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Memória
Rol dos mestres
Considerado o pai da Medicina do Trabalho, Bernardino Ramazzini mudou a história

Nestes tempos de eSocial, em que o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) será um dos pilares no fornecimento de informações do sistema, cabe, além de enfatizar a importância do serviço médico dentro das empresas, contar um pouco da história da Medicina do Trabalho, especialmente do doutor Bernardino Ramazzini.

Existem informações, quando se trata de socorro ocupacional, sobre o fato de que Hipócrates (460 a.C. a 370 a.C.) foi o primeiro a observar uma doença profissional. Na época, se tratava de cólica, que se dava pela extração de metais como chumbo. Seguido por Plínio, o Velho (23 a 79), um médico romano que constatou o envenenamento pelo mercúrio, doença comum aos escravos do Império.

Registros históricos também apontam para Georg Bauer (1494 - 1555), com estudos relativos às doenças que eram contraídas pela extração de minérios metálicos, no caso do ouro e da prata, de grande importância também porque descreveu sobre as dificuldades de respirar e a destruição dos pulmões causados pela inalação de poeiras. Isso sem falar da contribuição de Paracelsus (1493 - 1541), a quem é creditada a criação do elemento Zinco, sendo mentor da Toxicologia, que lançou o conceito de que o veneno depende da dose.

TRAJETÓRIA
Bernardino Ramazzini, médico italiano, por muitos considerado o pai da Medicina do Trabalho, nasceu na cidade de Carpi, na Itália, em 4 de outubro de 1633 e faleceu em Pádua em 5 de NOVEMBRO de 1714. Foi responsável pelo primeiro tratado sobre enfermidades profissionais. O estudo teve como título De morbis artificum diatriba, traduzido para o português como "As doenças dos trabalhadores". Ramazzini também era formado em Filosofia. Passou a exercer a Medicina em Canino y Marta, no Ducado de Castro, onde contraiu malária em 1663, voltando para sua cidade natal e permanecendo lá até a década seguinte. Atuou, convidado pelo Duque Francesco d’Esta, como professor da Faculdade de Medicina de Módena, na Itália.

Ramazzini foi mais a fundo no campo das doenças profissionais. Visitava e acompanhava as tarefas dos obreiros, desde suas condições, posturas e ambientes de trabalho. Pesquisou profissões jamais avaliadas por outros médicos. Ele se empenhava em tratar seus pacientes e sua preocupação ia além da enfermidade. Observava a agilidade com que os trabalhadores limpavam a fossa de sua casa, chegando a diagnosticar uma inflamação nos olhos dos operários. A partir daí, encontrou muitos casos semelhantes entre pessoas da mesma classe e interessou-se cada vez mais pelo assunto.

A mineração também lhe trazia especial atenção. A extração de metais causava várias doenças pulmonares. A silicose já havia sido descrita por ele juntamente com a pneumoconiose. Por conta de sua dedicação exacerbada à causa, era motivo de chacota por parte de outros médicos. Foi também precursor da Ergonomia, por apontar posturas errôneas e viciosas, que causavam problemas ósteo-articulares. Não parou com suas observações, indo além quando mencionou o ruído como causa de efeitos danosos para a audição.

Entre as várias contribuições de Ramazzini estão: a atenção adequada ao trabalhador no momento da consulta; o aprofundamento no estudo dos fatores sociais como causa do surgimento de doenças; a defesa da adequação das condições e ambientes de trabalho. O médico italiano morreu no dia 5 de novembro de 1714 numa circunstância de extrema dignidade. Ao vestir a beca para mais uma aula, ele desmaiou e ficou inconsciente falecendo logo depois. Foi enterrado num túmulo anônimo em uma das igrejas de Pádua, cidade onde residiu no final de sua vida.

*Coluna publicada na edição 321, setembro de 2018.

** Errata: Diferentemente do que foi informado na coluna Memória da edição 321 da Proteção, publicada na página 34, Hipócrates viveu de 460 a.C. a 370 a.C.



Luis Augusto de Bruin
- Especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário, professor em cursos de formação de Técnico de Segurança do Trabalho e consultor de empresas na área de políticas de prevenção.
 
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