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Pesquisador informa que o trabalhador corta entre 10 e 14 toneladas de cana-de-açúcar por dia
Data: 16/11/2017 / Fonte: Fundacentro

O pesquisador e engenheiro da Fundacentro de Campinas (ERCa), Álvaro César Ruas ministrou palestra no Centro Técnico Nacional (CTN) sobre o tema "Monitoramento da exposição à sobrecarga térmica nas atividades a céu aberto".

A iniciativa teve como precedente uma pesquisa desenvolvida pela Fundacentro/Campinas (ERCa) que focou as atividades exercidas por trabalhadores rurais, mais especificamente nas dos cortadores de cana-de-açúcar.
"Há poucas pesquisas que tratam do tema sobrecarga térmica nas atividades a céu aberto por isso o nosso estudo foi direcionado aos cortadores de cana-de-açúcar por estarem expostos a risco de sofrerem insolação, desidratação, exaustão, câimbras, síncope, brotoeja e de adquirirem catarata, câncer de pele e insuficiência renal", frisa Álvaro.
Completa que esses trabalhadores recebem salário por produção e por isso cortam o máximo possível, entre 10 e 14 toneladas por dia. "Frequentemente não se alimentam bem, o processo de hidratação durante a jornada de trabalho não é satisfatório, perdem peso e sais minerais devido ao grande esforço físico aliado ao calor", explica o engenheiro.

Álvaro informa ainda que o suor é intenso porque é através da sua evaporação que o sistema termorregulador humano procura evitar o aumento temperatura interna do corpo.

"Os cortadores perdem até sete litros de água por dia, pois a vestimenta e os equipamentos de proteção individual, necessários para o trabalho, dificultam a tarefa desse sistema. Os limites de tolerância para a exposição ao calor foram estabelecidos considerando que a temperatura interna do corpo pode alcançar no máximo 38°C para indivíduos não aclimatizados e 38,5°C para os aclimatizados, sendo que a temperatura interna normal está entre 36 e 37 °C", comenta Ruas.

Realização da pesquisa
Em 2009, o Escritório de Representação em Campinas (ERca) inicia-se uma pesquisa para desenvolver um método de estimativa de sobrecarga térmica para grupos de trabalhadores rurais. Já em 2011, os engenheiros Álvaro Cesar Ruas e Paulo Alves Maia concluíram um modelo matemático para estimar e monitorar a exposição térmica daqueles trabalhadores a partir de dados meteorológicos.

Com esse modelo os pesquisadores desenvolveram o software "Sobrecarga Térmica" que utiliza os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para disponibilizar aos usuários a estimativa do valor do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) para o dia, hora e local de interesse, bem como medidas de prevenção e controle como o critério de trabalho/descanso.

"Inicialmente a abrangência de monitoramento do software era para o estado de São Paulo, mas atualmente ele pode ser utilizado para qualquer local do Brasil desde que haja pelo menos uma estação meteorológica automática do INMET, dentro de um raio de até 80 quilômetros de distância", informa Ruas.

Este software foi registrado no Instituto Nacional de Marcas e Patentes - INPI (RPI 2279 de 09/09/2014) e seu algoritmo foi publicado no International Journal of Biometeorology (DOI 10.1007/s00484-014-0949-7).
O pesquisador finaliza que, embora o foco central do estudo tenha sido no intuito de pesquisar as condições de trabalho dos cortadores de cana-de-açúcar, novas pesquisas estão sendo realizadas para estender o uso do software "Sobrecarga Térmica", para outras categorias que exercem atividades a céu aberto.

O software é de livre acesso e está disponível no Portal da Fundacentro.

A palestra fez parte do Seminário de Pesquisa, coordenado pelo pesquisador aposentado Carlos Sérgio da Silva. O objetivo foi proporcionar consistente formação científica sobre trabalho, saúde e ambiente, além de capacitar e atualizar profissionais de nível superior.
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