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Entrevistas
RICARDO SERRANO - Ergonomista destaca a abordagem vivencial para a melhoria dos ambientes de trabalho

Com três décadas de experiência no desenvolvimento de ferramentas que contribuem para ambientes de trabalho mais ergonômicos, Ricardo Serrano já atuou em diversos setores - de supermercados a portos e esgotos. Desde o início de sua carreira, o atual tecnologista da Fundacentro observou a carência de projetos ergonômicos dentro das instituições Brasileiras, o que provocou seu interesse em promover mudanças. O designer acredita que, independente do local ou atividade realizada, as transformações necessárias passam por uma proximidade com o trabalhador. "Um dos propósitos do meu trabalho é tentar fazer um diagnóstico das principais irregularidades existentes, não só no posto como nas condições e na organização do trabalho. Quando vou desenvolver um produto ou mudar um ambiente, o trabalhador dá muitas dicas importantes", afirma.

Nesta entrevista concedida à Proteção, Serrano compartilha um pouco de sua vivência, passando por parcerias bem-sucedidas, como na área de calçados e vestuário - que levou à proposta de um anexo a respeito destes setores na Norma Regulamentadora 17 (Ergonomia).  Por enquanto, o Ministério do Trabalho não sinalizou sobre a demanda que foi entregue durante audiência pública realizada em 2010.

O senhor é professor do curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho na Universidade de São Paulo (POLI/USP). Qual a importância de uma abordagem prática da Ergonomia?

Sempre trabalhei conversando com o trabalhador e propondo sugestões que, com a participação dele, podem mudar o ambiente, trazendo condições de trabalho mais seguras, mais eficientes e confortáveis. Levo meu trabalho mais para a prática buscando correções com a participação do trabalhador. Exemplo disso é uma aula que ministro na Universidade de São Paulo (USP), mostrando situações de trabalho, como uma casa de farinha ou oficina de costura. Os alunos aprendem a identificar os problemas e, para cada questão, vão buscar uma solução prática, a fim de tornar o ambiente mais confortável e seguro, fazendo uma transformação ergonômica. Eles não vão só escrever, aprender a fazer um relatório e elaborar uma solução prática [maquetes, protótipos]. Os alunos ficam bem à vontade, aprendem realmente e saem muito felizes. Entre as soluções que apresentam para as questões ergonômicas, observo muita coisa interessante, que se fosse aplicada nas empresas em geral, traria muito benefício para a saúde do trabalhador. Eles têm muita criatividade. Tenho mais de 30 anos na profissão, e claro que aprendi no meio acadêmico também, mas consegui me aperfeiçoar no chão de fábrica, aprendi na prática, na elaboração das modificações dos ambientes. Teoria é interessante para que possamos consultar, mas um empresário quer saber é o que eu faço, porque é que eu faço assim, o que isso traz de benefício, o que isso muda na segurança do trabalhador.

Qual sua percepção sobre o desenvolvimento de produtos e projetos ergonômicos para os ambientes de trabalho?

Há uma frase interessante que diz: `o melhor foi feito no futuro. Tudo o que estamos fazendo hoje, mais para frente vai ser modificado`. O próprio avanço da tecnologia, da necessidade de se fazer o trabalho, acaba mudando. Se observarmos uma estação de trabalho, veremos o quanto mudou o conceito de ergonomia, de organização do trabalho. Um checkout de supermercado, por exemplo, não contava com código de barras há alguns anos, até que entrou a leitura eletrônica para facilitar a forma de se trabalhar. É lógico que, ao mesmo tempo em que há uma inovação tecnológica, surgem outros tipos de problemas que precisam ser administrados, mas os projetos têm evoluído. Antes, não tínhamos um controle de qualidade muito acentuado sobre o que se fabricava. Hoje temos. Sabemos que a matéria-prima de qualquer produto é de suma importância. Se eu comprar uma cadeira, uma mesa de péssima qualidade, com material inadequado, vou ter durabilidade muito menor e estarei gastando dinheiro à toa. Ao elaborarmos um produto, temos que levar em consideração vários requisitos; o primeiro é a necessidade do trabalhador.

ENTREVISTA À JORNALISTA
Priscilla Nery

FOTO
Valdir Lopes

Confira a entrevista completa na edição 267 da Revista Proteção

 

 
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