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Entrevistas
Auditora fiscal luta pela erradicação do mercúrio
Entre 2010 e 2013, o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) con­duzirá os trabalhos de elaboração de um documento internacional que regulamenta­rá diversos aspectos relacionados ao mercúrio, metal pesado altamente tóxico à saúde humana e ao meio ambiente. Para o processo de construção deste instrumento, o PNUMA contará com a participação de governos de mais de 100 países, de ­organismos internacionais relacionados ao tema como a OMS (Organização Mundial da Saúde), ONU (Organização das Nações Unidas) e OIT (Organização Internacional do ­Trabalho) e de representantes da sociedade civil e do setor privado. Entre eles estará a auditora fiscal da SRTE/SP e coordenadora do Programa Nacional de Mercúrio Cecília Zavariz, convidada pelo PNUMA para participar da primeira reunião de elaboração desse docu­mento, que está agendada para junho.

Lutando pela erradicação do mercúrio desde a década de 80, quando iniciou seu trabalho de fiscalização na então DRT de São Paulo, Cecília esteve à frente da campanha que eliminou o uso de aparelhos com mercúrio na área hospitalar da capital paulista. Atualmente, seu objetivo é a proibição dos aparelhos com mercúrio na área de saúde de todo o País. O trabalho da médica do Trabalho vem sendo conduzido por palestras e eventos, bem como por intensas reuniões e diálo­gos com representantes das instituições, assim como com as direções de órgãos munici­pais, para conscientizá-los sobre a necessidade de se trocar aparelhos com mercúrio por outras tecnologias livres desse agente tóxico.

PROTEÇÃO - Terá início, em junho, a ela­boração de documento internacional que re­gulamentará a utilização do mercúrio. Qual a importância desta regulamentação pa­ra a segurança do trabalhador?

CECÍLIA - A constituição desse documento não será um benefício exclusivo para es­­se ou aquele indivíduo, ou para esse ou aquele país. Será um marco importante pa­ra toda população mundial, pois a ­utiliza­ção do mercúrio é um problema que afeta a todos, sendo a eliminação de seu uso a úni­ca forma segura de prevenir o risco para o trabalhador. Por ser um agente que não se restringe a um local, o mercúrio vem se dispersando no planeta, seja transportado pelas correntes aéreas ou marítimas. É pa­ra minimizar esse risco que se pensou na criação dessa regulamentação, porque tudo o que já foi lançado está presente no meio ambiente, não se tornando inerte na natureza. Por isso que a contaminação está tão elevada, particularmente nos peixes de to­das as regiões. É preciso uma união global, pois não adianta um país tomar providências e outros usarem o mercúrio indiscrimina­da­mente. A tentativa do Programa das Nações Unidas para a redução/eliminação do mercúrio no meio ambiente já vem sendo empregada desde 2002. Só que de lá para cá poucas medidas concretas foram feitas. Is­so mostra a necessidade de uma regulamentação internacional para que se possa exi­gir que os países participantes a cumpram. Por isso, a importância deste documento.

PROTEÇÃO - Você participará da confecção desse documento?

CECÍLIA - Sim. Recebi o convite do PNUMA, o que me deixou muito honrada. Es­tarei representando a ONG ACPO (Asso­ciação de Combate aos Poluentes Orgânicos). Pretendo contribuir da melhor maneira possível e espero que consigamos obter o melhor resultado.

PROTEÇÃO - Quando esta regulamentação estiver pronta, o que irá mudar?

CECÍLIA - A principal mudança será a postura das próprias empresas que utilizam mercúrio e também dos governos que permitem ou não essa utilização, afinal, na reunião realizada em Nairóbi, no Quênia, em 2009, 140 países se comprometeram a regulamentar o mercúrio. Os Estados Unidos, por exemplo, já iniciou o processo de ba­nimento. Eles proibiram a presença de mer­cúrio nos aparelhos de precisão da área de saúde, assim como a eliminação do uso de Thi­merozal nas vacinas. Antes essa substância era inserida como um preservativo de vacinas, mas, estudos mostraram que o au­tismo tinha uma predominância significativa em crianças que receberam a vacina com o referido componente. Por isso, eles optaram por abolir a presença dessa substância. A Europa também tem se mobilizado. Em 2011 já não vai mais ter circulação de mercúrio por toda União Europeia. Ou seja, em menos de um ano, o mercúrio não po­derá mais ser importado ou exportado. Isso porque os aparelhos usados na área de saúde foram proibidos pelo Parlamento Eu­ropeu.

Entrevista: Juliano Rangel

Confira a entrevista na íntegra na edição 221 da Revista Proteção.
 
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