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Um terço das lesões de coluna ocorre em acidentes de obras
Data: 29/01/2012 / Fonte: O Regional

Levantamento realizado no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, revela que um em cada três pacientes internados com fratura da coluna sofreu queda de altura, em obra autônoma ou de pequena empreiteira ou em atividades recreativas que ocorrem em lajes.

Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça, muitos dos acidentes ocorrem por falta de proteção ou uso inadequado dos equipamentos de segurança.

Comuns e altamente incapacitantes, as lesões acontecem, na maioria dos casos, em consequência de acidentes de trabalho ou de atividades recreativas onde ocorrem as quedas. Mais de 80% das vítimas são homens entre 18 e 45 anos.

"São pessoas que, no auge da produtividade, levarão sequelas para o resto da vida", diz o ortopedista.

Na ortopedia do HC, 60% dos pacientes com fratura da coluna chegam com lesão neurológica que deixa o indivíduo permanentemente incapacitado e necessitando de auxílio permanente.

"Todos que dão entrada com lesão medular e são operados perdem, no mínimo, a mobilidade da coluna na área da cirurgia e a maioria evolui com alguma sequela neurológica, limitando a força dos braços e pernas e o controle de micção e evacuação", explica Fogaça.

A média de permanência de um lesado medular no hospital é de três meses, passa por uma ou duas cirurgias, e leva no mínimo um ano para se reabilitar. Apenas 30% deles retornam ao mercado de trabalho, mesmo assim, com algum tipo de comprometimento leve.

"Pacientes com lesão medular são mais vulneráveis a contrair infecções urinárias, desenvolver escaras e outros problemas", relata Fogaça.

Para o especialista, com a expansão da construção civil e a popularidade de atividades recreativas nas lajes, é fundamental a criação de campanhas de prevenção.

"A fratura da coluna é endêmica, cada vez mais comum, é preciso orientar a população para o uso de equipamentos de segurança corretamente e para não subir nas lajes", conclui.

Fisioterapia

O especialista e fisioterapeuta Silvio Jorge Chaim Melhado explica que antes de tudo é preciso esclarecer que, sendo o fisioterapeuta um profissional liberal, autônomo e de nível superior, ele está apto a receber o paciente e saber se o caso é de sua competência ou se deverá encaminhá-lo a outro profissional da área da saúde.

"Grande parte dos tratamentos é feita em conjunto com outros profissionais. Desta forma, o trabalhador deverá procurar o fisioterapeuta sempre que houver qualquer tipo de desconforto físico, geralmente dor, que traga transtornos em sua rotina diária, tanto no trabalho quanto no repouso, incluindo o sono", aponta Melhado.

A falta de atenção com a possível torção ou qualquer outro tipo pode trazer problemas, ou até mesmo agravar o quadro de saúde, conforme explica o especialista.

"O grande problema é que não nascemos com um manual de instruções para o uso do nosso corpo, por isso seria muito útil o ensino postural nas escolas. Temos a tendência de achar que podemos fazer tudo e de qualquer jeito", diz.

O especialista complementa: "Claro que na juventude a percepção dos danos físicos é pouco notada, mas se insistirmos no erro, ou seja, nas posturas erradas (viciantes), no excesso de peso, nas movimentações exacerbadas sem o devido preparo e instrução, os problemas começarão a aparecer. Por isso é muito importante a atenção ao movimento, principalmente no trabalho. Uma vez instalado o problema, é necessário que o fator causador seja afastado, senão há o risco do quadro se repetir ou até mesmo não se resolver", enfatiza.

Cuidados

Para os profissionais que lidam com peso e grande esforço físico, alguns cuidados devem ser adotados para que a coluna não seja prejudicada.

Silvio Melhado enfatiza que o primeiro cuidado deve vir através da instrução. "Esse trabalhador deve ser instruído para aprender como se portar diante da função que ele está exercendo. Em seguida disponibilizar para ele equipamentos, ferramentas e mobiliários adequados, isto é, ergonômicos, para diminuir as chances de lesões que o trabalho poderá causar", aconselha.

Melhado salienta que também é necessário dotar este trabalhador de condições físicas e mentais por meio de ginástica laboral, incentivo para atividades corporais e outras práticas como relaxamento, alongamento e lazer para evitar lesões musculoesqueléticas.

Apoio

Sobre `cintas` ou qualquer espécie de apoio para ajudar a manter a coluna reta, o fisioterapeuta diz que, antes de tudo, é preciso diferenciar o termo `cinturão` ou `cintas` de aparelhos ortopédicos que incluem coletes para tratamento de escoliose (desvio de coluna). "Alguns halterofilistas utilizam dispositivos para as costas durante os esforços. Porém no caso do trabalhador que deseja evitar lesões, a melhor forma de conseguir isso é manter uma boa musculatura paravertebral (que fica ao lado da coluna) e abdominal, além dos cuidados posturais", alerta.

Para evitar lesões o especialista revela que há exercícios indicados que podem ajudar no fortalecimento muscular, se praticados regularmente, melhorando a qualidade de vida do trabalhador.

"É necessário o esclarecimento, por um profissional, quanto ao modo e à quantidade de execução de exercícios. A fisioterapia, por exemplo, é de total importância, porque não só trata e reabilita, mas também esclarece e ensina sobre a forma correta de trabalhar. E acima de tudo, previne futuros problemas", finaliza.

Vamos levando...

Com mais de 20 anos atuando com serviços braçais, dentre elas pedreiro, Valdecir Bellon, 54 anos, já sente no corpo o reflexo dos 20 anos de profissão.

Com jornada de trabalho estimada em quase dez horas a fio, Bellon é autônomo e ganha por dia. Muitas vezes o pedreiro tem dificuldade para encontrar um ajudante, um servente, e acaba por realizar todas as tarefas sozinho.

Assentar pisos, azulejos, quebrar paredes, virar massa, carregar latas pesadas, `chapiscar` parede, dentre outras inúmeras atividades, fazem parte da rotina de Bellon.

Além das sequelas deixadas pelo esforço repetitivo, o pedreiro traz como marca os acidentes que já viveu, como cair de andaimes e lajes. "Eu já caí de uma altura de quase três metros. Perdi o equilíbrio e caí sentado em cima de uma lata de concreto que caiu do telhado. Graças a Deus não me aconteceu nada, porém fica o trauma. Hoje tomo o maior cuidado", revela Valdecir Bellon.

Quando o assunto é andaime, telhado e altura, o experiente profissional toma todo o cuidado e, se não estiver se sentindo bem, deixa aquele trabalho para ser realizado posteriormente.

"Eu amarro bem o andaime, eu uso cordas, tomo todo o cuidado mesmo. Já vi vários companheiros de profissão sofrerem quedas e ficar com sequelas, por isso todo cuidado é pouco. O dia que eu não estou muito bem, com tontura, eu não insisto, largo de lado e vou fazer outra coisa. Depois, quando passar, eu volto e termino o serviço na altura. Tudo em nome da segurança", detalha.

Ao longo da vida...

Cansado de repetir os mesmos movimentos corporais, Bellon possui dores crônicas. Na coluna, na região lombar, é quase que uma dor diária. Nos ombros, braços e articulações ardem. As pernas e joelhos também refletem os maus-tratos ocorridos diariamente ao longo de mais de 20 anos.

"Tenho que assentar piso, por exemplo, e não consigo mais ficar de cócoras, tenho que ficar de joelhos, eles têm até calo. Já na região lombar eu uivo de dor", confessa.

Mesmo vendo as mostras de que o corpo não está bem, o trabalhador explica não ter tempo de ir ao médico, além de não poder perder dia de serviço.

"Não posso perder dia de serviço para ir atrás disso. Vou levando assim, tomo Dorflex ou então Buscopan e vou levando", revela.

Em um tratamento realizado para controlar colesterol e triglicérides, Valdecir perdeu mais de oito quilos, o que ajudou a aliviar suas dores.

"Agora eu estou mais leve e isso automaticamente ajuda", analisa o pedreiro, que nunca foi a um fisioterapeuta.

Fim

Questionado sobre o dia de se aposentar, Valdecir diz não ter esperanças. "Eu fiquei muito tempo sem contribuir, sem registro. Acho que vai ser difícil me aposentar por agora. Só se for por saúde mesmo", afirma.

Enquanto novas perspectivas não surgem, Valdecir Bellon vai levando de uma forma que ao menos ameniza suas dores.

"Eu faço até onde dá. Se dói um braço eu passo para o outro e assim vai. Só vou ao médico em último caso mesmo (sic)", finaliza.

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