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Memória
Vivas à Fundacentro
Entidade lança livro com a história dos seus 50 anos de existência

Em 26 de abril passado, comemorando antecipadamente o Dia Mundial das Vítimas de Acidentes do Trabalho, a Fundacentro (Fundação Jorge Duprat de Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho), aproveitou para lançar o livro com o resumo dos seus 50 anos de existência.

A cerimônia contou com algumas autoridades do setor, que foram recepcionadas pelo presidente da entidade, Paulo Arsego, a quem tive a oportunidade de ser apresentado. Jovem prevencionista, orador loquaz e suficientemente capacitado para dirigir os destinos da instituição que, infelizmente, é pouco valorizada, por conta dos enormes serviços já prestados, em prol da saúde do trabalhador Brasileiro.

O livro, que pode ser baixado gratuitamente no site da entidade (www.fundacentro.gov.br), é de leitura obrigatória por todos aqueles que militam no setor de SSO. Organizado por um grupo de servidores da Fundação e redigido pela jornalista Cristiane Reimberg, é uma volta ao passado no mundo da prevenção. Particularmente a mim, a publicação toca profundamente, afinal de contas meu falecido pai - doutor João Emílio de Bruin - foi o primeiro diretor administrativo da Fundação que foi criada em 1966. Servirá como uma rica fonte de subsídios para as próximas colunas que pretendo escrever.

ORIGEM
A Fundacentro - cujo nome de batismo era Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho - teve sua origem por meio da Lei nº 5.161, de 21 de outubro de 1966. Vários fatores foram fundamentais para o nascimento da entidade, todavia a OIT (Organização Internacional do Trabalho) talvez tenha sido a mola propulsora ao fomentar, em nível mundial, a criação de institutos voltados ao estudo da Saúde no Trabalho. A primeira entidade dedicada a esse tipo de pesquisa foi a Clínica del Lavoro, de Milão, fundada em 1904, na Itália.

Foi em 1964 que ocorreram duas ações anteriores à criação da Fundacentro que tiveram papéis importantes para esse desfecho. Na quinta edição do Congresso Americano de Medicina do Trabalho, realizado entre 15 e 21 de março em São Paulo, a mesa diretora do evento formada por Joaquim Augusto Junqueira, Bernardo Bedrikow, Diogo Pupo Nogueira, Emílio Santiago de Oliveira e Nilo Gordo Vergueiro, apresentou ao governador do Estado de São Paulo, Adhemar de Barros, o estudo preliminar de um projeto de lei para a criação de um instituto de Saúde Ocupacional na USP (Universidade de São Paulo).

O objetivo da instituição, segundo o projeto apresentado, seria o de realizar pesquisas, prestar serviços, promover ensino, treinamento e divulgação para a proteção da saúde dos trabalhadores. Haveria três setores básicos de atuação: o de Segurança do Trabalho, voltado para a prevenção dos riscos dos acidentes laborais; o de Higiene do Trabalho, que teria como enfoque a prevenção dos riscos à saúde decorrentes do ambiente, métodos, natureza e condições de trabalho; e, por fim, o de Medicina do Trabalho, que faria o reconhecimento dos efeitos nocivos do trabalho sobre os indivíduos, determinando medidas para a manutenção e promoção da saúde dos trabalhadores.

Nesse ponto, até por conta da falta de espaço físico, vamos fazer um intervalo, prometendo contar, ao longo das próximas publicações um pouco mais da história dos 50 anos da Fundacentro. Na verdade, ela se confunde com o desenvolvimento de tudo aquilo que podemos chamar de idealismo pela prevenção de acidentes. Os fatos narrados no livro não podem jamais ser esquecidos ou deixados de lado. Pelo contrário, a divulgação se faz necessária para que não se cometam injustiças com aqueles que nos antecederam e que muito fizeram em proveito da saúde do trabalhador brasileiro.

*Coluna publicada na edição 306, junho de 2017.





Luis Augusto de Bruin
- Especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário, professor em cursos de formação de Técnico de Segurança do Trabalho e consultor de empresas na área de políticas de prevenção.
 
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