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Causos da Prevenção
Histórias divertidas vivenciadas por profissionais de SST - 2017
"Causos da Prevenção" publica alguns fatos vivenciados por profissionais de SST, narrados por um contador de histórias, Seu Guto Velhada.

Se você tem uma história interessante ou engraçada e quer vê-la retratada na Revista Proteção, envie para redacao2@protecao.com.br, que o Seu Guto vai ter prazer em retransmitir o causo.


Água?

Colaboração de Eliphas Bueno Resende

Ilustração: Beto Soares | Estúdio Boom

Sou técnico em Segurança do Trabalho e exerci minha profissão, por um bom tempo, na construção civil, setor onde acontecem muitas histórias interessantes... Vou contar uma delas. Em uma das obras em que trabalhei, conheci um pedreiro que gostava de usar somente suas próprias ferramentas e não emprestava nada a ninguém. Para onde ele era designado a trabalhar, lá ia junto sua tralha toda dentro de uma velha mochila. Vou chamá-lo seu Zé.

Certo dia, ele foi chamado para fazer algumas correções e marcar o contrapiso em uma vila de casas que a construtora estava finalizando. Vale lembrar que, naqueles tempos, não tinha nada das parafernalhas eletrônicas que temos hoje e, para fazer as marcações de nível, era usada a velha e boa mangueira plástica com água. Eu estava acompanhando os trabalhos nessa vila de casas e fiquei curioso, pois a dita mangueira plástica do seu Zé estava bem limpinha e fechada com rolha dos dois lados... Mais intrigado fiquei quando outro pedreiro pediu emprestada a mangueira de nível e ouviu um sonoro:

- Nãããão!

A cena ficou na minha cabeça e comentei o fato com o mestre de obras, que também ficou curioso. Combinei, então, com ele que iríamos desvendar o mistério da mangueira de nível. No caminho de volta para o alojamento, foi feita uma parada estratégica no escritório e seu Zé foi distraído enquanto o mestre de obras vistoriava a mangueira de nível. Na chegada ao alojamento, foi impossível não notar a cara de riso do mestre de obras.

Deixamos seu Zé no alojamento, e eu fui logo perguntando:

- E aí, o que descobriu?

O mestre de obras caiu na risada e contou que a mangueira estava com água que passarinho não bebe:

- Era pinga!

Aí perguntei:

- Vamos aplicar uma advertência?

O mestre de obras falou:

- Vamos dar uma segunda chance, afinal não o flagramos tomando uma `birita’ em serviço, mas, fique tranquilo, isso não vai mais acontecer. Joguei fora a pinga e coloquei água no lugar. Amanhã a gente dá uma dura nele!

Foram só risadas!

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Cadê a moto?

Colaboração de Fernando Chester Ramos

Ilustração: Beto Soares | Estúdio Boom

Este causo aconteceu com um grande amigo meu, um técnico em Segurança do Trabalho de uma empresa do ramo de silvicultura, reflorestamento de eucaliptos. Ele tinha fama de ser muito rigoroso e de quem dificilmente mudaria a opinião caso já tivesse tomado alguma decisão. Certo dia, o mesmo programou suas atividades de inspeção de segurança em áreas de vivência, máquinas e veículos. Pegou sua pasta com os formulários das inspeções, entrou no ônibus e seguiu para as frentes de trabalho. Em cada atividade que passava, evidenciava várias não-conformidades e, muitas vezes, até paralisava alguma operação.

E assim foi seguindo sua programação no decorrer da semana, verificando ferramentas, áreas de apoio, máquinas, veículos de transporte de pessoas, caminhões e, por fim, as motos utilizadas pelos monitores e supervisores. Logo pela manhã, abordou o supervisor que era seu colega de república e lhe solicitou habilitação e CRLV. Em seguida, fez as verificações:

- Retrovisores: o do lado esquerdo está quebrado.
- Setas esquerda e direita: a seta do lado direito está queimada.
- Luz de freio: não está funcionando.
- Condições dos pneus dianteiro e traseiro: ambos já passaram do limite de rodagem.

- Nossa! Esta moto está totalmente irregular. Vou preencher o comunicado interno relatando todas as não-conformidades, e, devido aos itens de segurança de peso 3, ela não poderá rodar, ou seja, terei que colocar o selo vermelho.

O supervisor de operações logo observou:

- Mas nós precisamos dessa moto! Tenho que fazer visitas nas operações e verificar os talhões.

Como nada mudaria sua decisão, o TST preencheu o comunicado interno relatando todas as não-conformidades e avisou:

- A moto só poderá rodar após a correção desses itens.

Pois bem, como os dois moravam em república, sempre iam juntos para o local de refeição que ficava a seis quilômetros de distância da moradia. Ao anoitecer, o técnico ficou aguardando o supervisor para juntos irem para o restaurante. De repente, o supervisor o chama:

- Vamos porque, a pé, daqui até o restaurante, é longe.

O TST questionou:

- O quê? Uai, cadê a moto?

O supervisor logo disse:

- Esqueceu que você a colocou no vermelho e proibiu sua utilização até que ela seja regularizada?

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Incentivo

Colaboração de Cecília Albuquerque

Ilustração: Beto Soares | Estúdio Boom

No meu primeiro emprego como técnica em Segurança do Trabalho, em 2007, trabalhava em uma empresa de prestação de serviços de construção civil para uma mineradora na cidade de Nova Lima, em Minas Gerais. Ao chegar ao canteiro de obra, fiz a inspeção verificando as condições do ambiente de trabalho como: organização e limpeza, se havia água potável disponível, sinalizações de segurança, extintores, entre outros. Após a verificação de rotina, fui para a inspeção de campo, onde os colaboradores estavam executando suas atividades. Em inspeção visual, observava se eles executavam suas tarefas com segurança, com o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (capacete, óculos de segurança, luvas, máscara PFF1, uniforme e botina de segurança), a postura correta da coluna ao transportar e descarregar peso, entre outras situações que tornassem segura a atividade.

Em geral, o processo para pavimentação com paralelepípedo compreende posicionar os paralelepípedos, alinhando-os em fileiras alternadas, fazendo com que se encostem o máximo possível uns nos outros. As pequenas frestas resultantes da irregularidade do material são preenchidas ou rejuntadas com pedrisco e, para finalizar, todo o perímetro de pavimentação é amarrado com guias de concreto ou de granito, o que impede o deslocamento do material.

Durante a inspeção, percebi que, com um certo tom de ironia e machismo, alguns colaboradores começaram a zombar pelo fato de eu ser mulher, dizendo que eu não aguentaria aquele tipo de trabalho pesado, dando a entender que eu seria fraca e sensível, desfazendo o trabalho técnico que eu fazia. No mesmo instante, lembrei-me de um fato parecido que o meu supervisor de estágio havia me relatado e, sem hesitar, repassei. Respondi-lhes ironicamente: "Minha mãe mandou eu estudar, né? Esta é a minha ferramenta de trabalho", disse, balançando a caneta na mão de um lado para outro, demonstrando o quão leve era a minha ferramenta de trabalho.

Eles ficaram sem graça e começaram a rir, admitindo que eu tinha razão e que eles também deviam ter terminado os estudos. No final do expediente, dentro do transporte de retorno para casa, todos comentavam que precisavam voltar a estudar e desabafaram, contando os motivos pelos quais não haviam prosseguido nos estudos e fazendo planos de retornar a estudar. Como me desliguei da empresa poucos meses depois, não fiquei sabendo se algum deles realmente levou aquela conversa a sério e retornou aos estudos. O legal é que, de uma maneira educada, demonstrei que todos os trabalhos são importantes.


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Ambientação

Colaboração de Aliciane Souza

Ilustração: Beto Soares | Estúdio Boom

Uma amiga que trabalhava como técnica de segurança em uma empresa contratada na indústria de fabricação de alumínio no Estado do Pará, certa vez, me relatou que, em um determinado período, houve novas contratações de empregados onde atuava. Então, como de costume, ela preparou, com todo zelo, e colocou em prática o treinamento de ambientação desses empregados, enfocando as regras e os procedimentos de segurança a serem adotados nas atividades para as quais eles haviam sido contratados e assumiriam em breve. Todo curso era teórico, e os empregados permaneciam sentados a maior parte do tempo. O conteúdo do programa era composto por assuntos diversos, inclusive SST, e finalizado por outra profissional do SESMT, uma enfermeira do Trabalho. Assim, a TST quase nunca estava presente ao final das aulas, portanto nunca via os alunos caminhando.

Entre tantas teorias enfocadas no curso, uma, em especial, era sobre a comunicação imediata de acidente do trabalho nos casos de ocorrência dos mesmos, além, é claro, sobre como evitá-los. O contrato pelo qual minha amiga era responsável estava há quase 10 anos sem acidentes, e os gerentes do serviço, quando a contrataram, deixaram bem clara a importância que a meta representava para a manutenção do contrato e, por consequência, para o emprego de cada um. Ela, portanto, carregava uma responsabilidade imensa de contribuir para a continuidade do Zero Acidente no local e essa preocupação era sempre muito reforçada para os novos empregados, para que também sentissem o peso da responsabilidade na manutenção dos bons números em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho no local das atividades.

No dia seguinte, após o treinamento, ela entregou os EPIs aos novos empregados e disse não ter percebido nada de diferente em nenhum deles. Horas depois, avistou um dos empregados o qual havia treinado e entregue EPI deslocando-se da frente de serviço em direção à sua sala e observou, através do vidro, que ele mancava de uma das pernas enquanto caminhava. Imediatamente, saiu desesperada ao encontro do trabalhador perguntando o que tinha acontecido, onde e como ele havia se acidentado. Disse, inclusive, que era para ele ficar calmo que ela providenciaria o chamado da ambulância. Ainda perguntou se o machucado estava doendo muito e se sangrava. O trabalhador calmamente informou que não havia acontecido nenhum acidente, que estava tudo bem e que ele saíra da frente de serviço para tomar água e descansar e que apenas possuía uma deficiência de nascença na perna que o fazia mancar!

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Vai explicar

Colaboração de Jeronimo Castro de Santana Filho

Ilustração: Beto Soares | Estúdio Boom


No decorrer da obra de implantação de uma mina, era comum recebermos visitantes ilustres. Assim foi a visita do governador do Estado do Pará e sua comitiva. Essas comitivas sempre eram compostas de, no mínimo, dez pessoas, o que fazia com que a Segurança do Trabalho e a Segurança Patrimonial do projeto se desdobrassem nos cuidados para evitar a ocorrência de algum fato indesejável. O prefeito do município onde estava localizada a obra, toda semana, fazia visita com uma comitiva, na maioria, convidados dele, Incluindo também convidados de vereadores.

Todos os visitantes passavam por um treinamento de ambientação e, após, recebiam os EPIs necessários e adequados para poderem fazer a visita, que se limitava a um passeio no projeto em veículos formando um comboio. Não era permitido que os visitantes descessem dos veículos, exceto no local conhecido como mirante, que era o ponto mais alto do projeto. Dependendo da quantidade de pessoas era destinado  um ônibus ou van para transportar os visitantes. Esse comboio era formado pelo veículo da segurança patrimonial, que determinava o caminho e os pontos da visita. Logo após vinha o veículo da Segurança do Trabalho. Em seguida, o veículo da Diretoria da Obra e, por último, o veículo que transportava os visitantes.

Certa vez, recebemos uma comitiva do Senado Federal composta de três senadores, dentre eles, uma mulher. Foram recebidos no aeroporto da obra pela Diretoria, a Segurança Patrimonial e a do Trabalho. Como na área não era permitido transitar sem fazer uso de EPI, foram dados à senadora um capacete, um óculos e um par de botas, para calçar em substituição aos seus sapatos altos. Ela achou muito estranho, reclamou, mas condicionou que, se fosse descer em algum ponto, colocaria as botas e o capacete. Pelo atraso na visita, a ambientação foi dispensada e a comitiva seguiu em frente.

Ao chegar no mirante, o grupo parou, os demais senadores desceram e a senadora permaneceu dentro da van. Aproveitando a distração da equipe de Segurança do Trabalho, inclusive da TST que a acompanhava, a parlamentar desceu da van descalça, sem capacete e ainda saiu correndo em direção a um grupo de trabalhadores que desenvolviam suas atividades nas proximidades. Ela cumprimentou um a um (uns dez) e retornou para o veículo. No outro dia, no mesmo local, o TST foi fazer inspeção e encontrou alguns trabalhadores sem fazer uso de EPIs e imediatamente os orientou que passassem a usá-los, recebendo como resposta a seguinte frase: "Por que a senadora pode andar descalça e sem capacete na obra e a gente não?"
 
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