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Casos relacionados ao trabalho são reconhecidos na França e no Japão



Fonte: Revista Proteção
Foto: Arquivo

Vinte e dois trabalhadores se suicidaram nos últimos 18 meses na empresa francesa de telefonia France Télécom. Suicídios também foram cometidos por trabalhadores das montadoras Renault e Peugeot, entre 2006 e 2007, no próprio local de trabalho. A notícia foi dada pela BBC Paris e chama atenção para um problema existente que, muitas vezes, fica oculto, mas já começa a ser reconhecido na França e no Japão. “O suicídio relacionado ao trabalho é conhecido há muito tempo e os primeiros relatos do seu reconhecimento jurídico vêm do Japão. É por esse motivo que ele é conhecido internacionalmente pelo nome de Karojisatsu”, explica o médico do Trabalho e psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, Duílio de Camargo.

Olhando para os casos da França, a doutora em psicologia e professora colaboradora da Faculdade de Medicina da USP, Débora Glina, avalia que os índices vêm aumentando como resultado de uma pressão muito grande para os trabalhadores atingirem metas. Ainda há casos de trabalhadores que assumem funções de grande responsabilidade, sem ter condições para executá-las. Outra questão é a dificuldade de registro dos casos e de um controle epidemiológico, o que dificulta o estabelecimento de políticas públicas.
No Japão, segundo a psicóloga, os dados apontam 30 mil suicídios nos últimos oito anos. Há uma média de 1.000 suicídios por ano que são relacionados ao trabalho. São os chamados karochi karojisatsu. Esses casos estão relacionados à jornada de trabalho excessiva, a uma forma de escapar do fracasso e de salvar a honra da família devido ao constrangimento de dificuldades financeiras.

Confira na íntegra na Edição 215 da Revista Proteção.



Fonte: Revista Proteção  - 9/11/2009

 
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