revista Proteção: Como eram as condições de saúde e segurança na indústria da construção quando o senhor começou a atuar na área em 1968?

Antonio de Sousa Ramalho:
Cheguei em São Paulo no dia 17 de dezembro de 1968 e em 23 de dezembro eu já estava trabalhando na Hidrasan Engenharia, empresa em que sou empregado até hoje. Naquela época não existia Segurança do Trabalho na construção civil. Não tínhamos nada. O empregado trabalhava de chinelo na obra, não tinha banheiro, nem uniforme, refeição ou orientação de segurança. Morriam muitos trabalhadores. Há quem diga que na primeira Imigrantes morreram mais de 3.000 trabalhadores, sendo que na nova Imigrantes, construída recentemente, morreu um único trabalhador, vítima de crime, não de acidente. Não se registrava acidente de trabalho. As pessoas moravam no próprio canteiro de obra, em alojamentos improvisados. Só 10 anos depois instituíram a norma (NR 18) e, mesmo assim, não funcionava.


Confira a entrevista completa
na edição 241
da Revista Proteção                                  


 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


ARTIGO
TRABALHO EM ALTURA

Autores: Arlindo Gomes, Walnéia Cristina de Almeida Moreira, Willes de Oliveira e Souza, Mariano Ravski e Flávio Henrique Holanda Lins
Foto: Arquivo

Exames complementares são essenciais para garantir a segurança na atividade

O trabalho em altura, também denominado trabalho vertical e, na língua inglesa, work of height, é uma das principais causas de acidente do trabalho fatal no Brasil e no mundo. Alguns ramos de atividades profissionais se destacam nessas ocorrências, em particular: construção civil, telecomunicações, produção e distribuição de energia elétrica, conservação e manutenção predial, montagens industriais e outras. Algumas atividades recreativas como alpinismo, montanhismo e voo de asa-delta também originam sérios acidentes.

Existe uma grande variabilidade de fatores causadores de quedas de planos elevados, como a falta de boas condições físicas e psíquicas do trabalhador, por exemplo. Também existe uma grande variedade de condições clínicas que poderiam afetar o estado de saúde do trabalhador e contribuir para a queda de planos elevados, originando sérios acidentes, muitas vezes levando à morte.

O fator humano ou o estado de saúde do trabalhador, apesar de não ser o fator que mais frequentemente ocasiona a queda de planos elevados, deve ser considerado relevante e objeto de observação quando da análise dos acidentes por queda. Os fatores que predispõem o trabalhador a esse tipo de acidente devem ser devidamente pesquisados por ocasião dos exames ocupacionais (admissional, periódico, de retorno ao trabalho ou mudança de função).

Como anteriormente citado, existe uma grande variedade de condições que predispõem a queda do próprio nível ou de locais altos. Entre essas condições, citamos a epilepsia, vertigem, tonteira e outros distúrbios, como do equilíbrio, movimentação, cardiovasculares, otoneurológicos e psicológicos, em particular a ansiedade e fobia de altura (acrofobia).

Concomitante a essas condições clínicas, outros fatores circunstanciais que independem de exame médico prévio devem ser considerados. É o caso do consumo de bebida alcoólica por trabalhador hígido antes de iniciar a atividade em locais altos, a alimentação inadequada, as noites maldormidas e o uso de medicamentos que atuam sobre o sistema nervoso central, os quais nem sempre podem ser identificados nos exames ocupacionais.


Confira o artigo completo
na edição 241
da Revista Proteção                         


 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


ARTIGO
DESAFIOS DA NR 18

Autores: Antonio Fernando Navarro e Gilson Brito Alves Lima
Foto: Antonio Fernando Navarro

Particularidades e riscos da construção dificultam elaboração e cumprimento de PCMAT

Encontrar um sentido para a vida em meio às adversidades é um dos temas subjacentes a histórias como a do pianista León Fleischer, que no auge de uma carreira de sucesso perdeu a motricidade fina dos dedos da mão direita. O fato, que inicialmente representou uma catástrofe pessoal e profissional, levou Fleischer a uma profunda depressão ocasionando questionamentos até que ele compreendeu que seu vínculo com a vida ia muito além de sua carreira como pianista e que o elo de ligação entre sua vida e sua carreira se dava por meio da música. Essa descoberta fez com que Fleischer se tornasse maestro e professor de piano.

Essa breve reflexão leva a outro questionamento: é necessário que ocorra uma catástrofe para que medidas obrigatórias sejam postas em prática?

Fleischer buscou um sentido para sua vida como um todo, nas questões profissionais e pessoais, pois seu acidente representou inicialmente o fim de seu trabalho. Da mesma maneira, quando tratamos da Segurança do Trabalho, se o risco não for eliminado ou mitigado minimamente, um acidente pode ocorrer. E em sua decorrência podemos ter mais um membro na grande legião de acidentados no trabalho ou vítimas de acidentes. No entanto, quando as empresas possuem uma visão prevencionista, procuram atuar sempre com ações proativas, indo além das normas de cumprimento obrigatório, que obrigam o emprego mínimo de conceitos, estratégias e planos de ação. Para essas, atuar na prevenção passa a ser um processo natural, ao invés de uma exigência legal. Para elas, prevenir acidentes é uma maneira de ampliar a produtividade do trabalhador.

Da mesma forma que o músico citado na introdução deste artigo, um trabalhador que sofre um grave acidente de trabalho também precisa reencontrar um sentido para a vida. Na maioria das análises de causas e consequências evidencia-se que o trabalhador foi orientado sobre os riscos da atividade, recebeu os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e possuía o conhecimento necessário para o exercício da profissão. Mas então, por que este trabalhador foi vítima do acidente? Uma das respostas mais ouvidas nas comissões de investigação de acidentes, quando trabalhadores acidentados são entrevistados, é: "Eu faço dessa forma há mais de 20 anos e sempre deu certo".

Diante disso, a vítima pode ser considerada culpada por seu próprio acidente? Ou seria a empresa também responsável pela ocorrência? De modo geral, é necessário chegar ao fim da investigação, apontando causas básicas e demais causas associadas.


Veja a bibliografia usada neste artigo.

 

 


Confira o artigo completo
na edição 241
da Revista Proteção                        


 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


ARTIGO
FONTE DE RISCO

Autor: Estellito Rangel Junior
Foto: Arquivo pessoal do autor

Segurança em instalações elétricas depende de inspeção e manutenção adequadas

Os projetos de instalações elétricas industriais precisam considerar, com o devido cuidado, a presença de produtos inflamáveis nos processos, de forma a especificar equipamentos elétricos especiais que garantam a segurança da instalação.

É imprescindível o atendimento aos requisitos técnicos e legais nestas condições, em que o risco de explosões possa estar presente. Portanto, os equipamentos elétricos e eletrônicos destinados às funções de comando, iluminação, controle, monitoração e força, e que estejam instalados em locais com possibilidade de formação de mistura explosiva, devem ser cuidadosamente especificados, pois um equipamento elétrico inadequado poderá ser capaz de causar uma explosão.

Porém não é suficiente apenas comprar o equipamento elétrico ou eletrônico. É necessário que ele seja instalado corretamente e que a manutenção preventiva seja executada periodicamente garantindo que ele preservará as condições originais ao longo de sua vida útil.

Podemos citar como exemplo de indústria que requer tais cuidados a alcooleira. Devido à natureza das substâncias envolvidas, os processos neste tipo de indústria apresentam possibilidade de formação de misturas gasosas inflamáveis no ambiente. Caso esteja presente uma fonte de risco que possa promover a ignição desta mistura inflamável, seja uma fonte de calor ou mesmo a centelha de um circuito elétrico, poderá ocorrer uma explosão com consequências desastrosas para a planta e para a comunidade vizinha.

No Brasil, o parque industrial está sendo ampliado devido ao aumento do uso do metanol na matriz energética. O metanol é inflamável e solúvel em água, portanto deve-se tomar cuidado principalmente com o aparecimento de faíscas, que podem surgir na operação de equipamentos elétricos, nas proximidades dos locais com processos envolvendo metanol. Explosões em plantas de álcool sempre registraram elevados prejuízos, como pode ser verificado a seguir.


Veja a bibliografia usada neste artigo.


 


Confira o artigo completo
na edição 241
da Revista Proteção                         


 

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


ARTIGO
MANUSEIO ADEQUADO

Autores: Rui Bocchino Macedo, Geili Izabel R. Macedo, Vinícius Bocchino Seleme, Cássia Bocchino Seleme, Joel P. Gequelin e Claudiomiro Foschiera
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Unidades Básicas de Saúde seguem normas para correta utilização da amálgama

A intoxicação pelo metal mercúrio é, talvez, a mais antiga entre todas as intoxicações profissionais. Seu uso data desde a Pré-História, quando era utilizado como componente de tintas, pinturas faciais e cerâmica. Plínio, o Velho (23-79 a.C.), em seus estudos, cita casos de envenenamento por este metal. Na Inglaterra, no início do século XIX, fabricantes de chapéus de feltro, expostos ao mercúrio utilizado no processo da feltração, desenvolveram distúrbios neurológicos e psiquiátricos, conhecidos como "a loucura dos chapeleiros".

Outra característica importante do mercúrio que o diferencia dos demais metais pesados é o fato de ele ser o único metal líquido à temperatura ambiente, além de ser inodoro e incolor à temperatura acima de 12°C e de se volatilizar facilmente. Pode ser encontrado na natureza de três formas: mercúrio elementar, sais inorgânicos de mercúrio e mercúrio orgânico. Todos os seres vivos estão expostos a esse metal devido à poluição ambiental, especialmente em aterros sanitários, esgotos domésticos e urbanos e rios próximos a empresas que têm o mercúrio como uma de suas matérias-primas.

O mercúrio, aliado a limalhas de Prata (Ag), Estanho (Sn), Cobre (Cu), podendo também conter Índio (In), Zinco (Zn), Paládio (Pd) e Platina (Pt), forma um produto chamado amálgama. Ao longo da história, este material vem sendo utilizado em larga escala na Odontologia para restaurar cavidades produzidas pelas cáries dentárias.

Taveu, em 1826, defendia o uso de um material chamado "Pasta de Prata", que era constituído de uma mistura de prata com mercúrio, cujo preparo utilizava-se de moedas de prata e cobre. Apesar de revolucionário para a época, seu uso já era combatido por alguns químicos que estudavam os prejuízos do mercúrio para a saúde humana.

No século XX, vários autores destacaram que a permanência em ambiente contaminado com vapores de mercúrio é prejudicial para o cirurgião-dentista, para o profissional e para o pessoal auxiliar. Na década de 1980, a quantidade de mercúrio liberada em uma restauração de amálgama variava entre 2 e 20 mg/dia. Na Suécia, o material vem sendo banido desde 1997, enquanto que no Canadá há um limite de uso relacionado com a idade.

O intuito deste artigo é analisar o modo de armazenagem, transporte, tratamento e descarte da amálgama produzida nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) de Curitiba/PR e compará-la com os dados obtidos na literatura específica e na legislação brasileira sobre o assunto. Recentes artigos científicos sobre o tema em questão foram cuidadosamente analisados, além do protocolo de manuseio dos resíduos de amálgama da Prefeitura Municipal de Curitiba/PR.


Veja a bibliografia usada neste artigo.



Confira o artigo completo
na edição 241
da Revista Proteção                         


Edição do Mês
 
 

 
 
© Copyright 2009 - Revista Proteção. Todos direitos reservados.
Rua Domingos de Almeida, 218 - 93.510-100 - Novo Hamburgo - RS - Brasil. Central de Atendimento: 51 2131.0400
Revista Proteção Outras Publicações Nossos Eventos Eventos SST SuperGuiaNet Loja Virtual Legislação
Download Entidades Galerias Fale Conosco
Loft Digital