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Funcionários da Vale afirmam em depoimento que executivos sabiam de problemas na barragem de Brumadinho
Data: 26/02/2019 / Fonte: G1

Brumadinho/MG - Funcionários da Vale que estão presos afirmaram, em depoimento, que diretores da mineradora sabiam de problemas na barragem 1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que se rompeu em 25 de janeiro.

A produção da TV Globo teve acesso aos depoimentos dos oito funcionários da Vale que estão presos, há 12 dias, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. São quatro gerentes e quatro integrantes de áreas técnicas da empresa investigados no rompimento da barragem de Brumadinho.

Felipe Figueiredo Rocha, engenheiro da mineradora, afirmou que, durante um evento interno, foram apresentados vários possíveis problemas na barragem B1. Afirmou ainda que os diretores Silmar Silva e Lúcio Cavalli participaram do último dia do painel de especialistas, oportunidade em que era feita uma apresentação resumida dos riscos de todos os temas abordados.

Felipe citou que, entre os riscos da barragem, as maiores possibilidades eram a liquefação e a erosão interna. Ainda no depoimento, o engenheiro disse que foram apresentados os resultados ao comitê de riscos, comandado pelo diretor executivo, Luciano Siani.

Outro funcionário da Vale que está preso é o gerente executivo Alexandre Campanha. Ele confirmou que os diretores Silmar Silva e Lúcio Cavalli participaram do painel e que acredita que os relatórios finais eram encaminhados para Lúcio Cavalli e demais diretores operacionais.

Marilene Christina, outra funcionária presa, também confirmou que os diretores da Vale, Lúcio Cavalli e Silmar Silva, estiveram presentes no painel de especialistas.

Em depoimento, Joaquim Toledo, gerente da Vale que também está preso, afirmou que em 2018, reportou ao diretor Silmar Silva sobre a barragem B1, referente à instalação de um dispositivo: o DHP - drenos horizontais profundos.
Marilene também disse que ficou sabendo de problemas nos DHP`s e afirma que avisou ao diretor Lúcio Cavalli.

A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, divulgou nesta terça-feira que um dos gerentes da Vale disse às autoridades que a diretoria executiva da companhia sabia que havia um decréscimo no nível de segurança da barragem.

A força tarefa que investiga o caso afirma que a Vale tentou acelerar o processo de drenagem instalando os DHP`s. Ainda segundo a investigação, a tarefa foi abortada na instalação do décimo quinto tubo porque os técnicos perceberam que a água estava ficando presa dentro do maciço, em vez de retornar pela abertura.

Um vídeo, incluído na investigação, gravado perto da barragem, depois da tragédia, mostra que havia uma tubulação de captação de água rompida, lançando água em direção ao reservatório que desmoronou.

As autoridades apuraram que havia nascentes acima da barragem e que isso pode ter contribuído para gerar a saturação. Ainda segundo os investigadores, antes do rompimento, alguns piezômetros acusaram volume de água acima do normal.

Habeas corpus preventivo
A defesa dos quatro diretores da Vale entrou nesta segunda-feira (25) com pedido de habeas corpus preventivo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados alegaram que os diretores Peter Poppinga, Luciano Siani, Lúcio Flávio Cavalli e Silmar Magalhães Silva se encontram todos ameaçados de sofrer patente constrangimento ilegal ao seu direito de locomoção em razão de ordem de prisão que está na iminência de emanar de autoridade incompetente no curso das investigações sobre o rompimento da barragem I da Mina do Córrego do Feijão.

A defesa afirmou que há o inegável conflito positivo de competência estabelecido entre o juízo da comarca de Brumadinho, da Justiça Estadual de Minas Gerais, e o juízo da subseção judiciária de Belo Horizonte, da Justiça Federal.

Na fundamentação, os advogados disseram que foram tomadas decisões, como prisões, buscas e apreensões, por diferentes autoridades judiciárias.

O que diz a Vale
A Vale declarou que a diretoria está colaborando com as autoridades para esclarecer as causas do rompimento.
Afirmou ainda que a presunção de culpa não pode decorrer apenas do posto que um executivo ocupa na empresa e que, por isso, pediu os habeas corpus para os diretores.

A mineradora defendeu que os depoimentos dos funcionários não indicam que a Vale soubesse previamente de um cenário de risco iminente de ruptura da barragem.


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