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Acidentes do Trabalho
Celpe é condenada por acidentes graves e fatais de trabalho
Data: 04/07/2013 / Fonte: MPT-PE

Recife/PE - Atendendo ao pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região condenou, na quarta-feira (3), a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) por terceirização ilícita. Além de perda salarial e jornada exaustiva, a prática tem acarretado ao longo dos anos a elevação dos índices de acidente de trabalho graves e fatais, motivo pelo qual o TRT imputou multa de R$ 2 milhões de reais por dano moral coletivo.

A decisão judicial do TRT foi em face de ação civil pública movida pelo MPT em novembro de 2011, de autoria da procuradora do Trabalho Vanessa Patriota da Fonseca. A ação havia sido julgada procedente em primeira instância, tendo a Celpe recorrido.

De acordo com a decisão, a Celpe terá que registrar todos os empregados ilicitamente contratados por meio de empresas interpostas, com data retroativa ao início de suas atividades na empresa; pagar as diferenças salariais e recolher Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e contribuição previdenciária decorrentes do registro; regularizar o meio ambiente de trabalho abstendo-se de substituir eletricista por ajudante de eletricista, fornecendo equipamento de proteção individual (EPI) adequados, respeitando a jornada máxima permitida por lei, dentre outros.

A ação do MPT foi amparada por relatório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego que demonstrou que após a privatização da empresa foi acentuado o processo de contratação de trabalhadores, inclusive eletricistas, por empresas terceirizadas para realizarem serviços essenciais e permanentes da Celpe. Entre os anos 1997 e 2010, enquanto a empresa expandiu a rede de usuários, saindo de menos de dois milhões para o atendimento de mais de 3,1 milhões de consumidores, o número de empregados diretamente contratados por ela passou de 3.970 (em 1997) para 1.796 (em 2010). Já a quantidade de "terceirizados" foi quase triplicada entre 2000 e 2010, passando de 1.900 para 5.498.

Entre os que trabalham diretamente no sistema de distribuição de energia elétrica, exercendo a função de eletricista (1.994), ou ajudante de eletricista (513), apenas 385 são diretamente contratados pela CELPE como empregados, representando cerca de 15% do total.

Ficou comprovado que a Celpe estabelece meta de produtividade até mesmo para os eletricistas, que desenvolvem atividade perigosa, e essas metas são difíceis de serem atingidas - o que aumenta a pressão em cima dos trabalhadores. "A pressa faz com que o trabalhador se descuide em relação aos procedimentos de segurança, aumentando o risco da atividade e a situação se agrava pela fadiga, pois os eletricistas precisam percorrer grandes distâncias, subir em postes e escadas, quer chova quer faça sol, com a utilização de pesados EPIs, e laborando com jornadas excessivas, até mesmo exaustivas", disse Vanessa. A análise dos registros eletrônicos do banco de dados da concessionária demonstrou os excessos de jornadas dos eletricistas.

Ainda foi constatada a substituição ilegal de eletricista por ajudante de eletricista, a ausência de treinamento para vários trabalhadores e a existência de eletricista até mesmo analfabeto - o que é proibido por norma regulamentadora do Ministério do Trabalho.

A análise de dados apresentados pela própria empresa à fiscalização do trabalho ou extraídos do site da Fundação Coge demonstra que o índice de acidentes de trabalho é três vezes maior entre os trabalhadores contratados por empresas interpostas em relação aqueles diretamente contratados pela Celpe. "Para piorar o quadro, quando se compara a gravidade dos acidentes, resta evidente que os mais graves ocorrem entre os `terceirizados` com maior frequência", disse.

"Embora a contratação dos trabalhadores tenha sido transferida para outras empresas, a Celpe tem conhecimento de todas as irregularidades por elas praticadas, já que controla a jornada de trabalho dos empregados contratados pelas prestadoras de serviços, diz como os serviços devem ser realizados, interfere na seleção de empregados, determina a dispensa de trabalhadores que não estejam lhe agradando, fornece grande parte dos materiais e equipamentos utilizados pelas empresas, etc.", explicou a procuradora.

Foto: Sergio Miotto (imagem meramente ilustrativa)


 

Comentários
Mauricio Denuncie este comentário
Com a palavra a ANEEL!. Porque que tem umas que são organizadas, cuida bem dos "seus", e tem outras que demonstra; TÔ NEM AÍÍÍ!, numa atividade tão PERICULOSA como é, e com esse diferencial todo em relação uma das demais. Durma com um barulho destes.
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