Banner Bracol 1 Novembro
Banner 1 Marluvas - Set/Dez
 
 
    Acidentes do Trabalho
    Doenças Ocupacionais
    Empresas & Negócios
    Estatísticas
    Eventos
    Geral
    Legal
    Leia na Edição do Mês
    Práticas de Prevenção
    Produtos & Serviços
    Últimas Notícias
P NN Eventos - Banner 5


Você está em: Noticias / Geral
Geral
Fiscalização retira 67 trabalhadores de condição análoga à escravidão em Paracatu (MG)
Data: 18/07/2019 / Fonte: Ministério da Economia/Secretaria Especial de Previdência e Trabalho

Paracatu/MG - Um consórcio formado por 45 produtores rurais foi autuado por manter 67 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Paracatu, noroeste de Minas Gerais, em uma operação especial da Superintendência Regional do Trabalho, órgão ligado à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Os trabalhadores foram resgatados e encaminhados ao Seguro-Desemprego Especial, que paga três parcelas no valor de um salário mínimo (R$ 998) cada e indenizados pelos empregadores pelo tempo trabalhado.

O valor pago aos empregados pelos fazendeiros organizados no consórcio, conhecido como Condomínio Santa Maria, soma R$ 343,7 mil. Mas eles também receberam 23 autos de infração, uma para cada irregularidade trabalhista encontrada, que podem ser convertidos em multas ao final do processo, e responderão por tráfico de pessoas, já que os trabalhadores eram todos de outras cidades.

De acordo com o coordenador da operação, o auditor-fiscal do Trabalho Marcelo Gonçalves Campos, os empregados eram abordados por intermediários, conhecidos como "gatos" no município mineiro de Porteirinha, norte do estado, e em cidades do Maranhão e Piauí e convidados a trabalhar em Paracatu principalmente nas atividades de cultivo de sorgo e milho.

Os que aceitavam precisavam pagar pelo próprio deslocamento até o município mineiro sede do condomínio, onde eram acomodados em um alojamento. No novo local eles eram informados sobre as datas e as fazendas onde trabalhariam. Quando não trabalhavam não recebiam. Todos já foram enviados de volta para as cidades de origem com passagens pagas pelos empregadores.

A condição análoga à escravidão foi caracterizada pelas condições degradantes a que eram submetidos os trabalhadores. No alojamento onde eles ficavam havia 14 cômodos, apenas um deles com armário, e 60 beliches. As camas tinham colchões, porém não possuíam lençóis, cobertores e travesseiros. O número de banheiros era insuficiente e sem papel higiênico e produtos de limpeza. Nas frentes de trabalho não havia banheiros.

A operação começou em 3 de junho e foi finalizada em 5 de julho. Também participaram da ação procuradores do Trabalho, agentes de Segurança do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais.
Comentários
Deixe seu comentário sobre a notícia:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* E-mail, Profissão, Estado e cidade não serão publicados.
 
 
 
   
 
 
 
Código de verificação:

Repita o código ao lado:
 
 
Enviar


Notícias relacionadas
Mais de Geral
 
1     2     3     4     5     6     7     8     9     10
Edição do Mês
 
 

 
 
© Copyright 2009 - Revista Proteção. Todos direitos reservados.
Rua Domingos de Almeida, 218 - 93.510-100 - Novo Hamburgo - RS - Brasil. Central de Atendimento: 51 2131.0400
Revista Proteção Outras Publicações Nossos Eventos Eventos SST SuperGuiaNet Loja Virtual Legislação
Download Entidades Galerias Fale Conosco
Loft Digital