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Estatísticas
Acidente de trabalho mata mais que trânsito e drogas no Brasil
Data: 13/01/2012 / Fonte: O Rio Branco

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, todos os anos morrem, no mundo, mais de 1,1 milhão de pessoas, vítimas de acidentes ou de doenças relacionadas ao trabalho. Esse número é maior que a média anual de mortes no trânsito (999 mil), as provocadas por violência (563 mil) e por guerras (50 mil).

No Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho (MT), de cada 10 mil acidentes de trabalho, 100,5 são fatais, enquanto em países como México e EUA este contingente é de 36,6 e 21,6, respectivamente. Além de causar prejuízos às forças produtivas, os acidentes de trabalho geram despesas como pagamento de benefícios previdenciários, recursos que poderiam estar sendo utilizados em outras políticas sociais.

O MT destaca, dentre os muitos outros, o problema das máquinas e equipamentos obsoletos e inseguros, responsáveis por cerca de 20% dos acidentes de trabalho graves e incapacitantes registrados no Brasil.

O que pode ser considerado acidente de trabalho?
Acidente de trabalho é aquele que ocorre no exercício de atividade a serviço da empresa e provoca lesão corporal ou perturbação funcional, que pode causar a morte, a perda ou a redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho.

Consideram-se, também, como acidente do trabalho, a doença profissional ou do trabalho, produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade; acidente típico, que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa; acidente de trajeto, que ocorre no percurso do local de residência para o de trabalho ou desse para aquele, considerando a distância e o tempo de deslocamento compatíveis, com o percurso do referido trajeto.

O prejuízo material decorrente do acidente de trabalho se caracteriza pela diminuição das possibilidades em obter os mesmos rendimentos por meio da força de trabalho de que dispunha o empregado antes do fato ocorrido. Essa redução diz respeito à profissão ou ofício então desenvolvidos, em que se comprova a diminuição da capacidade de trabalho por parte do empregado, de acordo com o artigo 950 do Código Civil de 2002.

Quem paga o prejuízo?
O art. 927 do Código Civil determina que haja obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano (empregador) implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Se o empresário se propõe a estabelecer uma empresa que pode oferecer riscos na execução das atividades, se contrata pessoas para executar estas atividades e se os lucros gerados a este empregador devem ser atribuídos, logo, o risco do negócio, assim como os resultantes dos acidentes, também deverá ser arcado por ele.

Contudo, somente após comprovado se houve dolo ou culpa do empregador é que lhe imputaria a responsabilidade pelo acidente e, consequentemente, o dever de indenizar.

A Constituição Federal dispõe em seu artigo 7º, inciso XXVIII, que é direito dos trabalhadores o seguro contra acidentes do trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

O dolo - é a intenção de agir em desfavor ao que dispõe a lei ou contrariamente às obrigações assumidas, agir de má-fé, é enganar mesmo com pleno conhecimento do caráter ilícito do próprio comportamento.

Danos causados ao trabalhador
Segundo levantamento feito pelo Sebrae nacional, as estatísticas da Previdência Social, que registram os acidentes e doenças decorrentes do trabalho, revelam uma enorme quantidade de pessoas prematuramente mortas ou incapacitadas para o trabalho.

Os trabalhadores que sobrevivem a esses infortúnios são também atingidos por danos que se materializam em sofrimento físico e mental; cirurgias e remédios; próteses e assistência médica; fisioterapia e assistência psicológica; dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção; diminuição do poder aquisitivo; desamparo à família; estigmatização do acidentado; desemprego; marginalização; depressão e traumas.

Prejuízos da empresa
As micro e pequenas empresas são fortemente atingidas pelas conseqüências dos acidentes e doenças, apesar de nem sempre os seus dirigentes perceberem este fato. O custo total de um acidente é dado pela soma de duas parcelas: uma refere-se ao custo direto (ou custo segurado), a exemplo do recolhimento mensal feito à Previdência Social, para pagamento do seguro contra acidentes do trabalho, visando a garantir uma das modalidades de benefícios estabelecidos na legislação previdenciária. A outra parcela refere-se ao custo indireto (custo não segurado). Estudos informam que a relação entre os custos segurados e os não segurados é de 1 para 4, ou seja, para cada real gasto com os custos segurados, são gastos 4 com os custos não segurados.

Como prevenir acidentes de trabalho
As ações e medidas destinadas a evitar acidentes de trabalho dependem diretamente do tipo de atividade exercida, do ambiente de trabalho e das tecnologias e técnicas utilizadas. Porém, o Ministério da Saúde alerta que se deve atentar aos seguintes aspectos:

- Faça com que o seu local de trabalho seja confortável;

- Tenha muito cuidado e siga todas as regras de segurança na realização de atividade mais perigosas;

- Organize o local de trabalho ou o seu posto de trabalho, não deixe objetos fora dos seus lugares ou mal arrumados. Se tudo estiver no seu lugar não precisa improvisar perante imprevistos e isso reduz os acidentes;

- Saiba quais os riscos e cuidados que deve ter na atividade que desenvolve e quais as formas de proteção para reduzir esses riscos;

- Participe sempre nas ações ou cursos de prevenção de acidentes que a empresa lhe proporcionar;

- Aplique as medidas e dispositivos de prevenção de acidentes que lhe são facultados, designadamente o uso de vestuário de proteção adequado, como as proteções auriculares para o ruído, óculos, capacetes e dispositivos anti-queda, e equipamento de proteção respiratória, entre outras;

- Não receie sugerir à empresa onde trabalha a realização de palestras, seminários e ações de formação sobre prevenção de acidentes.

Foto: Divulgação AG
Comentários
Roberto da Costa Barros Filho Denuncie este comentário
Devemos lutar para ter acreditação pelo INMETRO dos equipamentos utilizados nos canteiros de obras, tanto os nacionais e principalmente os importados.
Lúcia Carla Durães Denuncie este comentário
Precisamos mudar esta realidade
Ricardo Moura Denuncie este comentário
É uma realidade. Ainda tem pessoas que pagam para ver.
Teobaldo Denuncie este comentário
Infelizmente o comprometimento da SST e SSO esta péssimo e o pior é quando fazemos o trabalho de conscientização, nos deparamos com frases tristes tanto do 1 - empregador quanto do 2 - empregado.
1 - " Nunca aconteceu nenhum corte comigo, por que agora irá acontecer "? - 2 - " Que nada aqui não acontecerá nada o risco é mínimo".

Lamentavelmente já que O MTE esta com dificuldade, então que entendessemos melhor a prevenção como um investimento e não um gasto.
Lázaro elveci de oliveira Denuncie este comentário
A conta não fecha.
Vejamos: segundo estatísticas publicadas, morrem de acidentes no trabablho em torno de 3.500 trabalhadores/ano.
Ainda nas estatísticas morrem no trânsito em torno de 35.000/ano.
Vamos rever as contas.
Tallick Denuncie este comentário
Nós, prevencionistas, de acordo com o esboço acima, temos muito trabalho a fazer. E muitas atribuições, das quais, engrandecem a nossa responsabilidade profissional.
Luis Venildo de Sousa Brito Denuncie este comentário
Esta noticia deve ser divulgada, para que sejam tomadas providencias urgentes!
Edinaldo Lima Barbosa Denuncie este comentário
Precisamos conscientizar os trabalhadores que o "rapidinho" é onde mora o perigo e a prevenção é a melhor atitude.
joão paulo Denuncie este comentário
É muito triste mas podemos muda esta realidade se agente fazer mas um pouco
Rodrigo Denuncie este comentário
Hoje o empregador contrata o profissional Tec. de Segurança do trabalho por obrigação, mas na hora desse profissional cumprir suas obrigações estabelecidas em lei é barrado e recebe amuntuados de tarefas que não lhe diz respeito.

Como isso pode acabar, todos sabemos, claro , o unico jeito é com fiscalização das autoridades e melhor atenção aos riscos gerados no ambiente de trabalho.
Antonio Jose Placido de Mello Denuncie este comentário
Para mudar esta situação é preciso fazer um trabalho de base nas escolas. Conscientizando-os sobre as necessidades de segurança.
Alomar Jr. Denuncie este comentário
Para mudarmos essa realidade, precisamos ler mais e acima de tudo, quando tivermos oportunidade de expor nossa opinião, devemos fazer de maneira clara e objetiva, com palavras escritas na forma correta. Como é feia uma frase escrita por um profissional de SST totalmente errada, com palavras pela metade, como por exemplo muda....que palavra é essa? você queria dizer mudar? com érre? Veja essa frase, publicada pelo nosso colega: É muito triste mas podemos muda esta realidade se agente fazer mas um pouco...que fiasco. Como uma pessoa publica uma coisa dessas? agente....muda...a comunicação fica comprometida numa situação dessas. E nós, que representamos uma área onde a comunicação é extremamente importante, devemos nos atentar para esses pequenos detalhes.
Marcelo Matias Elesbão Denuncie este comentário
Além de orientar a empresa quanto ao fornecimento do EPI , devemos ainda conscientizar os empregados sobre o uso adequado do mesmo , e também ficar esperto com os que querem ludibriar a segurança.
marcio da guia placido Denuncie este comentário
Lembre_se acidentes não acontecem são gerados portanto devemos sempre respeitar as leis de segurança.
Rafael Denuncie este comentário
Os dados do ministerio do trabalho e da OIT sao mesmo mto discrepantes devido a tentativa do gogoverno de esconder a vergonha. O Brasil deve ser denunciado junto a ONU por nao respeirar o direito do trabalhador ao ambiente seguro de trabalho.
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