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Entrevistas
EDUARDO ALGRANTI - Pneumologista comenta principais males respiratórios de origem ocupacional e dificuldades em seu reconhecimento
Entre setembro e outubro de 2015, discussões sobre o uso controlado do asbesto voltaram à cena quando o então ministro do Trabalho, Manoel Dias, assinou a PORTARIA MTE 1287 de 30/09/2015, instituindo a CEDUA (Comissão Especial para Debater o Uso do Amianto). O documento provocou a manifestação de diversas entidades ligadas à saúde, como Fiocruz, Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho) e de servidores da própria Fundacentro, que recordaram os riscos da contaminação pela fibra e pediram a revogação do texto. Dentre os especialistas que compuseram a nota de repúdio divulgada pela Fundação, está o pneumologista e doutor em Saúde Pública Eduardo Algranti, conhecido por suas pesquisas sobre doenças relacionadas ao asbesto.

Na entrevista a seguir, Algranti comenta a exposição e impactos do uso de Amianto, e como os perigos da fibra se estendem para além dos muros das grandes indústrias do setor, colocando a população em risco. Conta sobre os trabalhos realizados pelo Serviço de Medicina da Fundacentro, do qual é chefe, e fala a respeito de outros agentes que causam adoecimento nos trabalhadores há décadas e continuam sendo subnotificados, como a sílica e substâncias irritantes - estas últimas têm causado ou agravado diferentes tipos de asma devido a condições presentes no ambiente de trabalho. O médico atua ainda como diretor do Centro Colaborador em Saúde Ocupacional (Fundacentro/OMS) e consultor em Saúde Ocupacional da Organização Mundial da Saúde.

Quais as principais doenças respiratórias que acometem os trabalhadores Brasileiros?

Temos um pouco de tudo. Ou, melhor dizendo, muito de tudo. Eu não saberia dizer números exatos, mas, de maneira geral, considero que o maior número de casos de doenças respiratórias relacionadas ao trabalho são as doenças de vias aéreas. Basicamente, a questão da asma relacionada ao trabalho, e também reações agudas de vias aéreas causadas por inalação de irritantes respiratórios e outras substâncias. Temos visto um crescimento na identificação de casos de pneumonia de hipersensibilidade por exposição ocupacional a alguns agentes que podem causar reações, como óleos de corte na indústria metalúrgica. Fora isso, continuamos tendo uma prevalência e uma incidência elevada de doenças causadas por poeira mineral - sílica e asbesto. Não só silicose e asbestose, mas outras, porque poeira mineral não causa só pneumoconiose. Causa uma gama de doenças: bronquite crônica, limitação crônica ao fluxo aéreo, câncer e, em relação específica ao asbesto, nós temos, fora o câncer de pulmão, o mesotelioma, câncer de laringe e câncer de ovário.

FOTO: Valdir Lopes

Entrevista à jornalista Priscilla Nery

Confira a entrevista completa na edição de fevereiro da Revista Proteção.
 
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