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ANDREAS HOLTERMANN - Pesquisador mostra resultado de uso do acelerômetro para monitorar atividades de empregados dentro e fora da empresa
Professor e pesquisador do National Research Centre for the Working Environment (Centro Nacional de Pesquisa do Ambiente de Trabalho), de Copenhague, capital da Dinamarca, Andreas Holtermann dedica grande parte de seu tempo ao aprofundamento dos estudos sobre as LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos/Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). Doutor em Ciências da Saúde, ele defende que, para a prevenção e o combate eficientes dessas doenças, é necessária uma abordagem mais ampla, física e psicossocial, e participativa, que se volte para os trabalhadores e os problemas que eles percebem como importantes. Acrescenta que também é preciso maior documentação sobre o assunto. Nesse sentido, desenvolveu um software baseado em registros de acelerômetros e vem monitorando as atividades de trabalhadores de diferentes segmentos. A iniciativa possibilita medidas precisas da intensidade dessas atividades e avalia os movimentos que as pessoas fazem.

Holtermann alerta que não existem políticas de prevenção específicas para LER/DORT embora o mal seja alarmante, representando mais de 50% dos sintomas apresentados pelos trabalhadores na Europa. Ele destaca que as dores afetam a qualidade de vida das pessoas, sua capacidade para o trabalho e geram absenteísmo.

Consequentemente, também afetam a produtividade e o faturamento das empresas. O cientista foi um dos palestrantes do 17º Congresso Brasileiro de Ergonomia, que ocorreu de 16 a 19 de setembro na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) em São Carlos/SP.

Qual a dimensão do problema das LER/DORT na Europa?
Relatórios produzidos em países europeus mostram que os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho afetam milhares de pessoas. Esses distúrbios representam mais de 50% de todos os sintomas apresentados pela população trabalhadora. Além disso, os trabalhadores europeus gastam mais de 25% do seu tempo no ambiente ocupacional expostos a atividades que geram risco para aparecimento desses distúrbios.

E o que esses números elevados demonstram?
Os números nos fazem questionar se o que vem sendo feito até agora em prevenção está dando resultado, sejam investimentos econômicos em Saúde e Segurança do Trabalho ou em legislações na área. Na Dinamarca, temos uma longa tradição prática e legislativa em SST. Em relação aos fatores de risco mais clássicos, as empresas já implementaram as medidas de prevenção e controle. As autoridades obrigam que todo ambiente de trabalho seja periodicamente auditado. Ninguém pode levantar peso acima de 50 quilos por exemplo. Mas há outros fatores de risco que não são tão específicos que precisam ser melhor estudados e documentados.

A partir de 2010, pesquisas e debates vêm sendo feitos na Dinamarca envolvendo estudiosos da área ocupacional. Essas discussões questionam o papel dos fatores ergonômicos clássicos na determinação desses problemas e apontam que não temos que colocar mais recursos em medidas ineficazes. Dessa forma, segue o debate sobre o papel dos fatores de risco no desenvolvimento desses distúrbios. Acreditamos que não são apenas os aspectos físicos que devam ser considerados nessa abordagem. Então temos que gerar conscientização entre trabalhadores, empregadores, sindicatos, políticos. Não podemos ficar sentados, apenas solicitando o preenchimento de questionários. Temos que pesquisar lá fora, nos locais de trabalho. Minha opinião é que a relação entre a exposição no trabalho e os distúrbios osteomusculares não tem sido registrada, por isso, é importante que essa exposição seja muito bem documentada.

Entrevista ao jornalista Alexandre Gusmão com a colaboração da doutora em Fisioterapia e professora da UFSCar Tatiana de Oliveira Sato

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Alexandre Gusmão

Confira a entrevista completa na edição de NOVEMBRO da Revista Proteção
 
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