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Estatísticas
Número de acidentes no trajeto entre casa e trabalho aumenta

Beto Soares/Estúdio Boom
Data: 11/11/2014 / Fonte: Bom Dia Brasil

Aumentou o número de pessoas que sofrem acidentes no trajeto de casa para o trabalho. Só no passado, mais de cem mil trabalhadores tiveram de se afastar do emprego por causa desses acidentes de percurso.

A pessoa pode estar no próprio carro ou até no ônibus. Se estiver indo ou voltando do trabalho e sofrer um acidente, ele é considerado acidente de trabalho. Quem sofre o chamado acidente de trajeto tem direito ao auxílio-doença, porque muitas vezes precisa ficar meses afastado do trabalho.

E a Previdência Social está preocupada com o aumento na solicitação desse tipo de benefício. No ano passado, o gasto total com o pagamento do auxílio-doença chegou a quase R$ 2,3 bilhões.

Depois de oito anos de canteiro de obra e nenhum acidente no trabalho, Wesley Martins se acidentou em uma das voltas para casa. Ele quebrou a perna e ficou seis meses parado.

"Todo mundo naquela muvuca de entrar no ônibus, para ir embora, o alçapão do ônibus estava meio enferrujado, e chegou bem na minha vez e abaixou", conta o pedreiro.

O risco tem sido maior da porta do trabalho para fora. Os chamados acidentes de trajeto, quando a pessoa está indo para casa ou dar o expediente, aumentaram 5% de 2012 para 2013.

O pedreiro Wesley hoje vai com calma, pela calçada, e evita ônibus cheio. "Fica meio corrido, porque agora é horário de pico, as BRs devem estar movimentadas", afirma.

Segundo o Ministério da Previdência, a pressa, muitas vezes acompanhada da pressão sofrida no trabalho, mais a violência no trânsito vem aumentando os acidentes no caminho.

"Vem tendo um afastamento mais prolongado do trabalho e sequelas. Isso aumenta o custo para a Previdência", afirma o diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador Marco Perez.

Quem sofre um acidente no percurso de casa para o trabalho ou do trabalho para casa tem direito a auxílio-doença. A pessoa pode estar no próprio carro, de moto ou em transporte coletivo, não precisa ser na condução da empresa.

Já no local de trabalho, menos gente se acidentou. Houve uma redução pequena, de 2,2% de 2012 para 2013. O setor de serviços é o que tem mais vítimas, porque é o que mais emprega, segundo o governo.

Ezupério Durães dos Santos quase entrou para a estatística. Ele usou uma lâmina de jeito errado, mas foi-se a luva e ficaram os dedos. "Eu dei sorte que ela só cortou e atravessou, mas ela acaba prendendo o braço e acaba cortando mais", conta o açougueiro.

Na padaria, depois que uma funcionária caiu na escada, os degraus ganharam um antiderrapante. "Estava molhado a menina escorregou. Ela passou três dias no hospital, mas está tudo bem. A gente colocou a fita e está tudo certo", afirma o atendente Adriano Guilherme.

Os acidentes mais graves continuam sendo registrados na construção civil. Por isso, nas obras de uma construtora, o investimento em segurança e treinamento hoje é altíssimo. Desde 1995 não há registro de mortes.

A maior dificuldade é convencer os funcionários a usar os equipamentos. "Tendo em vista o grau de instrução muito baixo, a cultura, que ainda não é uma cultura prevencionista, então nós ainda temos muita resistência", explica o engenheiro de segurança no trabalho Eduardo Freitas Sampaio.

Na obra em que o Alex Ximenes trabalhava, ele mesmo era quem fiscalizava. O excesso de confiança o fez passar de um andaime para outro sem o cinto. Caiu de uma altura de 4 metros e está há 3 meses sem andar. Ficaram as sequelas e a lição: "Eu trabalhava sem medo. Hoje em dia eu tenho a percepção diferente, a gente tem que trabalhar com medo que a atenção redobra", ressalta o perfurador de concreto.

O INSS também paga o auxílio-acidente, que é 50% do salário. O benefício é para a pessoa que fica com sequelas e não pode exercer, no trabalho, a mesma função anterior ao acidente.

 

 

 

Assista a matéria exibida neste link.

Comentários
Isaquiel Ribeiro Denuncie este comentário
O que é preciso ser adotado, e que é bem trabalhoso seria as próprias empresas orientarem seus trabalhadores nessa questão, como por exemplo a pressa em chegar em casa/ ficar atento as leis de trânsito quando tiver usando seu transporte particular. Tem que pensar que só por que não esta dentro da empresa a pessoa não esta livre do acidente.
Outra coisa que tem que ser feita é as Prefeituras/Governo conscientizarem a população dessa conta astronômica que a previdência estar arcando e trabalhar também em políticas de prevenção. Um bom começo seria um melhor tratamento em nossas estradas que encontra-se em estado precário. Enfim se todos fizerem as suas partes com mais rigor acredito que podemos diminuir e muito essa conta da previdência.
Ronaldo Marcatto Denuncie este comentário
No meu ponto de vista o acidente de trajeto, também chamado de acidente de trabalho tipo 3, não pode ter as mesmas diretrizes dos acidentes de trabalho típicos e a mesma situação para as doenças do trabalho e profissionais. A caracterização do acidente de trajeto é complicada e, a meu ver, a maioria dos acidentes de trajeto hoje estão relacionados com os acidentes motociclísticos e, também em sua maioria, ou por extrema negligência do condutor do veículo no que tange às infrações de trânsito, como também, pelas más condições das vias públicas, portanto, mesmo concordando que o empregador deva proceder com a abertura da Comunicação do Acidente de Trabalho e prover o que determina a lei neste sentido, não considero justo a empresa arcar com todas as consequências da imprudência dos colaboradores infratores das leis do trânsito e muito menos, com a vergonha que denota nossas rodovias e estradas com péssima sinalização e pavimentação horrenda. Desta forma, pergunto: Em relação ao motorista infrator, não seria o caso de descaracterização automática do nexo visto tratar-se de uma irresponsabilidade do mesmo? Quanto as vias públicas, não seria o Estado a ser punido por não dar as condições ideais para o trânsito seguro? Traçando um paralelo com os típicos, não estamos falando de atos inseguros dos infratores e condições inseguras dos Estado?
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