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Entrevistas
Laerte Sznelwar: Médico une olhar sobre organização, ergonomia e psicodinâmica
ENTREVISTA: LAERTE IDAL SZNELWAR
Entrevista concedida à jornalista Cristiane Reimberg
Foto: Cristiane Reimberg

Médico une olhar sobre organização, ergonomia e psicodinâmica

O professor da USP Laerte Idal Sznelwar se define como uma pessoa que não se conforma com certas situações. Essa inquietação acabou guiando a escolha da especialidade em que iria atuar. Optou por Medicina do Trabalho para "entender um pouco mais a sociedade e a vida das pessoas". Na atuação, sentia-se frustrado ao fazer diagnósticos já irreversíveis. Percebeu que para mudar o trabalho, a engenharia tinha o papel principal. Como não bastava a medicina, enveredou-se pela Ergonomia. A isso juntou o gosto pelas questões psíquicas e aproximou-se da psicodinâmica do trabalho. Estudou na França e de volta ao Brasil, com doutorado em ergonomia, foi dar aula na POLI, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Realiza pesquisas que unem as visões da ergonomia, da psicodinâmica do trabalho e da organização do trabalho. "Existe um trabalho doente no mundo, que desconsidera as características humanas no sentido de permitir que as pessoas se desenvolvam e construam a sua saúde", alerta. Por isso, dedica-se à transformação. As ações devem ser pensadas desde o projeto, e é preciso que a Saúde e a Segurança tenham visão de produção.

Proteção - Qual o impacto da organização do trabalho na saúde?
Laerte
- A forma como um processo de produção é definido induz a sua maneira de organizar. Dificilmente você poderá fazer um grupo semi-autônomo em uma linha de montagem tradicional, porque ela fragmenta o processo, divide as tarefas a que as pessoas estão submetidas, de maneira que seja compatível com esse tipo de racionalidade. Já se eu trabalho em uma célula, posso trabalhar em equipe com mais autonomia. A segunda questão é como dividir um conjunto de tarefas. É preciso definir os tempos de trabalho, os ritmos, as relações hierárquicas, as possibilidades de contato que as pessoas têm. É evidente que tudo isso gera um impacto enorme na saúde, tanto para promovê-la quanto para criar problemas para as pessoas. Se eu tenho um sistema de produção onde o que o trabalhador precisa fazer é algo muito restrito, muito definido no tempo, em que eu não deixo nenhuma margem de manobra para ele, estou restringindo, inclusive, a possibilidade que ele tem de ajustar a atividade em relação a sua fadiga e às demandas que chegam. Dependendo de como o trabalho é organizado, pode-se criar uma série de impedimentos. Por isso, a sua organização é chave nessa discussão.

Proteção - Também há uma relação entre a organização do trabalho e a ergonomia?
Laerte - A ergonomia busca entender o que de fato as pessoas fazem. Você não pode desvincular o conteúdo da tarefa e a organização do trabalho do que as pessoas vão fazer. Quando se pensa em organização do trabalho, está se falando de tempo, de métodos de produção, de relações hierárquicas, do escopo da tarefa. As coisas estão completamente interligadas. A ergonomia, no sentido da análise ergonômica da atividade, é uma metodologia que permite entender os determinantes moduladores da tarefa. O resultado da análise da atividade é o resultado síntese em que questões organizacionais estão complemente presentes. Se eu restringir a tarefa específica ao posto de trabalho, terei pouca margem de ação para transformar de fato uma atividade. Preciso, no mínimo, entrar em considerações com aqueles que defininem a organização do trabalho e da produção. Isso é algo muito importante em ergonomia de projeto. A atuação da ergonomia se dá em grupos multidisciplinares. No caso das empresas, em comitês, porque é preciso debater a maneira como a empresa organiza organiza seu trabalho e sua produção para poder ter, inclusive, um escopo de ação maior. A ergonomia não pode ficar restrita somente à questão da saúde. Ela é uma questão de produção, portanto, devemos ter uma interlocução grande com quem irá definir a maneira como o trabalho será organizado.

Confira a entrevista na íntegra na edição 229 da revista Proteção.
 
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