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Entrevistas
JOÃO TEIXEIRA LIMA - Engenheiro fala do desenvolvimento da SST na província petrolífera de Urucu

João Teixeira Lima sempre viu ligação entre a proteção do trabalhador e a proteção ambiental. Por isso, cursou Engenharia Civil e especializou-se tanto em SST quanto em metodologia da avaliação de impactos ambientais. Ainda no início da carreira, foi contratado por uma grande empresa para atuar na província petrolífera de Urucu, no coração da floresta amazônica, a 650 quilômetros de Manaus/AM. Ali, desenvolveu ações pioneiras em prol da prevenção, ainda nas décadas de 1970 e 1980, que refletem na cultura de segurança da Petrobras até hoje. Para João Teixeira, o sucesso só foi possível graças ao envolvimento das gerências da empresa, de uma equipe forte em SST e, especialmente, dos trabalhadores da planta.

Em entrevista à Proteção, o engenheiro de segurança e atual consultor em sistemas de Gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional compartilha diversas experiências marcantes de sua trajetória profissional, dedicada ao setor prevencionista. Reforça que o ponto forte da prevenção é o diálogo. Avalia o cenário atual para profissionais de SST em empresas de petróleo e gás natural, comenta peculiaridades, dificuldades e lições aprendidas durante o desenvolvimento da SST no meio da selva.

De que forma o senhor iniciou sua atuação em SST?

Comecei em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Minha primeira atividade em engenharia de segurança foi no pátio da fábrica de estrutura metálica da Companhia Siderúrgica Nacional. Depois disso, saí da área de segurança e fui trabalhar em Engenharia Civil. Após quatro anos, entrei como engenheiro de segurança na Petrobras, isso em 1979. Passamos por grandes mudanças na sociedade durante aquele período. As estatísticas de acidentes de trabalho eram ridículas e continuam sendo, mas temos o sentimento da melhoria contínua, e o setor está evoluindo. Os índices de acidentes do último levantamento [da Previdência Social] apontam melhorias. Isso é altamente positivo. Minha grande escola foi a Petrobras, em Belém, em Manaus, em Urucu - que é uma localidade dentro da selva amazônica, no município de Coari, área do rio Solimões. Lá, houve o desenvolvimento da exploração de petróleo e, posteriormente, a atividade de produção, que existe até hoje. Conseguimos, em Urucu, com a colaboração de uma equipe - pois Segurança do Trabalho não se faz sozinho -, coisas fantásticas. Hoje, olho para trás e vejo que conseguimos, mesmo no meio da selva. O primeiro treinamento que dei foi em 1979. Lembro como se fosse hoje: entrei na sala de aula, onde havia 30 homens contratados para serviço braçal, da cidade de Carauari. Cumprimentei a todos, disse meu nome e coloquei uma transparência para eles acompanharem o treinamento. Então, veio um técnico de segurança que trabalhava comigo e disse: João Teixeira, a maioria é analfabeta. Eu disse: se a maioria é analfabeta, não vai adiantar esse meu treinamento. Parei a explanação e disse aos trabalhadores que só tinha ido conhecê-los naquele primeiro dia, e que nosso treinamento começaria no dia seguinte.

Despedi-me deles e passei o resto do dia e da noite, preparando desenhos para falar com eles através de pictogramas, porque eram analfabetos. Esta foi minha primeira experiência na área de treinamento de segurança, e foi maravilhosa. Eram homens vindos de seringais, puros e rudes. Nunca tinham visto um trator, imagine uma sonda de perfuração de petróleo! Eles iam trabalhar na abertura de picadas para a entrada da sonda de perfuração. Eram homens que conheciam a selva, mas não conheciam os processos operacionais, os equipamentos, então nós tivemos todo o trabalho de conquistá-los. Aqueles 30 chegaram a cerca de 3.000, 500 funcionários da Petrobras e 2.500 terceirizados.

ENTREVISTA À JORNALISTA
Priscilla Nery

FOTO:
Valdir Lopes

Confira a entrevista completa na edição 264 da Revista Proteção

 
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