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Operadores de motosserra devem atuar com segurança para evitar acidentes


Fonte: Revista Proteção
Foto: Bruno Martinelli

O corte de madeiras no sistema semimecanizado com a utilização de motosserras é o mais difundido no Brasil. Segundo o doutor em Ciência Florestal, Luciano José Minette, existiam cerca de 400 mil operadores de motosserra em atividade no Brasil em 1996. Minette e os autores Jorge Roberto Malinovski e Cleverson de Mello Sant’Anna pesquisaram a respeito da segurança e das condições de trabalho dos operadores nas empresas de reflorestamento. O estudo teve como objetivo verificar aspectos técnicos e operacionais de modo a garantir a esses profissionais condições seguras, confortáveis e saudáveis no seu ambiente de trabalho.

Conseguir mão de obra qualificada é um dos grandes desafios do setor florestal e manter essa mão de obra com baixa rotatividade é ainda mais difícil. Para fazer com que esses trabalhadores permaneçam no campo é necessário melhorar as condições: conforto, fornecimento de refeição de qualidade, treinamento, fornecimento de EPI’s, tarefas adequadas, melhores condições de limpeza das quadras de lenha.

Com o advento da publicação da NR 31, por meio da portaria n° 86 (3 de março de 2005), as exigências em matéria de Segurança no Trabalho para empresas do setor florestal passaram a ser mais cobradas tanto pela fiscalização do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) quanto pelas empresas contratantes de mão de obra terceirizada, nesse caso empresas de corte e desdobramento de madeira.

Apesar da mecanização do setor de reflorestamento ser uma tendência em nosso país, ainda hoje o corte semimecanizado com a utilização de motosserras é muito praticado por oferecer um baixo custo na implantação, diferentemente da mecanização total em que o custo inicial do processo é muito alto. Consequentemente grandes empresas do setor optam pela semimecanização com emprego de mão de obra terceirizada utilizando a motosserra para derrubada e corte de árvores nos setores de carvão, celulose e madeira em geral.

O corte de árvores com motosserra permite uma boa produtividade individual, além de poder ser feito em locais de difícil acesso. No entanto, o corte dessa forma é considerado dentro do setor de reflorestamento como uma atividade perigosa e de alto risco para a saúde do trabalhador, tanto em acidentes no trabalho como em doenças ocupacionais. Os riscos aumentam quando o corte for feito em áreas onde houver cipós e sub-bosque (conjunto de vegetação existente sob as árvores de um bosque).

Para podermos melhorar as condições de trabalho, atender ao MTE e às próprias empresas contratantes destas companhias terceirizadas é muito importante que as prestadoras de serviços sigam padrões e preceitos da NR 12 - Anexo I e NR 31 do Ministério do Trabalho e Emprego. Essas Normas Regulamentadoras estabelecem padrões e normas de segurança necessários para o bom desempenho do trabalho, ou seja, sem que o trabalhador esteja totalmente exposto aos riscos.

Todas as quatro empresas pesquisadas prestam serviços dentro de grandes companhias multinacionais do setor de reflorestamento, certificadas nos sistemas ISO e OHSAS, o que faz com que as normas e padrões de Segurança e Saúde no Trabalho também cheguem às terceiras (prestadoras de serviços).

Autor: Wagner Tavares dos Santos
Confira o artigo na íntegra na edição 215 da Revista Proteção.



Fonte: Revista Proteção  - 17/11/2009

 
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