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Memória
Não podemos desistir
Não podemos desistir

Apesar de tudo, devemos continuar firmes na busca pela preservação da vida e da saúde


Outro dia contamos a história de Álvaro Zocchio, considerado o primeiro Inspetor de Segurança do Trabalho do Brasil, esperando que ela pudesse servir como contribuição para o enriquecimento do currículo dos cursos de formação de profissionais da área. Apesar disso, com tristeza, verificamos que, infelizmente, a informação foi ignorada por todas as escolas, mas nós não podemos desistir.

Apesar do Brasil ainda ocupar a desonrosa colocação de um dos países que mais vitima trabalhadores no mundo por acidentes do trabalho, com oficialmente mais de 700 mil ocorrências anuais, sendo que, recentemente, assistimos em Brumadinho/MG um dos infortúnios laborais com recorde de vítimas fatais. Ainda que, aliado a estes fatos, significativa quantidade de empresas considere que despesas com prevenção são gastos inúteis e não investimentos cujo objetivo primordial é o de preservar a saúde, a vida de milhares de pessoas, equipamentos e instalações, mesmo assim, não podemos desistir.

Apesar de já ter sido provado e comprovado, com o passar dos anos, que o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual já evitou consequências extremamente danosas para a vida e a integridade de diversos trabalhadores, eles ainda não têm tido a valorização necessária. Até pelo contrário, estão sendo discriminados como se nada tivessem para oferecer nas políticas de prevenção. Mas, mesmo assim, não podemos desistir.

Apesar de que na época da edição das Normas Regulamentadoras, há mais de 40 anos, ter sido acordado que elas sofreriam uma revisão pelo menos a cada dois anos, ainda convivemos com - praticamente - o texto original da NR 15 - Atividades e Operações Insalubres. Já passou da hora de haver uma revisão completa desta legislação, uma vez que os limites de tolerância nela contidos encontram-se completamente ultrapassados e desatualizados, colocando em risco a saúde e a segurança dos trabalhadores. Todavia, ainda assim, não podemos desistir.

ENFRAQUECIMENTO
Apesar de ainda existirem empresas com mentalidade distorcida, retrógrada e antiga de que o profissional de Segurança e Saúde do Trabalho deva, também, entre outras coisas, ser o responsável pela faxina na empresa, por cuidar do refeitório, por zelar pela jardinagem, para ser entregador de EPIs. Além de cuidar da "farmacinha", fornecendo aos trabalhadores analgésicos e antiácidos, desvirtuando totalmente a função de quem deve, de maneira única e exclusiva, se dedicar à prevenção de acidentes, nós não podemos desistir.

Apesar de no dia 7 de NOVEMBRO de 2011, portanto há quase oito anos, ter sido lançado, com pompa e circunstância, pelo Governo Federal, através do Decreto Lei 7.062, a PNSST (Política Nacional de Saúde e Segurança do Trabalho), que tinha entre os seus objetivos a promoção da saúde, a melhoria da qualidade de vida do trabalhador e a eliminação dos riscos advindos da atividade laboral, nada disso foi para frente. Aliás, teria sido uma exceção se isso acontecesse, uma vez que as autoridades do nosso País pouco ou quase nada têm feito na área de prevenção de acidentes. Mas, independente disso, não podemos desistir.

Apesar de, neste instante, estarmos vendo o enfraquecimento de uma das entidades mais representativas em termos de pesquisa e aprimoramento dos métodos de prevenção de acidentes no Brasil que é a Fundacentro (Fundação Jorge Duprat de Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho). Organização esta que, a cada dia, perde profissionais e vê suas filiais sendo fechadas nos estados da Federação, nós não podemos desistir.

Nós não podemos desistir porque atuar na Saúde e Segurança no Trabalho é uma vocação. Bem aventurados são as milhares de pessoas que se dedicam, diariamente, à tarefa de preservar a integridade de muitos e evitar mortes. O profissional de SST faz a diferença na vida de muita gente.

*Coluna publicada na edição 329, maio de 2019.




Luis Augusto de Bruin
- Especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário, professor em cursos de formação de Técnico de Segurança do Trabalho e consultor de empresas na área de políticas de prevenção.
 
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