Banner Bracol 1 Novembro
Banner 1 Marluvas - Set/Dez
 
 
    Acidentes do Trabalho
    Doenças Ocupacionais
    Empresas & Negócios
    Estatísticas
    Eventos
    Geral
    Legal
    Leia na Edição do Mês
    Práticas de Prevenção
    Produtos & Serviços
    Últimas Notícias
P NN Eventos - Banner 5


Você está em: Noticias / Leia na Edição do Mês
Leia na Edição do Mês
Autora da primeira pós-graduação em Engenharia no MS agora defende ampliação do currículo da EST

Janine Gonzalez de Paula
Data: 02/04/2015 / Fonte: Martina Wartchow Silveira

Mais do que engenheira civil, Elizabeth Spengler Cox de Moura Leite, 61 anos, queria ser docente. Em busca do aperfeiçoamento, encontrou a Engenharia de Segurança do Trabalho e se apaixonou. O romance, oficializado com a especialização feita logo após a formatura da graduação, em 1977, vem dando certo até hoje. Entre seus importantes feitos iniciais na área de Segurança do Trabalho, está a participação na Comissão de Divisão do Estado do Mato Grosso. A atividade possibilitou a ela conhecer todas as regiões do então novo Mato Grosso do Sul e apresentar um diagnóstico da infraestrutura e das carências com o objetivo de planejar e apoiar investimentos. O primeiro governo estadual tomou posse em 1º de janeiro de 1979, e Elizabeth passou a trabalhar como assessora técnica da Secretaria de Obras e Infraestrutura. A função fez com que acompanhasse ainda mais de perto o desenvolvimento do MS.
Naquele mesmo ano, ela também foi selecionada como docente na Universidade Estadual de Mato Grosso, hoje UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, onde, inicialmente, ministrou aulas nos cursos de Engenharia Civil e Elétrica.

De olho na evolução do novo Estado brasileiro, não tardou a tomar a frente de um movimento pela criação da primeira pós-graduação de Engenharia do MS, a Engenharia de Segurança do Trabalho. Foram três anos de mobilização até que, finalmente, em 1988, a especialização foi oficializada na universidade. O que defende agora é a atualização do conteúdo programático para a formação dos profissionais da área. No seu currículo, ainda constam mestre em Construção Civil na área de Higiene e Segurança, perita judicial, consultora de empresas, ex-presidente e atual integrante do Conselho Consultivo da Anest (Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho), atual presidente da Andest (Associação Nacional dos Docentes de Cursos de Engenharia de Segurança do Trabalho), ex-presidente e atual diretora técnica da Asmest (Associação Sul-mato-grossense de Engenharia de Segurança do Trabalho).


Uma de suas atuais bandeiras é a ampliação do conteúdo para a formação dos engenheiros de Segurança do Trabalho. O que falta no currículo?
As Normas Regulamentadoras de SST foram criadas em 1978, e o conteúdo para o curso de Engenharia de Segurança do Trabalho foi definido em 650 horas em 1987. De lá para cá, surgiram vários outros campos de atuação para o EST. Por exemplo: se você não tem o controle do meio ambiente interno industrial, vai ter problemas no meio ambiente externo. E essas questões são tratadas pelo EST; essa é uma área "nova" para esse profissional. No entanto temos uma carga horária e um ementário do curso que é insuficiente para ver tudo o que deveria ser visto sobre o tema. Nós, da Andest, encaminhamos ao Conselho Nacional de Educação um projeto para contemplar esses novos assuntos nas ementas das disciplinas. Já fizemos várias reuniões com eles, e a proposta está tramitando. Aguardamos a colocação em pauta para aprovação. Mas o projeto já obteve o aval da Coordenadoria Nacional das Câmaras de Engenharia de Segurança do Trabalho do Sistema Confea/Crea. Falta agora esse estudo aprofundado do CNE e sua aprovação.

A Andest também pretende buscar mais informações sobre os cursos de EST no Brasil. Por quê?
Existem muitos cursos de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho no Brasil, mas não os temos cadastrados. Como presidente da Andest, pretendo levantar esses cursos e ter mais informações sobre eles. É muito comum, ao procurar informações de um determinado curso em que o egresso busca o título e as atribuições no conselho profissional, verificar que esse curso está com problemas na estrutura oferecida à sociedade, faltando atender nos detalhes os dispositivos que o regem. Às vezes, as instituições promovem o curso com um projeto equivocado. Depois, quando o aluno que concluiu vai até o conselho profissional para receber o título e as atribuições, descobre que o curso que fez não é o que deveria ter feito e, portanto, não está cumprindo as exigências da legislação que rege a profissão no Conselho Nacional de Educação e Sistema Confea/Crea. Consequentemente, não vai ter o título de EST e nem as atribuições. No Crea/MS, em que estou como vice-presidente, criamos em janeiro um fórum para tratar as questões do relacionamento da instituição de ensino com o conselho regional.

Como está o mercado para os engenheiros de Segurança do Trabalho?
Existe um mercado promissor para a área da Engenharia de Segurança do Trabalho no Brasil. É uma profissão cada vez mais procurada e cada vez mais necessária. As novas vagas que surgem diariamente são estimuladas pela necessidade crescente de atender a legislação e de evoluir no controle dos riscos. Agora a EST tomou um novo impulso a partir do momento em que as empresas que investem em Saúde e Segurança do Trabalho são beneficiadas com um desconto na alíquota do SAT/RAT (Seguro de Acidentes do Trabalho/Risco de Acidente do Trabalho). Elas podem pagar até 50% menos imposto do que pagavam antes. Aquelas que não provam esse investimento em SST, e existem indicadores na Previdência que mostram isso, são penalizadas pagando até o dobro. Então, as empresas hoje são estimuladas a fazerem SST. O que, na realidade, já deveriam estar fazendo só que acabam priorizando outras áreas. No entanto, a SST promove a estabilidade na produção, diminui e/ou elimina os agentes que geram o acidente e assim afasta despesas e prejuízos que decorrem dos acidentes, além de evitar que os trabalhadores se afastem de suas atividades funcionais devido a acidentes. Esse desconto do SAT/RAT é significativo e muito compensador para as empresas.

Confira a entrevista completa na edição de abril da Revista Proteção.
Comentários
MARIA LUCIENE DE FREITAS BEZERRA Denuncie este comentário
Sou assinante da revista Proteção e considero a revista excelente!
gregorio da silva Denuncie este comentário
gostaria de receber informações acerca do campo de trabalho para Engenheiro e Segurança do Trabalho
Deixe seu comentário sobre a notícia:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* E-mail, Profissão, Estado e cidade não serão publicados.
 
 
 
   
 
 
 
Código de verificação:

Repita o código ao lado:
 
 
Enviar


Notícias relacionadas
Mais de Leia na Edição do Mês
 
1     2     3     4     5     6     7     8     9     10
Edição do Mês
 
 

 
 
© Copyright 2009 - Revista Proteção. Todos direitos reservados.
Rua Domingos de Almeida, 218 - 93.510-100 - Novo Hamburgo - RS - Brasil. Central de Atendimento: 51 2131.0400
Revista Proteção Outras Publicações Nossos Eventos Eventos SST SuperGuiaNet Loja Virtual Legislação
Download Entidades Galerias Fale Conosco
Loft Digital