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Entrevistas
VICENTE PAULO DA SILVA - Deputado comenta expectativas sobre a Frente Parlamentar em prol da prevenção de acidentes

Tendo atuado como metalúrgico na década de 1980, o deputado federal Vicente Paulo da Silva - conhecido como Vicentinho -, viu muitos colegas perderem membros do corpo e até a vida durante atividades laborais. Esta foi uma das razões pelas quais se tornou líder sindical anos depois, canalizando esforços para a melhoria das condições de trabalho em diversas metalúrgicas, especialmente na região denominada Grande ABC, no entorno da capital paulista. Participou do momento de fortalecimento das CIPAs que, em parceria com o movimento sindical, fizeram a diferença na luta por conquistas para os trabalhadores. Em 2013, vislumbrou, durante reunião realizada junto à Fenatest (Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho) e ao Sintesp (Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo), uma maior sensibilização dos parlamentares sobre a área prevencionista, culminando no lançamento da Frente Parlamentar pela Segurança e Saúde no Trabalho, em 27 de NOVEMBRO de 2013. Neste clima de expectativas e desafios, Vicentinho concedeu entrevista à Proteção, abordando sua trajetória e interesse pela SST, objetivos da nova Frente e ações a serem realizadas no âmbito do Parlamento para dar mais visibilidade ao setor - gerando, assim, redução de acidentes e doenças ocupacionais.

Fale um pouco sobre sua história e de que maneira o senhor teve contato com a Segurança do Trabalho.

Nasci no município de Santa Cruz no Rio Grande do Norte. Cheguei a SP em 1976, mesmo ano em que entrei em uma metalúrgica pequena chamada Tamet, uma empresa de estamparia. Essa empresa teve muitos acidentes ocupacionais, usava ferramental velho comprado da Ford. Via pessoas perderem dedos e mãos quase todos os dias. Via gente morrendo. Isso fez com que eu adquirisse certa sensibilidade quanto a esta questão. Nós denunciávamos, no sindicato, as atitudes de risco das chefias. Mas também, esta questão da denúncia, era muito difícil sair na imprensa. Naquele período, tínhamos poucos equipamentos de segurança, pouca estrutura para prevenir. Isso foi de 1976 a 1978. Depois, em 1978, entrei na Mercedez-Benz e lá fiquei por 25 anos. Foi ali que me transformei em um dirigente sindical. O Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e sua diretoria tinham sido cassados [pela Ditadura Militar], eu já era diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema desde a época da Tamet. Precisávamos de uma nova diretoria, e eu era tão atrevido que me convidaram para participar.

Em 1981, depois das grandes greves de 1980 - sobre as quais me dediquei completamente -, fui convidado para ser vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. Passei a -participar, portanto, da luta sindical e a minha relação com a CIPA naquele período era tática. Não indicávamos trabalhadores para a CIPA porque eles queriam se especializar em SST. A grande verdade é que as perseguições eram tantas que estimulávamos os companheiros a participarem das eleições nas CIPAs para terem garantia no emprego, não serem demitidos e se transformarem em militantes sindicais. Com a continuidade dos acidentes de trabalho em várias outras empresas, com o sindicato acompanhando aquela realidade, começamos a discutir o verdadeiro papel da CIPA - que era cuidar efetivamente da prevenção, da saúde do trabalhador. E a CIPA começava a cumprir, para nós do sindicato, um papel fundamental na preparação, no fortalecimento da Semana Interna de Prevenção de Acidentes. Foi uma ação do nosso sindicato que fez com que, em 1989, fosse introduzido um capítulo na nova Constituição Paulista, afirmando que trabalhadores poderiam parar qualquer produção, qualquer máquina diante do iminente risco de acidente.

ENTREVISTA À JORNALISTA
Priscilla Nery

FOTO
Dino Santos

Confira a entrevista completa na edição 266 da Revista Proteção

 
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