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Edição 3/2012

MATÉRIA DE CAPA
CONSULTORIAS

Reportagem de Marla Cardoso
Capa: Beto Soares/Estúdio Boom

Criadas inicialmente para atender apenas a realização de exames médicos e laudos ergonômicos, as consultorias hoje estão incorporando atividades mais especializadas. Serviços na área de Higiene Ocupacional e na promoção da saúde e segurança requerem conhecimento aprofundado e maior exigência na hora de contratar o serviço.

Desde que as Normas Regulamen­ta­doras 7 e 9 criaram em 1994 o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saú­de Ocupacional) e o PPRA (Programa de Pre­venção de Riscos Ambientais), o modo de fazer Saúde e Segurança do Trabalho no País começou a mudar. Com o aumento das exigências por ações que garantissem a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores frente aos ­riscos dos ambientes laborais, a atuação das consultorias em SST se intensificou no País.

"O crescimento dessas empre­sas foi significativo a partir da exigência dos Progra­mas. Com isso, na década de 1990, essas prestadoras de serviço começaram a crescer vertiginosamente", explica Mário Bonciani, médico do Trabalho, auditor fiscal aposenta­do do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), vice-pre­sidente da Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho) e diretor executivo do Nepes (Núcleo de Es­tudos, Pesquisas e Ensino sobre Segurança e Saúde do Trabalhador em Serviços de Saúde).

Além de complementar o trabalho do SESMT (Serviço Es­pecializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) com ações mais sofisticadas de SST, as consultorias ainda apareceram como uma importante alternativa para as empresas menores poderem cumprir a regulamentação exigida por lei e atentar para a saúde e segurança de seus funcionários. O desafio, na opinião dos preven­cionistas, é garantir que as empresas do ramo que atuam somente no cumprimento de aspectos legais passem a trabalhar no controle dos riscos ocupacionais em sinergia com o negócio dos seus clientes, estimulando a promoção da saúde e ações efetivas de prevenção.

Outro aspecto a ser aperfeiçoado é que o mercado conte cada vez mais com profissionais de conhecimento e vivência suficientes na área, requisitos básicos para a prestação de um serviço de consultoria com qualidade.

Ao longo da reportagem você vai conhecer o panorama da atuação das prestadoras de serviço em SST no País, os desafios enfrentados e como elas podem colaborar para melhorar o cenário de Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil.


Confira a reportagem completa
na edição 243 
da Revista Proteção                                  


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ENTREVISTA
PRECURSOR DA SEGURANÇA

Entrevista à  jornalista Cristiane Reimberg
Foto: Priscilla Nery


Engenheiro conta sobre sua participação na construção da cultura da prevenção brasileira

Muitos o chamam apenas de professor. Assim é conhecido Leonídio Ribeiro Filho, que iniciou na Engenharia de Segurança antes mesmo de ela existir com esse nome. Foi discípulo de outro professor, o engenheiro Silas Fonseca Redondo, uma das referências que o levaram para o caminho prevencionista.

Em 1967, quando entrou para a área, o cargo recebido foi de engenheiro de Prevenção de Acidente. Já nos anos 70, começou a dar aula na FEI, onde havia se formado. Ainda hoje leciona no curso de pós-graduação de Engenharia de Segurança da UNIP. Também ganhou experiência profissional atuando em empresas de energia elétrica e na Antarctica, na qual foi o responsável pela construção do SESMT nos anos 70 e 80. Também atuou na esfera pública, com passagens pela Fundacentro e como auditor fiscal, função que exerceu de 1985 a 2010.

O professor também foi sujeito ativo em vários momentos importantes da Segurança e Saúde no Trabalho no Brasil. Formou programas e lecionou nos cursos emergenciais de Segurança do Trabalho nos anos 70. Treinou auditores fiscais de todo o Brasil com o médico do Trabalho Diogo Pupo Nogueira. Foi uma das vozes que ajudaram na construção das Normas Regulamentadoras.

Também teve conquistas internacionais como ser o primeiro bolsista Mapfre na Espanha na década de 80. Participou ainda da criação ou gestão de várias entidades prevencionistas como a Abraphiset, a ABPA e a Obesst. Sem dúvida, não faltam histórias para contar nesses 45 anos de estrada, muitas delas reveladas durante esta entrevista.

Revista Proteção: Como surgiu seu interesse pela engenharia de segurança?

Leonídio Ribeiro Filho: Quando eu comecei, em 1967, falava-se de certo mo­do de Segurança e Medicina do Trabalho, mas a Engenharia de Segurança do Trabalho não existia. Na minha época de estudante de Engenharia na Faculdade de Engenharia In­dus­trial, uma das coisas que eu fazia era a composição de textos em uma gráfica. Uma das publicações que me chamava a a­tenção era a revista Prezado Companheiro, da Companhia Paulista de Força e Luz, que já na década de 60, por estar ligada a empresas americanas de energia elétrica, tinha uma filosofia de prevenção de acidentes. Na Prezado Companheiro, havia diversos artigos sobre prevenção de acidentes, naturalmente mais da área de energia elétrica. Outra publicação era a revista da Editora LTR com vários artigos sobre assuntos legais e também Segurança e Medicina do Trabalho. Eu já me preocupava com o trabalho daquelas pessoas que executavam várias funções dentro dessa tipografia.

Concomi­tan­te­mente me impressiona­vam os acidentes nas rodovias, pois eu atua­va como vendedor de lonas de freio para uma fábrica de Santos e tinha contato com motoristas de caminhões. Também me motivou a disciplina de Higiene e Segurança do Trabalho, que era dada em São Paulo somente na FEI. Desde a época da sua fundação, em 1956, a FEI acreditava que o en­genheiro não poderia sair de uma escola de Engenharia sem pelo menos conhecer os fundamentos de prevenção de acidentes do trabalho porque, qualquer que fosse a modalidade em que ele fosse atuar, estaria sempre presente, de algum modo, a necessidade de se fazer prevenção.

Lá tínhamos o grande professor Silas Fonseca ­Redondo. Se naquela época a gente podia chamar alguém de engenheiro de Segurança do Trabalho, era ele, que fazia um quarteto com outros três médicos: o professor Bernardo Be­drikow, que atuava na Subdivisão de Hi­gie­ne e Segurança do Sesi; o professor Diogo Pupo Nogueira da Faculdade de Saúde Pública e também chefe da Medicina do Trabalho das Linhas Correntes, e o professor Oswaldo Paulino, que era da Petrobras. Outro grande idealista foi Joaquim Augusto Junqueira, que era superintendente da ABPA e também atuava na General Motors, como chefe responsável pela área de Medicina do ­Trabalho.


Confira a entrevista completa
na edição 243
da Revista Proteção                                  


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ARTIGO
INDÚSTRIA MAIS SEGURA

Autor: Flavio Maldonado Bentes
Foto: Arquivo do autor


Investir em maquinário adequado garante manutenção de empresa saudável

As máquinas e equipamentos são dispo­sitivos projetados pelo homem para executar tarefas, de modo a proporcio­nar maior agilidade e rapidez, principalmente nas linhas de produção de diversos segmentos industriais. Cada máquina é projetada para um fim específico, podendo ser definida como um conjunto de peças ou mecanismos que operam simultaneamente e que são destinados à transformação, extração ou transporte de determina­do material. Independentemente da aplicação, de uma maneira ou outra, máquinas e equipamentos estão ligados di­reta ou indiretamente ao trabalho e, con­se­quen­temente, a quem os operam, os trabalhadores.

Prevenção, segundo o dicionário Mi­chae­lis, significa o ato ou efeito de prevenir ou de se prevenir, precaução para evitar qualquer mal. Ela deve ser vista sempre como algo a ser alcançado, uma meta a ser atingida ou conquistada, não pelo fa­to de ser algo impossível, mas pela importância de sua busca contínua. Para compreender essa perspectiva, pode-se fazer uma analogia com o conhecimento, sempre necessário e imprescindível, mas que também não se esgota por si só. A tendência é buscar mais conhecimento na medida em que se adquire.

A proteção de máquinas e e­quipamen­tos não pode ser vista como algo simplório, conseguido com ­esforço mínimo. Não se faz proteção de máquinas de qualquer forma ou de maneira impulsiva. Estão equivocados os que agem assim, iludidos pelo "achismo" ou por teorias sem emba­sa­mento técnico.

Antes de ser posto em funcionamento, todo dispositivo precisa do aval de um profissional legalmente habilitado, devendo ser testado e atender a requisitos técnicos e normativos. Os dispositivos de pro­teção de máquinas devem garantir boas condições de visibilidade, manutenção da segurança na operação e condições ergonômicas adequadas. Deverá existir um controle de acesso ao equipamento, boas condições de higiene e limpeza de ma­quinário e ferramentas, além de um pro­grama de manutenção adequado ao ti­po de máquina ou equipamento utilizado.

Veja a bibliografia usada neste artigo.

 

 


Confira o artigo completo
na edição 243
da Revista Proteção                         


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ARTIGO
ANÁLISE IMPORTANTE

Autora: Larissa Cheida de Oliveira
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Agravos ao trabalhador precisam de investigação cautelosa


Quando um acidente de trabalho ocorre, uma série de fatores extrínsecos ­tenta explicar o motivo deste acontecimento. Não é incomum ouvirmos nos dias de hoje frases ou expressões como "tinha que ser as­sim" ou "isso foi apenas uma fatalidade". No entanto, uma série de eventos, cons­cientes ou não, acontece para que se te­nha o resultado, que poderá se manifestar como uma simples lesão ou susto, até eventos que levem ao óbito.

Segundo a legislação previdenciária brasileira, acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou per­turbação funcional que cause morte, perda ou redução (permanente ou tempo­rária) da capacidade para o trabalho. São também considerados acidentes do trabalho os que ocorrem no trajeto da residência para o trabalho e do trabalho para a residência.

Ao longo da história da segurança, muitos autores afirmaram que os acidentes do trabalho em geral são causados por falhas humanas e cerca de 95% devido a atos in­seguros. No entanto, alguns discordam, argumentando que esta noção provém da interpretação equivocada do aspecto não linear do conjunto de causas e de que cada efeito tem pelo menos uma causa condicional e uma causa acional.

A visão equivocada das reais causas dos acidentes do trabalho provém, muitas vezes, da própria literatura nacional, que em certos casos demonstra enfoque somente para a busca de causas sem entender a complexidade real do evento. ­Outro conceito pré-esta­be­lecido provém de uma expressão popular em que o acidente deve ser aquele "que san­gra", ignorando o que dizem instruções normativas co­mo a IN/INSS 98/2003, que reconhece LER e DORT como acidentes de ­trabalho. As questões psíquicas também devem ser relacionadas durante a investigação das causas. Um claro exemplo é citado na Teo­ria do ajuste/estresse ou acidentabi­li­da­de, que explica que indivíduos não ajustados ou não integrados seriam mais propensos a sofrer acidentes quando submetidos a tensões e estresses físicos e psico­lógicos.


Veja a bibliografia usada neste artigo.

 

 


Confira o artigo completo
na edição 243
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ARTIGO
SESMT ENGAJADO

Autor: Arlindo Gomes
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Membros do Serviço devem manter trabalhadores informados sobre a dengue


Os SESMTs (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medi­ci­na do Trabalho) po­dem e devem exercer um papel relevante no combate à dengue. O SESMT do século XXI não de­ve se limitar às doenças diretamente relacionadas ao trabalho, especialmente no Brasil, país em desenvolvimento, onde o ­Sis­tema Único de Saúde ainda deixa muito a desejar.

As empresas que possuem serviço próprio ou contratado de Saúde Ocupacional devem ampliar sua área de atuação, obvia­mente sem esquecer suas principais finalidades: prevenção, diagnóstico precoce e recuperação de trabalhadores vítimas de doenças relacionadas ao trabalho. O bom SESMT é aquele que não se limita ao que estabelece a legislação traba­lhista.

Os veículos de comunicação estão diariamente divulgando dados da epidemia de dengue que assola vários municípios do Brasil. Neste artigo o leitor saberá o que causa a doença, como ela é transmiti­da e algumas informações sobre o tipo mais temido, a dengue hemorrágica. O conteúdo pode ser utilizado também co­mo roteiro para palestras que devem ser ministradas nas empresas visando sensibilizar, informar e conscientizar os trabalhadores sobre essa doença incapacitante que tem levado à morte muitos brasilei­ros.

Os SESMTs são verdadeiras secretarias de saúde dentro das empresas, pois fora delas a liderança no combate ao mosquito transmissor e o tratamento dos doentes ficam a cargo das secretarias municipais e estaduais de Saúde. Nas empresas, os profissionais dos SESMTs devem assessorar empregadores e empregados sobre fatores determinantes da saúde no ambiente de trabalho. É inadmissível "virar as costas" e deixar de contribuir com as autoridades públicas no combate às doenças epidêmicas e endêmicas. A função do SESMT não se limita aos exames ocu­pa­cionais.

Não compete ao Serviço executar o tratamento de trabalhadores com dengue, exceto os casos excepcionais em áreas remotas sem recurso público ou privado, mas o atendimento inicial e as orientações básicas são suas atribuições. A principal ação esperada é uma permanente vigilância epidemiológica, participando ativamente das medidas de controle da prolife­ração do mosquito e promovendo intenso trabalho de educação em saúde, comunicação e mobilização social. A dengue, sendo uma doença evitável, não deveria existir, como ocorre nos países desenvolvidos, mas como existe é preciso evitá-la ou aplicar o tratamento correto na hora certa.


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ARTIGO
RISCO NA OBRA

Autores: Rhonan Lima de Souza, Letícia Coelho Zampiron, Rafael Andrade de Souza, Juliano Moresco Silva, Guilherme Costa e Ângela Regina Poletto
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Construção de residências carece de análise ergonômica

Por sua capacidade de gerar empregos, a indústria da construção civil é de importância econômica para o país; no entanto, ela apresenta problemas em relação às condições de trabalho dos operários, baixa qualificação e altos índices de acidentes. Segundo o AEPS em 2008, 747.663 acidentes de trabalho foram registrados no país, sendo que os acidentes referentes à construção civil ficaram nesse mesmo ano em 31.529.

As intervenções ergonômicas na construção civil visam a melhoria da qualidade de serviços, mas são mais difíceis do que nas outras indústrias: o local de trabalho é mudado constantemente (todo dia), há grande rotatividade dos trabalhadores, muitos são contratados por emprei­teiras e dificilmente se encontra um especialista em Ergonomia. A diversidade de tarefas, a precariedade e a improvisação encontrada dentro do ambiente de trabalho são obstáculos para o alcance na qualidade dos serviços e produtos. A melhoria das condições laborais é um fator significativo para alcançar bons níveis de qualidade e produtividade.

É importante analisar os fatores do ambiente de trabalho que determinam o baixo índice de produtividade e qualidade, procurando propor soluções que amenizem as cargas de trabalho e preservem a saúde do trabalhador, para que ele este­ja apto a desenvolver suas atividades com eficiência.

A evolução dos estudos de Ergonomia na construção civil objetiva tornar ágeis, menos penosas e insalubres as condições dos trabalhadores nas diversas esferas das obras. Alguns destes estudos têm aborda­gens visando o melhoramento das técnicas construtivas, como: agilidade na confecção das edificações, gestão do conhecimento na concepção ergonômica da tarefa de gerenciamento dos canteiros de obras, Ergonomia nos projetos arquitetô­nicos, medidas de segurança.

A Ergonomia tem o papel de melhorar as condições de trabalho na construção civil com o objetivo de prevenir as doenças ocupacionais, sugerindo caminhos e for­mas simples de realizar as tarefas, de forma confortável e saudá­vel de acordo com as necessidades dos trabalhadores.

Para o artigo, foi realizado um estudo utilizando a AET (Análise Ergonô­mica do Trabalho) em uma empreiteira de mão de obra, especializada na execução de residências unifamiliares, com o objetivo de analisar o processo de trabalho de serviço de acabamentos em reboco. O estudo de caso foi desenvolvido em uma residência unifamiliar na etapa de acabamento de reboco. Utilizou-se o método da Análise Ergonômica do Trabalho e seguiu-se as Normas Regulamentadoras nº 17 (Er­go­nomia) e nº 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção).


Veja a bibliografia usada neste artigo.

 

 


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PRÊMIO PROTEÇÃO BRASIL 2011
MODELO APROVADO


Companhia Hidro Elétrica do São Francisco / Melhor Case na Categoria Atuação da CIPA
Foto: Sandra Lourenço


A padronização de processos garante a gestão de uma CIPA mais eficaz

"A legislação diz o que deve ser feito, mas não diz como fazer. Tínhamos que encontrar uma forma de gerir a CIPA, padronizar os processos e encontrar meios para medir os resultados de nossas ações." A declaração do engenheiro Daênio Gomes de Souza, responsável pela área de Segurança da Regional de Operação Sul da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF, demonstra a necessidade que a empresa verificou em criar um modelo de gestão para tornar as CIPAs CHESF com resultados mais eficazes.

Embora tenham se mostrado indispensáveis na luta contra acidentes de trabalho, as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes, via de regra, acabam registrando resultados inconstantes e fora de controle. A ausência de padronização dos processos, a falta de controle dos documentos e a deficiência no monitoramento do Plano de Trabalho são alguns dos fatores que dificultam o trabalho dos cipeiros.

Dificuldades estas que motivaram a CHESF a de­senvolver o Modelo de Gestão para CIPA - SGC, um sistema informatizado, estrutu­rado para dar sustentação às Comissões. Lançado em agosto de 2010, no Seminário Inter-regional de CIPA (Intercipa), o pro­jeto identifica e mapeia todos os ­processos ligados às 22 CIPAs da Companhia, distribuídas em oito estados.

Se­gundo Souza, o primeiro passo para implantar o novo sistema foi mapear to­dos os processos oriundos das 22 CIPAs pa­ra, então, padronizar procedimentos, documentos, formulários e relatórios, envolvendo todos os atos obrigatórios determinados pela legislação pertinente juntamente com os de apoio, dando diretri­zes de ação aos mais de 250 cipeiros da empresa.

O sistema implantado auxiliou na gestão, agravada por variáveis inerentes à formação de uma CIPA, tais como rotativi­da­de (anual) dos membros, descontinuidade dos processos, indefinição de objetivos e cultura de aversão à CIPA, entre outros.

"Não conseguíamos mensurar a efe­tividade (eficiência e eficácia) das CIPAs. Agora com a criação do sistema temos a possibilidade de acessar on line o registro do­cumental. É possível consultar o histórico, ver outros casos e suas soluções, aces­sar as informações gerais, documentos e atas de reuniões", destaca Sandra Lourenço da Silva, técnica de Segurança do Trabalho da CHESF.


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PRÊMIO PROTEÇÃO BRASIL 2011
CAPACITAR PARA MUDAR


Construtora Andrade Gutierrez / Melhor Case na Categoria Capacitação em SST
Foto: Divulgação Andrade Gutierrez


Investir na formação de líderes garante redução dos acidentes na obra

Nem sempre ações tradicionalmente u­tilizadas na prevenção de acidentes se mos­tram eficazes. Muitas vezes é preciso investir forte em capacitação para garantir bons resultados na área de Saúde e Se­gurança do Trabalho. Melhorar o preparo dos líderes e gerentes pode ser uma saída para melhores condições de trabalho e, de quebra, aumentar os índices de produtividade. O PMDL (Programa Motivacional de Desenvolvimento de Liderança), da Cons­trutora Andrade Gutierrez, viu na ca­paci­tação de seus líderes a possibilidade de diminuir situações de risco que já estavam se tornando um problema para a empresa, uma das maiores do Brasil no setor.

Executando serviços na obra de extensão da Refinaria do Planalto, a Unidade AG/RPLAN trabalhou na modernização da Refinaria de Paulínia que irá produzir um combustível mais limpo. Esta Unidade pertence ao Segmento de Obras Industriais na UNI (Unidade de Negócio Industrial) e hoje representa um dos maiores contratos individuais da Construtora Andrade Gutierrez, atendendo à Petrobras. "Estáva­mos com um número elevado de ocorrên­cias, principalmente envolvendo mãos, pés e fagulhas nos olhos, e precisávamos criar estratégias de combate", conta Sarah Ro­riz, coordenadora de Treinamento e Responsabilidade Social da empresa e responsável pela implantação do PMDL.

As atividades em Paulínia foram ­iniciadas em agosto de 2008 com a parte de projeto. Em janeiro de 2009 começou a construção que terminou em dezembro de 2011. No pico da obra, trabalharam mais de 3 mil funcionários. "Realizamos ações estruturadas de prevenção, como treinamentos técnicos de SST, palestras e campanhas motiva­cionais e educa­ti­vas. Mesmo assim as ocorrências em nosso empreendi­mento continuavam elevadas". Medidas mais amplas e inovadoras, que pudessem reverter rapidamente o quadro, que gerava muita preocupação à gerência da obra e ao cliente, foram adotadas. "Não podía­mos esperar mais. Tínhamos que agir. Iniciar um esforço coletivo de conscientização da gravidade da situação e fomentar para que todos os colaboradores assumissem uma postura de comprometimento total com as questões de segurança."

Em ação

Reconhecido pelo Prêmio Proteção Brasil 2011 como o Melhor Case da Categoria Capacitação em SST, o Programa Moti­va­cional de Desenvolvimento de Liderança buscou desde seu lançamento, em maio de 2009, um compromisso mais forte de toda a liderança com as questões de segurança. A companhia acreditava que o exemplo diário da liderança na gestão de SMS seria uma mensagem que estimularia todos os demais funcionários a adotarem também as melhores práticas de segurança no planejamento e execução de suas tarefas. Outras iniciativas do programa foram: investir na comunicação como ferramenta de propagação de conceitos e práticas; desenvolver e aplicar pro­cessos de capacitação e avaliação da mão de obra direta nas frentes de trabalho, além de realizar treinamentos técnicos de SMS em formato de circuitos envolvendo de forma simultânea os encarregados e suas respectivas equipes.


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Edição do Mês
 
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