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Entrevistas
JORGE COLETTO - Profissional precisa falar a linguagem do empresário e criar indicadores pró-ativos

ENTREVISTA: JORGE COLETTO
Entrevista à jornalista Cristiane Reimberg
Foto: Cristiane Reimberg

O engenheiro de segurança Jorge Coletto tem em seu currículo empresas como a Volkswagen e o Banco Itaú, onde foi responsável pelos sistemas de gestão de SST. Para aprender a falar a linguagem do empresário decidiu cursar Administração. Com essas duas formações, procurou envolver a alta direção das empresas na gestão, criar indicativos pró-ativos de Saúde e Segurança e mostrar os ganhos monetários do investimento em prevenção. Essa visão, aliada à experiência de ter participado de discussões da OIT (Organização Internacional do Trabalho), fez com que hoje assumisse mais uma bandeira: a construção de uma Norma Brasileira de Gestão de SST. Foram dois anos de trabalho para criar a NBR 18801, de Requisitos, que envolveu mais de 120 profissionais prevencionistas. A missão do grupo agora é criar uma NBR que traga orientações para implementá-la. Para uma gestão efetiva ainda defende a participação do trabalhador, que é quem conhece os problemas, e que todas as mudanças de uma empresa, antes de efetivadas, sejam analisadas pela área ocupacional. Como professor de Pós da UNIP e coordenador do curso de Engenharia de Segurança na região do Vale do Paraíba, Coletto defende a revisão do conteúdo programático, que está desatualizado no País. Já para o futuro, o engenheiro vislumbra a integração da SST com a gestão da qualidade, do meio ambiente e da responsabilidade social.


PROTEÇÃO - Você participou da construção da NBR 18801: Sistema de Gestão de SST: Requisitos. Como foi esse processo?
COLETTO
- Foi um processo muito difícil e discutido amplamente com um grupo grande de profissionais. Tivemos no início alguns problemas de direcionamento da norma, mas depois conseguimos superá-los. Seguimos como eixo o que preconizava a recomendação da OIT e OSHA, de 2001. O que facilitou foi que participei da recomendação da OIT em Genebra e depois da Convenção 187, discutida em 2005 e 2006.

PROTEÇÃO - Como foi a experiência em Genebra?
COLETTO -
Em Genebra, participei da plenária, das discussões e depois do primeiro congresso em que foram aprovados os documentos. O trabalho de negociação foi muito amplo entre os países para que se tivesse uma visão clara de como o mundo vê um sistema de gestão. Essa participação me ajudou muito. Agora vemos que a CTPP está discutindo uma NR de gestão, o que acho um absurdo. Uma lei não pode definir como uma empresa deve gerir os seus negócios. Quando definimos o sistema de gestão da 18801 pensamos em uma gestão que seja integrada ao negócio da empresa. Como é possível criar uma lei que vai definir como gerir isso? Gestão é algo estratégico para uma empresa, não se define por meio de lei.

PROTEÇÃO - No caso da NBR 18801, como funciona a gestão em relação à autonomia das empresas?
COLETTO -
A norma brasileira vem da sociedade, trazendo aquilo que interessa a ela e considerando o rumo que ela toma. A nossa NBR é livre e traz um sistema aberto. Isso significa que a empresa definirá a gestão conforme a sua complexidade, da região em que está e do seu negócio. Em um sistema aberto, a gestão pode ser diminuída se for necessário.

PROTEÇÃO - Quais os principais aspectos que essa norma traz?
COLETTO -
Um dos principais aspectos é o incentivo à participação do trabalhador. A CIPA, apesar de estar na legislação há décadas, não é totalmente empregada com efetividade até hoje. Mas é importante que ela faço o controle social do sistema. Para que exista o sistema de gestão, também é fundamental a criação do processo de gestão de mudanças, que está contido dentro da Norma de Requisitos. Outro ponto primordial é a participação da alta direção com a definição de indicadores para Saúde e Segurança do Trabalho, ou seja, colocar a SST dentro do negócio da empresa.


Confira a entrevista na íntegra na edição 230/Fevereiro da Revista Proteção.

 
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