Estados em números
A situação dos acidentes em cada um conforme a população empregada e os setores de atividades
Verificando as tabelas das próximas páginas é possível acompanhar os acidentes de trabalho registrados nos últimos 15 anos em cada estado. Os números do primeiro quadro refletem as informações concedidas através da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), cruzadas com o número de empregos formais (RAIS).
O Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho tem desenvolvido uma análise anual dos indicadores de incidência e mortalidade. É o que pode ser conferido no quadro inferior de cada estado, onde apresentamos as 16 seções de atividades da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) com a quantidade de acidentes e óbitos registrados, e ainda seus respectivos indicadores. O ganho é que além dos números absolutos de acidentes e mortes em cada estado, e a seção de atividade em que eles ocorreram, os acidentes podem ser observados do ponto de vista da população empregada em cada uma destas atividades.
No caso do indicador de incidência, presente no segundo quadro, leva-se em consideração o número de acidentes ocorridos no período de avaliação (o ano de 2004) e a população exposta. Assim, o risco percentual médio de um trabalhador sofrer acidente de trabalho no setor extrativo mineral chama atenção pela quantidade de estados em que ele aparece como primeiro colocado dentre os demais setores. É o caso de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe. Outros setores que aparecem como primeiro do ranking para vários estados são: agricultura e pecuária (Amazonas, Amapá, Rio Grande do Sul), indústria de transformação (Bahia, Goiás e Rondônia), eletricidade e gás (Ceará, Pará, Rio Grande do Norte) e saúde (Distrito Federal, Paraná, São Paulo). Outra revelação importante pode ser verificada ao se observar o número que indica o total de incidência de acidentes de cada estado. Tocantins possui o índice mais elevado, seguido de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Já o indicador de mortalidade significa o risco médio de um trabalhador sofrer um acidente de trabalho fatal. Neste caso, o setor extrativo mineral foi o que apresentou mortalidade mais elevada em um maior número de estados (AL, BA, ES, PB, RS, SE e SP). O segundo setor que mais mata no trabalho, segundo o levantamento, é o da construção, o primeiro da lista no CE, GO, PE, PI, PR e RN. Com um índice de mortes no trabalho também significativo está o setor de transporte, armazenagem e comunicações que aparece em primeiro lugar em MG, MS, SC e TO.