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Acidentes do Trabalho
Obra em que operários morreram soterrados segue interditada, em GO
Data: 13/08/2016 / Fonte: G1

Goiânia/GO - Equipes da Defesa Civil e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) fizeram uma nova vistoria, na manhã deste sábado (13), na obra em que dois operários morreram soterrados, em Goiânia. A construção, considerada irregular por falta de alvarás, passa por adequações para contenção do solo, mas segue interditada.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Cidicley Santana, os responsáveis pela obra de ampliação de uma clínica médica, no Setor Sul, já conseguiram concluir cerca de 50% do trabalho necessário para evitar novos desabamentos de terra.

"Constatamos que os serviços de contenção estão em andamento, mas, por se tratar de um trabalho complexo, a construtora pediu mais prazo para conclusão. Assim, estendemos esse prazo até quarta-feira [17] pela manhã, quando faremos uma nova vistoria no local", explicou ao G1.

Os dois operários morreram enquanto trabalhavam na obra na última quarta-feira (10). Carlito Francisco dos Santos, de 39 anos, e Wender César de Oliveira, também de 39, estavam escavando o terreno quando um barranco cedeu, e uma grande quantidade de terra caiu sobre eles. As duas vítimas foram encontradas sem equipamentos de segurança.
Santana destacou que a Rua 124, no Setor Sul, seguirá totalmente interditada até a próxima análise. "Comuniquei à SMT [Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte] que a rua precisa continuar fechada até que fique comprovado que há segurança na obra", explicou.

Já o gestor do departamento técnico do Crea-GO, Edvaldo Maia, explicou que a obra será liberada pelos órgãos quando for constatado que há condições seguras, porém, isso não significa que a construção poderá ser retomada.
"Além dessa questão da segurança, existem embargos administrativos, da Prefeitura de Goiânia e do Ministério Público do Trabalho [e Emprego]. Sendo assim, a obra só poderá andar normalmente depois que todas as pendências forem sanadas. Mas, neste momento, a nossa preocupação é em restabelecer um ambiente seguro para que os operários possam trabalhar, assim como para os pedestres e vizinhos", destacou.

Maia explicou, ainda, que a empresa responsável pela obra contratou uma equipe especializada em contenção do solo. "Constatamos que as recomendações feitas durante a outra vistoria, na quinta-feira [11], estão sendo atendidas. Então está sendo construída uma estrutura provisória para evitar novos desabamentos", disse.

Adequações
Na ocasião da primeira vistoria, o responsável técnico da obra, o engenheiro Sidney Borges, informou à TV Anhanguera que todas as medidas que foram indicadas pela Defesa Civil e pelo Crea-GO estavam sendo tomadas.
Em nota enviada ao G1, diretoria da Clínica do Esporte informou que acompanhou a nova vistoria deste sábado e destacou que "os técnicos do Crea e Defesa Civil conferiram in loco o andamento do projeto de contenção, que é realizado em duas frentes. Desde o acidente, houve o reaterro do local, garantindo a estabilidade do terreno, de todos prédios em volta do local e também a segurança da via. A segunda parte do projeto de contenção, que teve início neste sábado, 13 de agosto, envolve a execução de estacas justapostas em concreto armado em todo o perímetro da obra para reforçar a sua estabilidade de forma definitiva".

Ainda segundo a nota, "numa decisão conjunta com os técnicos do Crea-GO e da Defesa Civil, ficou acordado que a Rua 124 ficará interditada pelo menos até a manhã da próxima quarta. A manutenção da interdição, no entanto, ocorre somente por uma questão logística, para facilitar a entrada e saída dos caminhões de terra e concreto, bem como o trabalho dos operários no local. Reforçamos que a Rua 124, bem como todo o perímetro da obra, está com o terreno completamente estabilizado".

A Clínica do Esporte diz que continua "a prestar todo o suporte aos familiares das vítimas, que estão recebendo assistência social e vão receber também uma assistência psicológica. Além disso, a clínica determinou a realização de uma sindicância interna para apuração de toda a documentação referente à obra e averiguação sobre os motivos que levaram às irregularidades em alguns destes documentos. Nesse sentido, a empresa mais uma vez reforça que não irá se eximir de suas responsabilidades, prestando toda a assistência aos familiares das vítimas e promovendo todas as correções e reparações para regularizar completamente a obra".

Irregularidades
O secretário Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplan), Sebastião Ferreira Leite, disse na última quinta-feira (13) que a construção não tinha os alvarás necessários para funcionar.

Ele explicou que os responsáveis entraram com um projeto em janeiro e a secretaria pediu que fossem tomadas providências, o que só foi atendido em julho.

"Eles entraram com um projeto em janeiro. Em abril, nós determinamos que eles fizessem correções no projeto, entre elas um pedido de alvará de demolição. O projeto ficou arquivado porque eles não tomaram essa providência. Somente agora, no dia 14 de julho, eles entraram com o alvará de demolição, que estava no prazo para mandar fazer a vistoria nesta semana pela prefeitura", afirmou.

Falta de proteção
No dia do soterramento, o Corpo de Bombeiros disse que os operários foram encontrados sem os itens obrigatórios de proteção. "Da mesma forma que encontramos o primeiro, encontramos o segundo: sem capacete, sem nenhum tipo de equipamento de segurança", disse o tenente coronel Alculano Calixto.

A mulher de um dos operários que morreu soterrado enquanto trabalhava em uma obra reclamou da segurança no local. "Eu não queria que ele morresse desse jeito, soterrado. Tinha que ter mais segurança nesses serviços", disse a esposa de Carlito, Zélia de Oliveira, chorando.

Porém, a Clínica do Esporte disse que "todos os trabalhadores, mesmo os empreiteiros terceirizados, têm a sua disposição os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e contam com a supervisão de um técnico de segurança do trabalho no local, conforme preconizam as normativas".

Os corpos das vítimas foram enterrados na tarde de quinta-feira em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Os parentes afirmaram que os operários eram amigos há 15 anos e, por isso, os parentes decidiram sepultar os corpos lado a lado.
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