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Pesquisadoras da Fundacentro da Bahia abordam temas sobre SST junto a trabalhadoras domésticas
Data: 30/08/2018 / Fonte: Fundacentro

Salvador/BA - As servidoras da Fundacentro da Bahia, Soraya Wingester Vasconcelos e Ana Soraya Vilasboas encontraram uma forma lúdica de conscientizar trabalhadoras domésticas sobre os riscos no ambiente do trabalho, bem como formas de prevenir esses riscos.

Por meio da realização de colagens, roda de conversa, dramatizações e filmes, o curso "Trabalho doméstico, riscos e repercussões sobre a saúde", teve como objetivo compartilhar conhecimentos sobre riscos, informar sobre as doenças relacionadas ao trabalho doméstico, além de debater temas como o cenário atual do trabalho doméstico e da importância do controle social para as políticas públicas e ações de SST voltadas para essa categoria profissional.

Realizado nos meses de julho (25) e agosto (1 e 22) de 2018, o curso foi dividido em três oficinas no período noturno realizadas na Escola Municipal, Deputado Gersino Coelho, Comunidade do Doron, em Salvador. "Nossa intenção com a realização das oficinas foi dar uma abordagem diferente, ligando um módulo ao outro de forma a tornar possível a abordagem do sentido e do aspecto social do trabalho", comenta Soraya Wingester Vasconcelos, coordenadora do curso.

Para compreender os perfis e dificuldades apresentadas pelas trabalhadoras domésticas foi aplicado um questionário semiestruturado. De acordo com Wingester, as principais queixas apresentadas pelas trabalhadoras domésticas referem-se às questões previdenciárias e trabalhistas, já que muitas não têm carteira de trabalho assinada, e, portanto, não recolhem o INSS. Várias trabalham como diaristas e, também, não recolhem o INSS como autônomas. Cabe ressaltar, que muitas se tornaram domésticas muito cedo, a partir dos 10 anos de idade.

Além dos aspectos jurídicos, as trabalhadoras se deparam com riscos no ambiente de trabalho que envolvem Ler/Dort, problemas respiratórios pela exposição a produtos químicos, dermatoses ocupacionais, cansaço físico, depressão por pressão no trabalho, jornada prolongada, horas extras sem remuneração e muitas vezes contaminação por vermes transmitidos por animais domésticos.

Construtivismo
Para as organizadoras do curso, a ideia é manter uma linha construtivista, onde o sujeito, o trabalhador é o agente transformador da sua própria realidade.

Sentimentos de solidariedade, companheirismo, fortalecimento, coletividade, e o reforço da importância do trabalho na vida do indivíduo, foram alguns dos recursos explorados pelas organizadoras, a fim de promover a integração, o compartilhamento de experiências e o apontamento dos problemas mais críticos vividos no cotidiano por essas trabalhadoras.

Em setembro, nos dias 12 e 13, as pesquisadoras da Fundacentro e demais parceiros darão continuidade ao trabalho realizado com as trabalhadoras domésticas que vivem nas comunidades do entorno do Parque São Bartolomeu, em Salvador - BA.

Um novo olhar
De acordo com Soraya Wingester que também integra a Câmara Temática sobre Trabalho Doméstico, da Agenda Bahia do Trabalho Decente, um novo projeto será conduzido junto às trabalhadoras baianas de acarajé, à semelhança do que se tem feito com as trabalhadoras domésticas.

Segundo dados da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (ABAM), somente neste ano, 2 trabalhadoras morreram com câncer de pulmão e 5 estão com a doença. O câncer de pulmão pode estar associado às substâncias liberadas pelo óleo usado na fritura ou pela queima do gás usado na cocção, ou, ao particulado dos carros pelo tempo de exposição ao ar livre. Apresentam ainda problemas renais e infecções urinárias, já que as baianas do acarajé chegam a ficar até 9 horas sem usar o banheiro, Ler/Dort, na execução de bater a massa do acarajé e outros.

A Fundacentro, em parceria com outras entidades fará o mapeamento do risco, do perfil sociodemográfico e de adoecimento dessas trabalhadoras, para então iniciar um projeto de prevenção de riscos e acidentes.

No estado da Bahia existem cerca de 6 mil baianas do acarajé, sendo 3.500 em Salvador, denominadas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), como "baiana de acarajé" e fazem parte do grupo de vendedores ambulantes.
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