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Gestão de riscos e cultura prevencionista são fundamentais para o controle da radiação ionizante

Divulgação/Fundacentro
Data: 25/04/2019 / Fonte: Fundacentro

São Paulo/SP - No último dia do I Simpósio sobre Exposição Ocupacional a Radiações Ionizantes no Brasil, evento que aconteceu no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - Ipen, em São Paulo, especialistas da área da radiação ionizante observaram que a gestão de riscos e a cultura prevencionista são instrumentos importantes para o controle da radiação ionizante nos ambientes de trabalho.

A primeira palestrante da manhã, Célia Wada, da Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida e membro do Grupo de Trabalho sobre Radiações Ionizantes (GT-Radiações Ionizantes), falou sobre as diferenças existentes entre risco e perigo e sobre os aspectos gerais da gestão. Para Wada, a gestão dos riscos ganhou grande visibilidade com a atuação da mídia na divulgação de informações. Na avaliação da gestora de riscos é importante fazer uma análise dos riscos, a fim de evitar procedimentos indesejáveis na gestão. A especialista destacou ainda a necessidade de se criar matrizes pontuais com base em metodologias, como a ISO 31000 que já se encontra em fase final de elaboração.

Ainda dentro do Painel I, a engenheira Química, Lidia Vasconcellos de Sá abordou as metodologias utilizadas para avaliação do risco biológico, citando como referência as 9 ações internacionais utilizadas para o controle da exposição ocupacional e apresentadas no documento Occupational Radiation Protection Call-for-Action - Protecting workers exposed to radiation.

Para Lidia, a necessidade da gestão de riscos para o controle da exposição ocupacional, reside no fato de que o Brasil ainda apresenta problemas de registros das doses nacionais, dificultando o acompanhamento de uma coorte (termo estatístico usado em epidemiologia) de trabalhadores para determinadas práticas que resultem em estudos epidemiológicos adequados. "O brasileiro não possui um biotipo especifico. Os cidadãos das regiões Norte e Sul, por exemplo, possuem diferenças anatômicas o que dificulta estabelecer padrões de estudo", observa. Uma outra fonte de consulta sugerida pela especialista é o site Life Span Study, programa de pesquisa epidemiológico em saúde, que traz modelos de risco, artigos, estatísticas e relatos de casos.

O coordenador do simpósio e diretor Técnico da Fundacentro, Robson Spinelli Gomes sugeriu como contribuição à gestão, o Guia Técnico de Vigilância à Saúde em Radiação Ionizante, documento elaborado por um grupo de peritos de Portugal. O documento auxilia na identificação de boas práticas de prevenção do risco profissional e de vigilância da saúde dos trabalhadores a radiações ionizantes. Robson pretende estabelecer um guia similar para o Brasil. O diretor enfatizou ainda os três princípios de proteção radiológica: justificação; otimização e limitação.

Spinelli pontuou que não há gestão de riscos sem que haja uma consciência prevencionista por parte dos gestores, especialmente na área hospitalar, setor onde se agrega o maior nível de exposição ocupacional. "Muitos médicos não querem usar avental de chumbo e acabam sendo expostos. O EPI é importante para a proteção do trabalhador, o controle na fonte e os medidores ambientais, mas temos que colaborar com a percepção de riscos ao trabalhador e realizarmos uma intervenção junto a eles", reforça. "O que vai influenciar na saúde dos trabalhadores é a gestão da saúde e a cultura de prevenção que começam nas escolas formando crianças com uma consciência prevencionista", concluiu o diretor.

Outro membro do GT-Radiações Ionizantes, Leonardo Morais Prado, profissional da área de SST que atua como gestor ocupacional, explanou que muitas vezes a gestão de riscos pode apresentar problemas desde o inicio do processo produtivo, considerando-se a entrada de insumos que podem conter algum dano e a forma como esses insumos são transformados. Na visão de Prado, é necessária uma análise ampla, capaz de identificar o perfil de exposição e se há alguma similaridade de exposição entre pessoas que executam diferentes atividades no ambiente de trabalho.

O Projeto Sirius também foi pauta do simpósio. Fernando Bacchin, físico-médico do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), fez uma explanação sobre o funcionamento dos aceleradores e a primeira fase do "Sirius", nome dado ao projeto de geração de luz, considerada a maior e mais complexa insfraestrutura cientifica já construída para a produção de luz de amplo espectro, como por exemplo, o infravermelho, ultravioleta e Raios X. De acordo com Bacchin, o Projeto Sirius conta atualmente com 13 linhas de luz sincrotron.

Um case de má gestão de riscos na área de hemodinâmica, setor que apresenta maior exposição de radiação foi apresentado por Leonardo Azevedo. O físico que antes trabalhava em uma clinica de exames, começou a perceber que as doses dos dosímetros (medidor de radiação individual utilizado pelos trabalhadores do setor) apresentavam variações de mês a mês, alternando entre altas e baixas. Durante 5 anos de investigação com base em relatórios, Leonardo foi apurar as causas das discrepâncias. O especialista percebeu que o dosimetro era escondido pelo administrador com medo de ter que afastar o trabalhador, caso o mesmo apresentasse uma dosagem alta. Esta prática fere a legislação, bem como os direitos dos trabalhadores.

Para o empresário de uma mineradora de estanho, Vagner de Moraes Torrente, para que a empresa possa alcançar boas práticas de gestão de riscos é necessário melhorar o que a legislação preconiza para que então se possa estabelecer uma melhor comunicação entre empresários e trabalhadores. "Nós do setor empresarial gostaríamos de receber uma harmonização das normas, pois há um conflito entre as Normas Regulamentadoras 15 e 16 que precisam ser harmonizadas e com ordenamento jurídico, pois isto gera um conflito e dificulta a vida do empresário e do trabalhador", ressalta Torrente.

Associações e órgãos públicos falam de ações

Nos Painéis 2 e 3 apresentados no período da tarde, o tema abordado foi "Reflexão sobre a exposição ocupacional às radiações ionizantes por parte das associações e órgãos públicos", com a participação da ABHO, Anamt e SBPR.

O presidente da ABHO, Luiz Carlos de Miranda Junior defendeu o uso seguro da radiação ionizante, já que a mesma está presente nos mais diversos segmentos, e disse que a ABHO tem um papel fundamental na caracterização da exposição ocupacional. Miranda anunciou durante o evento, a realização do 26º. Encontro Brasileiro de Higienistas Ocupacionais que será realizado de 19 a 21 de agosto de 2019. Informações no site oficial da ABHO.

"O médico do Trabalho estuda muito para identificar a fonte natural da radiação", disse Márcia Bandini, presidente da Anamt. Para Márcia, é necessário fazer uma reflexão sobre a exposição ocupacional às radiações ionizantes, avaliar seus riscos e impactos. A médica também fez críticas à legislação em SST colocando que a mesma é insuficiente.

Em um apelo durante o simpósio, Bandini solicitou ajuda da sociedade para que a mesma possa contribuir na identificação do problema, e ainda citou a obrigatoriedade de inserir o risco ocupacional no Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). "Se temos falhas de informação, falhas na proteção, então certamente falharemos nas falhas de medidas protetivas. Nossa única saída é investir na proteção", reforçou a presidente.

Já para o engenheiro Civil e presidente da Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR), Marco Antonio do Amaral, a gestão de riscos deve começar pelo controle adequado dos equipamentos de radiação. "Não existem doses seguras, e tanto fabricantes, quanto vendedores e profissionais devem buscar treinamento adequado. Para o caso da medicina, devemos aplicar o ALARA (tão baixo quanto razoavelmente exequível)", destaca.

O médico do Hospital das Clinicas, George Coura Filho que atua no setor de tratamentos com iodoterapia explana que é difícil fazer controle de radiação com isótopos e energias diferentes, uma vez que eles possuem formas diferentes de eliminação pelo corpo humano. Mas, o médico ressalta que a radiação não existe para criar um problema social, mas sim para ser revertida como um benefício médico. "O importante para nós da área médica é trabalharmos junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear para racionalização do uso da medicina nuclear e adotarmos medidas de proteção radiológica, a fim de reduzir as probabilidades de eventos indesejados", reforça Coura Filho.

O Painel 3, coordenado por Maria Cristina Aguiar Campos, tecnologista e física da Fundacentro, contou com o relato de representantes da Associação Brasileira de Física Médica (ABFM); do Conselho Nacional de Técnicos de Radiologia (CONTER); Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR); Associação Brasileira de Odontologia Radiológica (ABRO); Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT); Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN); Associação Brasileira de Ensaios Não-Destrutivos e Inspeção (ABEND).

Acompanhe o primeiro dia do Simpósio acessando o link.
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