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Leia na Edição do Mês
Ao chegar à edição 300, diretor da Proteção conta como começou e o papel da revista como agente de mudanças

Martina Wartchow/Revista Proteção
Data: 01/12/2016 / Fonte: Daniela Bossle/Revista Proteção

Sem ter um conhecimento mais aprofundado sobre Saúde e Segurança do Trabalho, o jornalista Alexandre Eggler Gusmão, 58, aceitou, no final dos anos de 1980, o convite para ser repórter e redator de uma revista técnica: a Proteção. Gusmão, que tinha trabalhado até então como repórter, editor e diretor chefe de redação em jornais diários da região do Vale do Sinos, percebeu como uma oportunidade a realização de um trabalho num veículo especializado. Aos poucos começou a se apaixonar pela forma envolvente com que o tema o abraçava. "Quando percebi a responsabilidade que seria editar uma revista técnica e, ao mesmo tempo, a minha total ignorância sobre o assunto, o impacto foi forte. Comecei a ler sobre SST e lembro que a primeira dúvida que tive foi o que era o tal do EPI" [risos]. Com muito trabalho e humildade, ele foi aos poucos vencendo as dificuldades, afinal,  não era técnico, engenheiro e muito menos médico. Era um jornalista, mas como todo bom profissional da área, começou a ir atrás da informação de qualidade, além de cercar-se de profissionais que entendiam dos assuntos tratados. "Desde o início me preocupei em buscar bons consultores para nos ajudarem a mostrar o caminho que a revista devia seguir. Isto está no nosso DNA: focar nos temas e necessidades mais importantes do momento, com pessoas capacitadas e com reconhecido saber a respeito de saúde e segurança", relata. Para marcar as 300 edições, Proteção resolveu ouvir o seu diretor, que nesta entrevista fala da evolução da revista e do setor de SST no Brasil.


Em 1987, quando tudo começou, você pensava que a revista pudesse chegar às 300 edições?
Eu não estava presente no início do projeto que foi desenvolvido por pessoas ligadas à empresa Plinio Fleck, que na oportunidade vislumbraram a necessidade de uma publicação que falasse de forma aprofundada das questões ligadas à Segurança do Trabalho. Tenho certeza que eles não tinham noção da dimensão do que iria acontecer, mas eles sabiam da sua responsabilidade e da importância do tema. A revista sempre deixou clara a intenção de aprofundar as questões, de ser rigorosa na apuração das informações porque sabia que uma revista técnica voltada para a área de SST tem uma margem muito pequena para erros. Não pode publicar informações que venham a comprometer a saúde e segurança dos trabalhadores. Uma informação malconduzida num veículo convencional pode ter um efeito prejudicial, mas uma informação malconduzida numa revista que fala sobre SST pode resultar em acidentes e lesões porque informações equivocadas podem levar o profissional a cometer erros.

Você entrou em que ano na revista?
Eu entrei em 1990 na edição de número 13 e foi um aprendizado muito grande. O primeiro evento em que participei foi o último Conpat, em São Paulo. Evento grandioso que era realizado pelo Governo em que se apresentavam os trabalhos desenvolvidos pelas empresas e pelos profissionais da área. Atuei lá como repórter, como vendedor de assinaturas, como vendedor de anúncios porque a gente fazia tudo. Achei muito interessante a necessidade que os profissionais tinham na época por informação técnica. Se hoje com todos os recursos e possibilidades ainda temos, imagina no início dos anos de 1990 quando a grande revolução era o fax, que era considerada uma tecnologia de ponta para transmitir informação. Nos primeiros exemplares lembro que ainda tínhamos o telex e as pessoas mandavam informação por telex. [risos] Mas era a forma que se tinha de transmitir informação; conhecimento só vinha através dos livros, das escolas e das revistas. Então, a Proteção quando surgiu foi uma aglutinadora de informação técnica para os profissionais. As pessoas que vinham de outros estados a São Paulo e tinham a oportunidade de conhecer a revista queriam levar vários exemplares, tal a carência de informação. Era quase como um diamante para os profissionais da área. Livros especializados eram poucos, e quando surgiu uma revista que começou a falar de maneira técnica, mas com conteúdo jornalístico, de uma forma menos pesada, foi uma dádiva para os profissionais. Claro que já existia a revista Cipa em São Paulo, com alguns anos de circulação e que era uma boa publicação. Mas a Proteção trouxe um mundo novo. As duas revistas contribuíram profundamente para a melhoria da informação dos profissionais em saúde e segurança.

Como era abordar Saúde e Segurança do Trabalho nos primeiros anos? O que mudou de lá para cá?
Estamos falando de um setor em que a legislação e o grande boom de crescimento veio somente no final da década de 1970, com a criação das Normas Regulamentadoras, por meio do trabalho do doutor Roberto Rafael Weber que era secretário de Saúde e Segurança do Trabalho na gestão do então Ministro do Trabalho Arnaldo Prieto, que foi o pai das NRs. Prieto como ministro foi implementador de um brutal esforço para desenvolver uma nova legislação juntamente com profissionais que foram preparados para cumprir estas normas. A norma obrigava as empresas a contratar os profissionais, só que as empresas alegavam que não tinha profissional no mercado. Então, o Ministério do Trabalho fez uma revolução na educação formando turmas de engenheiros, médicos e principalmente técnicos de segurança. Estes profissionais começaram do zero, assim como eu quando entrei na revista. Quando a Proteção começou fazia menos de 10 anos que tinha iniciado todo este mundo da segurança no Brasil. Tivemos uma evolução grande com a formação destes profissionais que passaram a ter acesso à informação mais qualificada. Temos hoje uma visão de Segurança do Trabalho muito melhor do que se tinha na década de 70 e temos resultados concretos. Apesar de termos ainda muitos acidentes, doenças e mortes, percentualmente reduzimos drasticamente o número de acidentes. Se alguém de fora pesquisar sobre Segurança do Trabalho no Brasil vai ver que fizemos uma revolução em 30 anos. Mas a evolução que tivemos esbarra hoje em sair do patamar de obrigatoriedade e partir para um patamar em que as empresas, por opção própria, teriam que investir em um profissional ou em uma equipe que fizesse a prevenção. Para isto precisamos melhorar a qualidade de nossos profissionais, estamos muito ligados ao que dizem as NRs. Se está na norma eu faço, se não está na norma, eu não faço. Quem for só atrás das normas vai fazer segurança, mas não vai fazer a prevenção. Temos que ir muito além das normas, mudar este conceito, mostrar que o profissional de SST deve defender a prevenção com muito mais amplitude. Seja para reduzir acidentes e doenças, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores como também para reduzir custos porque a acidentalidade está custando muito caro hoje.

A revista enquanto publicação especializada está conseguindo seguir nesta linha de uma visão mais ampliada sobre a prevenção?
Este é o desafio. Numa revista temos que levar em conta que cada profissional tem a sua qualificação e a sua especialização. Se eu fosse fazer uma revista para cada profissional teríamos várias revistas diferentes. Somos na verdade uma média do que a gente pode fazer. Quando desenvolvemos as pautas e os artigos procuramos ir ao encontro de um profissional médio, não sendo muito básica e também não falando muito de coisas excessivamente de ponta em termos de prevenção. Obviamente que às vezes temos que provocar, não podemos ficar só no meio deste conteúdo, senão não fazemos o papel de uma revista que tem que trazer inovação. Mas também precisamos, às vezes, voltar e falar de coisas bem básicas, porque há pessoas que estão começando no mercado de trabalho e não sabem muita coisa. Precisamos manter uma média de informação técnica, mas também sermos arrojados em alguns momentos, falando de temas mais de vanguarda. Temos leitores de várias áreas: da segurança temos o engenheiro, o tecnólogo, o técnico de segurança. Da área da saúde temos o médico, o enfermeiro e o auxiliar de enfermagem. Além deles temos os fisioterapeutas, psicólogos, odontólogos, advogados, higienistas, ergonomistas, estudantes entre outros. E obviamente não dá para fazer uma revista para cada uma destas profissões. O nosso grande público consumidor são os técnicos de segurança e por isto focamos muito neles. Muitas vezes, o TST é o profissional que está sozinho porque o SESMT pode ser só ele mesmo, e esse cara pode estar numa cidade do interior, afastado de outros técnicos e precisar de informação de qualidade. Hoje temos internet, mas imagina isso na década de 80, 90 ou até 2000 quando a dificuldade de informação era muito maior. Nosso desafio hoje como revista é ser tão interessante quanto o conteúdo oferecido na internet. O nosso grande concorrente é o Google que é onde as pessoas acham que vão buscar todas as informações sobre Segurança do Trabalho. Talvez encontrem algumas soluções, mas o Google não ensina as pessoas a pensar, a selecionar a boa da má informação. Apesar da concorrência salutar com a internet, a Proteção continua sendo indispensável para o profissional que quer fazer um bom trabalho. Obviamente que temos de mudar a forma. Para fazer a revista hoje é mais difícil do que antigamente.

Com o desenvolvimento da comunicação digital, as mídias impressas também estão se modificando e adquirindo novos formatos...
Exatamente. O grande desafio é encontrar este novo jeito de fazer jornalismo. Estamos vendo jornais com grandes dificuldades, a televisão está passando por dificuldades porque hoje as pessoas estão entrando na internet para olhar filmes e outros programas, e o jornalismo de maneira geral está se modificando. Vai acabar o jornalismo impresso? Não vai acabar, acredito que por muitos anos vamos estar por aqui. Temos que lembrar que o jornal existe há muito tempo e que quando surgiu o rádio, se falou que o jornal ia acabar. Depois quando surgiu a TV se dizia que o rádio ia acabar. Quando surgiu a internet, tudo ia acabar. Mas acho que sempre vai existir um espaço. Obviamente que quando surgiu o rádio, o impresso teve de se reinventar; quando surgiu a TV, o rádio teve de se reinventar. Mas claro que não temos como concorrer com a internet em termos de instantaneidade. Tanto é que todos veículos de comunicação têm sua forma digital, e os jornais e revistas têm que trabalhar para aperfeiçoar a qualidade da sua informação. Que pode ser aprofundamento, reflexão, mas também pode ser `saber fazer a melhor seleção de artigos e reportagens’. Tudo o que sai na Proteção provavelmente está na internet, só que para a pessoa ter acesso aquela informação perderia um tempo enorme. O que menos as pessoas têm hoje é tempo. O nosso desafio é fazer com que o tempo que elas gastam lendo a revista seja altamente qualificado permitindo assim que ela tenha uma relação custo-benefício deste tempo.

E quanto aos anunciantes voltados para o setor? Como você avalia a sua evolução nos últimos 30 anos?
Desde aquele primeiro evento em que participei em 1990, muitas empresas que ainda hoje estão no mercado, estavam lá - algumas não continuaram. Nosso setor é muito jovem, é um setor de empresas de 40 anos. Vimos uma evolução importante da área de SST, mas o setor que mais gera negócios ainda é o de EPIs.  Há outros voltados a EPCs, à instrumentação, a serviços e outros equipamentos que vão agregar segurança ao processo de trabalho. Antigamente tínhamos o conceito de que segurança é usar EPI. Hoje não. Uma máquina tem que ser fabricada já dentro do conceito de segurança tendo dispositivos de proteção intrínsecos. O que quero dizer é que o mercado de segurança é muito mais amplo, mas é óbvio que EPI ainda é o carro-chefe e isso será assim por muito tempo. Quando falamos de proteção de máquinas, por exemplo, estamos falando de um detalhe no desenvolvimento das máquinas. Isto porque os conceitos de segurança e a legislação brasileira são tão fortes que conseguimos criar dentro de produtos genéricos, o conceito da segurança. O nosso desafio é que a sociedade, cada vez mais convencida e familiarizada com esta questão, exija isto em seu dia a dia e não somente no trabalho. Mas houve um crescimento muito grande, temos um mercado importante ligado à segurança, que gera muitos empregos, houve qualificação dos produtos. Se compararmos um EPI do final dos anos de 1970 ao EPI de hoje há uma diferença enorme. Eram equipamentos feios, pesados, desconfortáveis. Hoje, o EPI precisa ser bonito, confortável, ergonômico, leve, ou seja, precisa ter elementos que ajudem a convencer o trabalhador a utilizá-lo quando for necessário. É um mercado que cresce e que deve consolidar-se cada vez mais. Nos últimos anos percebemos que a importância da segurança é tanta que muitas empresas internacionais começam a nos enxergar com outros olhos, algumas comprando empresas nacionais ou entrando aqui para concorrer. Com o mundo globalizado as coisas estão muito mais fáceis. As empresas internacionais que quiserem vender para o Brasil, mesmo fazendo na China ou em outro lugar do mundo, podem vender para o Brasil com muita agilidade. A entrega é rápida e a agilidade na comunicação facilitou muito a adequação dos produtos. Mas precisamos pensar que para o setor de SST é importante ter uma forte indústria brasileira, mesmo com a participação internacional. Isto significa que se as empresas de fora tiverem unidades no Brasil será muito mais importante porque estas indústrias ajudam a desenvolver novas tecnologias e produtos com base nos problemas brasileiros. É preciso ter indústria forte com os pés no Brasil para que a gente possa ter agilidade e atendimento às nossas demandas.

A Proteção tem na sua direção um jornalista. Esta é uma característica que ajuda ou atrapalha? [risos..]
Sou suspeito para falar, mas acho que ajuda. A forma como a Proteção se posicionou ao longo dos anos sempre demonstrou alguns conceitos básicos do jornalismo voltados à ética, ao respeito, à verdade e à informação e que foram pilares muito importantes para a revista desde o seu início. O fato de sermos jornalistas e o juramento do jornalista estar ligado a estas questões determinou que a publicação tivesse um perfil diferenciado. Ao longo dos anos publicamos determinadas matérias ou informações polêmicas em que as pessoas, muitas vezes, perguntavam: `mas por que publicar isto?’, `por que falar determinadas coisas que não são tão positivas?’ O mundo ideal para algumas pessoas é uma revista que só fale bem das pessoas e das coisas. Só que o leitor quer saber o que está acontecendo e, às vezes, o que está acontecendo não é tão interessante para algumas pessoas. A Proteção teve a coragem de confrontar, em alguns momentos, determinados interesses, de dizer determinadas coisas. Claro que a gente tem uma responsabilidade muito grande ao escrever críticas ou informações que não são tão positivas. Por exemplo, se há um determinado produto que não está adequado, não está cumprindo as normas, nós vamos denunciar. Já fizemos isto várias vezes nestes quase 30 anos de revista e isto não era comum até então. A pessoas falavam nos bastidores, mas nós colocávamos a cara para bater, criávamos algumas inimizades porque obviamente se estou dizendo que um produto não está adequado aquilo vai gerar problemas para a empresa responsável por aquele produto. Seria muito mais fácil não mexer no assunto, não gerar problemas como perda de clientes ou coisas do gênero. Mas sempre tivemos o cuidado de nos perguntar: `isto interessa ao leitor ou não interessa ao leitor’? Muitas publicações de uma maneira geral têm interesses próprios. Algumas defendem interesses políticos, outras servem para incentivar os negócios das pessoas e outras se aproveitam da vaidade das pessoas e dos interesses comerciais para bajular determinadas empresas. Este nunca foi nosso enfoque. Quem manda no editorial da Proteção? Não é o dono, não é o Governo, não são as empresas de EPI, mas é o leitor. Se ele precisa de determinada informação vamos focar nela e brigar por ela. Isto talvez tenha sido um legado forte pelo fato de eu ser jornalista e ter conduzido a revista junto com outros brilhantes profissionais de redação, repórteres, editores, pessoal da produção gráfica. Este é o nosso diferencial. A Proteção hoje promove eventos, mas não é uma revista pensada para promovê-los. Temos um conjunto de leitores formadores de opinião e eles obviamente vão receber informações sobre nossos cursos e eventos, e se eles estiverem em sintonia com o que estamos oferecendo, vão participar dos eventos. Mas isto é decorrência do trabalho, não o nosso objetivo inicial que é o interesse do leitor. Esta é a pergunta que todo repórter e editor da revista, na dúvida sobre publicar determinada matéria ou artigo, deve se fazer. Uma pessoa pode estar se disponibilizando a publicar um artigo, ela é legal, simpática, poderia ser um anunciante da revista, mas a pergunta mais importante é: o artigo vale ser publicado? Está bem escrito e embasado? Tem informações importantes para o leitor? Tanto é que nós criamos há alguns anos o nosso conselho editorial justamente para nos dar este suporte técnico. Além da nossa avaliação jornalística, precisamos da avaliação de profissionais da área de SST que leem os artigos e fazem uma seleção do que realmente tem mais qualidade para ser publicado. Um dos segredos é escolher bem estes conselheiros, de forma equilibrada e com profissionais de diferentes níveis, porque se escolhermos somente pessoas com mestrado e doutorado teremos um nível de revista que não vai atingir o nosso público médio. Podemos e temos doutores em nosso conselho, mas também temos que ter profissionais pensando na informação básica.

Quais foram as principais contribuições da revista aos profissionais e ao setor de SST?
A Proteção ajudou a alavancar a grande revolução que o Brasil fez na área de SST. Ainda temos que evoluir muito, mas a revista com seu papel pequeno, mas importante, foi um aglutinador de profissionais. Uma revista também serve como instrumento de aglutinação, serve para dar identidade ao setor. Imagine o setor de segurança sem qualquer revista. Como seria o profissional? Como ele seria visto? A gente não consegue nem imaginar. A cara da segurança hoje passa muito pelo que se publica nas revistas. As pessoas se inspiram na forma de ser dos profissionais. A revista mostra rostos, ela humaniza a informação técnica e a Proteção neste ponto foi fundamental. Ela trouxe de locais distantes pessoas que muitas vezes estavam fazendo trabalhos maravilhosos e que ninguém sabia. Apesar de ser uma publicação com sede no Rio Grande do Sul e escritório em São Paulo, sempre procuramos sair do nosso entorno. Não é uma revista gaúcha e nem paulista, é uma revista do Brasil. Os cases sempre foram escolhidos pela sua qualidade e não por estarem mais próximos da gente. Com o Prêmio Proteção começamos a perceber o quão maravilhoso é o trabalho de muitas empresas, muitas vezes pouco conhecido. Por vezes com poucos recursos e fazendo pequenas revoluções em seu local de trabalho. Com a dimensão que nosso país tem, se não tivermos uma revista para mostrar um pouco disto, as coisas acabam se perdendo ao longo do tempo. Publicamos nestes 29 anos, que completamos neste mês, mais de 33 mil páginas de revista, e cada página traz várias palavras, então são milhões e milhões de palavras, de informação técnica que trouxemos para o nosso leitor. Além disto sempre procuramos fazer jornalismo, ou seja, atualizar as informações. Temos na Proteção o que acontece de mais importante no país na área de SST: as normas, as discussões, as tendências. Hoje estamos num nível excelente de cobertura jornalística mesclando isto com artigos técnicos, reportagens, entrevistas e colunas escritas por articulistas. Este papel a Proteção cumpriu ao longo de suas 300 edições. Estamos sempre pensando nos próximos números. Precisamos nos planejar e vivenciar as informações com muita responsabilidade e as pessoas que trabalham na revista têm noção do seu papel e da importância que o seu trabalho representa para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores, seja um repórter, um vendedor de assinatura ou um vendedor de publicidade. Óbvio que a redação tem responsabilidade maior nisto porque é ela que determina o que vai ser lido, mas todo mundo tem uma parte de contribuição, o que é resultado de anos de esforço, evolução e constante modificação. Hoje temos a edição digital focada na nova geração que está entrando no mercado. Precisamos atualizar constantemente a nossa forma de comunicação, mas a revista como existe hoje, em papel, vai existir por muito tempo ainda. Há uma forte tendência de reduzir as revistas impressas, mas a Proteção com a quantidade de assinantes que ainda tem, demonstra que vai resistir muitos e muitos anos neste formato. Com as devidas adaptações tenho certeza que vamos chegar a mais 300 edições. Com certeza não vou estar aqui para comemorar a edição de número 600, mas certamente somos um case de sucesso constante, o que é nosso maior orgulho.
Comentários
Roberto Barros Filho Denuncie este comentário
Prezado Gusmão,
Parabenizamos equipe da Revista Proteção por mais essa conquista, sucesso para todos.
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