Desconforto, dor e queimação são alguns dos sintomas que podem acometer o colaborador que desenvolveu dermatose ocupacional. Ela pode ser causada por agentes físicos, químicos ou biológicos presentes no ambiente laboral, podendo ser de origem irritativa ou alérgica. Para garantir a saúde dos trabalhadores, confira abaixo os três níveis de proteção a serem aplicados:

PREVENÇÃO PRIMÁRIA

Neste tipo de ação, necessitamos identificar, evitar ou substituir as substâncias prejudiciais nas empresas. Nesse sentido, deve-se avaliar os riscos, fornecer informações sobre as substâncias aos empregados e implementar:

  • Estrutura sanitária de fácil acesso e que permita boa higiene pessoal;
  • Restaurante com alimentação apropriada para o clima e a atividade exercida;
  • Centro de treinamento;
  • Orientação sobre riscos específicos atinentes à atividade;
  • Metodologia segura de trabalho;
  • Normas de higiene e imunização.

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

Esta ação envolve fornecimento de substâncias alternativas, medidas de proteção da pele e avaliação médica da exposição aos riscos. Detecção de possíveis lesões que estejam ocorrendo com o trabalhador:

  • Por meio do atendimento no ambulatório da empresa;
  • Mediante inspeção periódica aos locais de trabalho;
  • Por meio dos exames periódicos e do tratamento precoce;
  • Importante fornecer informações sobre uso de luvas, cremes protetores e higiene.

PREVENÇÃO TERCIÁRIA

Neste nível, o trabalhador apresenta lesões cronificadas ou em fase de cronificação ou se acha sensibilizado a algum agente presente no ambiente de trabalho. Nesse caso, é fundamental a adoção de medidas como:

  • Retirada do ambiente de trabalho. No caso específico de alergia por cimento (cromatos e cobalto presentes no mesmo), haverá impedimento para o retorno à mesma atividade. Neste caso, o trabalhador deverá ser reabilitado para outro tipo de atividade em que possa atuar afastado do risco.

Fonte: Dermatoses Ocupacionais – Ministério da Saúde

Revisão: Francisco Cortes Fernandes – médico do Trabalho, diretor científico da Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho)

Arte: Beto Soares/Estúdio Boom