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Memória
Teoria de Heinrich
Teoria de Heinrich

Método de cálculo do custo dos acidentes do trabalho completa 87 anos


Uma dúvida assaltava aos recém-formados profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho tão logo houve a publicação da Portaria nº 3214, em junho de 1978, com suas normas regulamentadoras. A questão era: como calcular os custos oriundos dos acidentes do trabalho? Tratava-se de um fator fundamental, afinal de contas as empresas só iriam se conscientizar e investir em prevenção se tivessem a noção exata dos prejuízos financeiros causados pelos infortúnios laborais.

Nessa época, então, se adotou a famosa Teoria de Heinrich, que preconizava que o custo indireto dos acidentes era representado por quatro vezes o custo direto. Fórmula simplista, mas muito útil na época, visto que, atualmente, sabemos que o valor gasto com uma ocorrência desta natureza é infinitamente maior do que essa conta matemática. Basta dizer que a OIT informou, em estudo recente, sobre o fato de que as despesas relativas aos acidentes podem chegar à 4% do PIB (Produto Interno Bruto) de um país - no caso do Brasil, esse valor representaria algo em torno de 200 bilhões de reais.

Mas quem, então, foi Heinrich, o inspirador desta fórmula?

CAUSA DOS INFORTÚNIOS
Herbert William Heinrich foi considerado como um dos pioneiros da segurança industrial nos Estados Unidos. Nascido em 1886, faleceu em 22 de junho de 1962. Ele era o Superintendente Adjunto da Engenharia e Divisão de Inspeção de Travelers Insurance Company, quando publicou, em 1931, o seu livro Industrial Accident Prevention. No compêndio, Heinrich deixava muito claro o seu ponto de vista de que todo o acidente teria uma causa ou várias delas e, em nenhuma hipótese, ele simplesmente acontecia. Combatia fortemente a tese da fatalidade.

Heinrich imaginou demonstrar a ocorrência dos infortúnios com o auxílio de cinco pedras de dominós que representavam: a personalidade, as falhas humanas, as causas dos acidentes, o acidente em si, e as lesões.

A partir dessa teoria, o também engenheiro Frank Bird Jr. aprimorou a relação de Heinrich, analisando mais de 90 mil acidentes na siderúrgica Luckens Steel, entre 1959 e 1966. A proporção desenvolvida por Bird em seu estudo era de 500:100:1, ou seja, para cada 500 acidentes com danos à propriedade ocorrem 100 acidentes com lesão leve e um com lesão incapacitante. Bird observou que além dos acidentes com lesões pessoais da teoria de Heinrich, ocorriam também acidentes sem lesão, mas que causavam perdas e danos à propriedade ou à empresa. O estudo de Bird foi denominado "Controle de Perdas".

Embora Heinrich fizesse a associação de que a grande maioria dos acidentes e lesões era baseada em fatores humanos, ele também incentivava que os empregadores fizessem o controle dos riscos de suas empresas. Ele dizia: "Não importa quanto fortemente os registros estatísticos enfatizem falhas pessoais; é imperativo reconhecer a correção e a eliminação dos perigos físicos". É também de vital importância, a atividade educativa no sentido de mostrar aos trabalhadores sobre os tipos de riscos a que eles estão expostos.

Com base em todos esses estudos, foi introduzida no Brasil, em 1975, a NB 18 (Norma Brasileira 18), posteriormente substituída em fevereiro de 2001, pela NBR - 14.280 que trata do Cadastro de Acidentes do Trabalho - Procedimentos e Aplicação. Esse último documento é que veio aperfeiçoar as maneiras e fórmulas para um efetivo cálculo do custo dos acidentes, aposentando de vez a singela metodologia de Heinrich do 4 x 1.

*Coluna publicada na edição 325, janeiro de 2019.




Luis Augusto de Bruin
- Especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário, professor em cursos de formação de Técnico de Segurança do Trabalho e consultor de empresas na área de políticas de prevenção.
 
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