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Doenças Ocupacionais
Voz: professores relutam em buscar ajuda
Data: 15/10/2012 / Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG

Belo Horizonte/MG- Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, um alerta: distúrbios vocais são uma das maiores causas de faltas ao trabalho entre os educadores. Cerca de 30% dos profissionais já tiveram alguma ausência relacionada a esse tipo de problema. No entanto, o tratamento só começa quando a doença atinge grau mais avançado. Os motivos para essa demora, geralmente, têm natureza social. "A disfonia causa vários inconvenientes que podem interferir no relacionamento dos professores com seus colegas e na busca por tratamento", afirma a fonoaudióloga Adriane Mesquita de Medeiros (foto), autora de tese defendida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG.

Adriane analisou os dados de 1980 professores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte, por meio de questionário sobre as condições de saúde e de trabalho, incluindo os distúrbios vocais. Além disso, entrevistou 18 professores encaminhados para tratamento no Ambulatório de Fonoaudiologia do Hospital das Clínicas da UFMG. Os resultados mostram que os professores relutam em procurar ajuda. Em geral, a primeira consulta acontece apenas quando o problema já está grave a ponto de limitar a atuação em sala de aula. "Professores que perceberam piora na qualidade da voz, ruído elevado na sala de aula e que tiveram alguma ausência recente devido a problemas na voz foram os que mais buscaram assistência", afirma a autora.

São vários os motivos para essa demora. Na rotina puxada dos professores, que muitas vezes trabalham em dois turnos, procurar tratamento já é um transtorno. As consultas periódicas, normalmente no horário de trabalho, podem exigir reorganização da escola para cobrir essas faltas, situação associada a desgaste com os colegas e diretoria. As ausências recorrentes também podem comprometer o aprendizado dos alunos, que percebem o ambiente conturbado. Em casos mais graves, pode até ser necessário diminuir a carga horária de trabalho ou o afastar-se complemente do ambiente escolar. "Assumir que está doente implica encarar problemas para o próprio professor e para a escola", explica a autora. "A negação é uma forma de não enfrentar essas situações."

Apesar de não procurar ajuda, os professores conhecem os riscos de forçar a voz e quais os cuidados devem ser tomados. As condições de trabalho, no entanto, costumam dificultar a adoção de uma rotina mais saudável. "Uma turma indisciplinada pode obrigar o professor a usar a voz para se impor, desgastando-se mais", exemplifica Adriane. "Outras situações fora de seu controle, como obras na escola durante as aulas, também forçam o uso inadequado da voz."

A saída, de acordo com a autora, seria a intervenção direta no ambiente de trabalho. Disponibilizar microfones, por exemplo, seria uma maneira de poupar a voz dos professores sem atrapalhar as aulas. A substituição dos quadros de giz por quadros brancos é outra medida eficaz para reduzir a ocorrência de problemas respiratórios - fator também relacionado a faltas e ao aumento na busca por assistência vocal. "O investimento em recursos didáticos que auxiliem no melhor uso da voz ajudaria bastante a diminuir o absenteísmo e o adoecimento de professores dentro da escola", afirma Adriane.

Serviço

Dimensões do distúrbio vocal em professores
Nível: Doutorado
Autora: Adriane Mesquita de Medeiros
Orientadora: Ada Ávila Assunção
Coorientadora: Sandhi Maria Barreto
Programa: Saúde Pública
Defesa: 5 de setembro de 2012

Foto: Faculdade de Medicina da UFMG

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