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CBIC promove amplo debate sobre questões de SST

Guilherme Kardel
Data: 16/04/2019 / Fonte: CBIC

Brasília/DF - Investir em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) na Indústria da Construção não é custo, mas investimento. Esse tem sido um dos lemas da área de Relações Trabalhistas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) sobre SST, juntamente com a prática de iniciativas para melhorar cada vez mais o ambiente de trabalho nos canteiros de obras, prevenindo acidentes e promovendo a saúde do trabalhador.

Neste sentido, mais um passo foi dado nesta terça-feira (16/04), durante o V Encontro Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção, em Brasília, com o lançamento do livro Segurança e Saúde na indústria da Construção - Prevenção e Inovação e participação dos especialistas e autores da obra.

O painel sobre Indicadores em Segurança e Saúde no Trabalho, primeiro do dia, foi mediado pelo gerente executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.

Sobre as Estatísticas de Acidentes de Trabalho na Indústria da Construção, o economista André Ferro destacou que, de acordo com os indicadores, entre 2012 e 2017 o setor da construção registrou redução no número absoluto de acidentes de trabalho. Em relação aos acidentes de trajeto, informou que eles continuam sendo considerados acidentes de trabalho. Já sobre acidentes de trânsito, reforçou que há muita morte. Por isso, reforçou a importância dos indicadores no auxílio à mudança de uma política pública que não esteja sendo bem aplicada. "Conhecimento é poder. Na medida em que estiverem informados sobre o cenário, vocês vão poder influenciar no debate e na construção de políticas públicas", disse.

O médico do trabalho Gustavo Nicolai, ao ressaltar o Sistema Bônus-Malus para SST, usado para uma série de acordo que alternadamente recompensam ou penalizam uma ou mais pessoas interessadas no acordo, destacou a ferramenta Construindo Segurança e Saúde, da CBIC e Sesi, pela qual é possível mensurar o impacto financeiro dos acidentes de trabalho às empresas. "Essas informações são fundamentais para a tomada de decisão e para fazer prevenção", mencionou Nicolai.

Na questão das Diretrizes para a Medição de Desempenho em Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção, a engenheira civil Camila Campos Gomes Fama, reforçou a importância do sistema de medição de desempenho, tanto com indicadores reativos quanto pró-ativo ser utilizado para evitar problemas.

Segurança e Produtividade
O tema do segundo painel da manhã foi Segurança e Produtividade e contou com a participação dos economistas Luís Fernando Melo Mendes e André Ferro e da engenheira de SST Lígia Correa. Os três são autores do capítulo homônimo, no livro Segurança e Saúde na Indústria da Construção - Prevenção e Inovação, que foi lançado durante o evento.

Os três lembraram conceitos fundamentais relacionados ao tema e discutiram os impactos dos investimentos em Saúde e Segurança do Trabalho (SST) sobre o conjunto da economia e sobre a produtividade das empresas da construção civil. Eles também reforçaram a necessidade da implantação de uma cultura de segurança nas empresas de forma a mitigar a ocorrência de eventos que resultem em acidentes de trabalho.

André lembrou que os programas de saúde e segurança do trabalhador, além de produzirem um efeito positivo na produtividade dos trabalhadores, também colaboram com outros efeitos positivos, como redução de custos com a perda de materiais, por exemplo. "Investir em segurança do trabalho não é custo. É ganho - para a empresa, para o estado, para o país", afirmou.

Luís Fernando reforçou a correlação e explicou que as exceções que ocorreram no Brasil nos últimos anos se deram a partir de empresas de menor porte no segmento de serviços de construção - em alguns casos, sem nível adequado de qualificação e sem comprometimento com a capacitação em SST do trabalhador - que puxaram para baixo a produtividade do setor, diferentemente do que fizeram os segmentos infraestrutura e construção de edifícios, por exemplo, onde os cuidados com SST estão mais consolidados. "Essa foi uma questão que identificamos: uma razão para uma eventual menor produtividade pode ser a falta de treinamento e formação num segmento específico", frisou.

Lígia Correa lembrou que nos primórdios da administração, a produtividade era imputada ao indivíduo, mas hoje, do ponto de vista de planejamento de uma obra, "ter uma política de SST implantada evita desperdícios, adoecimento do trabalhador e ajuda a garantir o resultado principal, que é a entrega da obra", destacou.

A moderação do painel foi feita pelo vice-presidente de Relações Trabalhistas da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho, e Haruo Ishikawa, presidente do Seconci-SP e vice-presidente do Sinduscon-SP.

Segundo Fernando Guedes, o livro lançado no V Encontro Nacional foi concebido com o objetivo de esclarecer empiricamente e tecnicamente que há uma correlação direta entre a segurança e produtividade do trabalhador "Essa correlação, por óbvio, traz ganhos para as empresas e para o país", reforçou.

Para Haruo Ishikawa, não dá para dissociar a produtividade e a saúde e a segurança do trabalhador. "A SST está muito ligada à produtividade. Não se pode dissociar. Estou há dois anos no Seconci-SP, trabalho com 3,5 mil médicos e cada vez mais constato que o mais importante de tudo num país como o nosso é investir na saúde das pessoas", defendeu.

Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho
O terceiro painel foi moderado pelo consultor Clóvis Veloso de Queiroz Neto, que quis saber a opinião do setor sobre "como devem tratar a gestão de SST em um país em que mesmo que haja treinamento, por parte do setor empresarial, se o trabalhador fizer errado toda a responsabilização cai para o empresário".

O engenheiro Civil Jófilo Moreira Lima Junior disse que "a grande questão da gestão é o comprometimento". Na sua visão, "o sistema de gestão deve definir claramente a questão da responsabilidade, prevenir risco dos trabalhadores e melhorar o desempenho.  O que produz resultado é o compromisso. Se tem um único risco, ele tem que ser gerenciado", alerta.

Dado às políticas atuais, que impõem desafios a micro, pequenas empresas e MEI na área do Trabalho em Altura, o auditor Fiscal do Trabalho, Luís Carlos Lumbreras, destacou a importância do Sebrae estar presente aos debates. Apontou também a necessidade de ações de revisão de normas; criação de ferramentas e plataformas pelo governo para inserção de informações e elaboração de guias de como implementar ações do que pode ser feito no mercado de trabalho. "Ferramentas poderiam ajudar os empresários e aumentar a produtividade".

Fernando Guedes ressaltou que investir em SST aumenta a eficiência da empresa. Sobre a terceirização, reforçou que pela nova lei, o descumprimento de qualquer norma é de responsabilidade das duas empresas. "Elas devem trabalhar conjuntamente a Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho".

Sobre a gestão dos equipamentos de proteção coletiva para o trabalho em altura, o engenheiro Mecânico e de Segurança do Trabalho, Wilson Roberto Simon, sugeriu a elaboração de um inventário de todos os momentos em que os trabalhadores estarão expostos ao risco de queda e aí definir os equipamentos que serão necessários.

Já sobre o Equipamento de Proteção Individual (EPI) para trabalho em altura, a engenheira de SST do Seconci-MG, Andreia Kaucher Darmstadter, mencionou a importância das empresas se inteirarem sobre as zonas de perigo da obra. "Muitas empresas ainda não sabem o que comprar e porque comprar".

Inovações Tecnológicas

No último painel do evento, as autoras do livro trataram do tema Inovações Tecnológicas. A engenheira de materiais de produção e de SST, Franciele Boeng Mendes, elencou os desafios encontrados no monitoramento do ambiente de trabalho, como wi-fi e custos com a tecnologia. Aproveitou para alertar que não é porque o ambiente está sendo monitorado que o acidente pode não acontecer. "Precisa mudar a cultura. A tecnologia só vem auxiliar a tomada de decisão, para, de forma mais rápida, preservar a vida do trabalhador".

A engenheira civil, especialista em Desenvolvimento Industrial pelo Sesi Nacional, Renata Rezio e Silva, destacou a importância de usar o BIM em SST. "Ele permite identificar como serão os processos construtivos. É uma mudança de cultura da organização. Todos os envolvidos têm que estar envolvidos". Renata Rezio destacou que a ideia de utilizar o BIM em SST é fazer simulações para identificar, dentro do processo construtivo, quais são os perigos e ter ferramentas que emitam avisos registrados nos processos. "Se a ferramenta não consegue propor uma solução para eliminar o perigo, consegue, de forma antecipada, comunicar o trabalhador sobre a atividade que será executada e implantar medida de controle".  A solução está em desenvolvimento no Centro de Inovação do Sesi de Mato Grosso do Sul.

Já a engenheira civil, Rafaela Oliveira Rey, apontou os desafios da utilização do Drone na inspeção de segurança. Citou como possíveis barreiras a questão meteorológica e as altas construções e/ou fios da rede elétrica próximas ao canteiro de obras.

O painel foi mediado pelo especialista em Desenvolvimento Industrial e coordenador nacional dos Centros de Inovação do Sesi, Thiago Yhudi Taho, que reforçou a importância de as empresas redobrarem o monitorando de cenários possíveis para um ambiente de trabalho mais seguro.

Realizado pela CBIC, com a correalização do Sesi Nacional, o evento reuniu empresários e profissionais de Saúde e Segurança no Trabalho, representantes da Fiscalização do Trabalho e de órgãos de governo ligados a SST e profissionais da imprensa, no Windsor Brasília Hotel, em Brasília.

Ao final do evento, o presidente da CPRT/CBIC convidou os participantes para a 91ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção, que será realizado de 15 a 17 de maio, no Rio de Janeiro. Inscreva-se no Enic.

Veja a íntegra do evento no canal da CBIC no Youtube.
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