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Você está em: Edições / Ed. 8/2017
 
Edição 8/2017
MATÉRIA DE CAPA

Setor em mudança

Reportagem de Martina Wartchow

Crédito capa: Martina Wartchow

Com a concessão dos aeroportos brasileiros à iniciativa privada, a reforma trabalhista e a crescente terceirização no setor, surgem novos questionamentos sobre a segurança e a saúde dos trabalhadores aeroviários e aeroportuários

Um voo perfeito é sinônimo de trabalho bem executado não somente por quem pilota as aeronaves (aeronautas). Tudo começa em terra, em toda a área de abrangência dos aeroportos, desde o estacionamento e as lojas, passando pelo check in, pelo embarque, pela manutenção e todos os outros serviços prestados em terra para apoio às aeronaves, assim como pelo controle de tráfego aéreo e pelo gerenciamento deste conjunto de atividades. Neste cenário, são milhares de aeroviários e aeroportuários que, todos os dias, fazem essa engrenagem funcionar e que precisam ter saúde física e mental e trabalhar com segurança para que outras milhares de pessoas - passageiros e tripulantes - cheguem sãs e salvas aos seus destinos.

Exposição a intempéries, produtos inflamáveis, ruído e pressão constante para cumprimento de horários são alguns dos inúmeros riscos ocupacionais aos quais são expostos esses trabalhadores. Com a gradativa privatização dos aeroportos, a terceirização de atividades e, agora, a reforma trabalhista, novas preocupações vêm sendo apontadas por quem representa as duas categorias. Entre os receios, está a possibilidade de mais excessos de horas trabalhadas e de alta rotatividade de funcionários num setor em que erros por esgotamento ou capacitação inadequada podem significar, além de acidentes e doenças ocupacionais, desastres de grandes proporções.



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Paixão pela Ergonomia

FOTO: Daniela Bossle

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

Uma das pioneiras no estudo dos distúrbios osteomusculares fala sobre sua experiência na Itália

A doutora em Medicina do Trabalho Daniela Colombini possui atuação marcante como pesquisadora e professora na área de Ergonomia, especialmente com estudos voltados aos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho nos quais ela foi uma das pioneiras em todo o mundo.

Sua trajetória profissional começa em 1975 na Clínica Del Lavoro de Milão, na Itália, onde começou a trabalhar com o professor Antonio Grieco. Junto com seu colega Enrico Occhipinti, Daniela foi uma das fundadoras do EPM, um centro de pesquisas voltado para a ergonomia da postura e do movimento, onde surgiram métodos considerados importantes para a prevenção de DORTs como o OCRA, focado em membros superiores, e mais recentemente, o método TACO, para posturas e membros inferiores. Ambos os métodos, segundo ela, são complementares e foram criados porque a Medicina do Trabalho precisava de uma ferramenta de medição objetiva devido às crescentes queixas dos trabalhadores com relação à sobrecarga musculoesquelética. "Antes de chegar ao quinto ano do curso de Medicina, fiz o primeiro curso de Medicina do Trabalho e Ergonomia com o professor Antonio Grieco, diretor da Clínica Del Lavoro, e então nasceu o meu amor pela prevenção e pela Ergonomia", conta.

A senhora estuda ergonomia há muitos anos, é professora da Clínica Del Lavoro de Milão e uma das fundadoras de um centro de pesquisa sobre postura e movimento onde surgiu o método OCRA. Como surgiu o método?
Quando comecei a trabalhar em 1975 junto com o professor Antonio Grieco, a metodologia que ele ensinava era andar pelas empresas entrevistando trabalhadores. Isto era uma coisa pouco usual, avançada, falar diretamente com trabalhadores para que eles pudessem contar quais eram os seus problemas. Eu e Enrico [Occhipinti] éramos jovens, tínhamos 24 anos e entrevistando os trabalhadores perguntávamos a eles se tinha ruído em seu trabalho e eles respondiam rapidamente que sim, que tinha muito ruído, mas que eles não se importavam com ruído até porque muitos já estavam surdos. O que os incomodavam mais eram as dores nas costas, nos braços, nas extremidades superiores e isto era uma coisa nova. Então nós começamos a levar estas queixas ao nosso professor porque achávamos que podia ser importante. Na época, a Medicina do Trabalho italiana não falava disto. Foi aí que começamos a desenvolver um método em que pudéssemos estudar aquilo que os trabalhadores nos diziam que era o principal problema para eles. Assim iniciou nosso estudo para a criação de uma nova ferramenta de avaliação, que foi o embrião para o método OCRA e todos os outros: por necessidade expressa dos trabalhadores. Diferente dos outros métodos que partiram da teoria, o método OCRA partiu de uma necessidade identificada nas entrevistas com trabalhadores.



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Mudanças aprovadas

FOTO: Freepik

Por
Redação Revista Proteção

Reforma trabalhista altera pontos que podem afetar diretamente questões de SST

Foi sancionada pelo presidente Michel Temer no mês passado a Lei nº 13.467, que altera mais de 100 itens da Consolidação das Leis Trabalhistas. Datada de 1943, a CLT é o principal instrumento de regulamentação das relações individuais e coletivas de trabalho. Ela já sofreu diversas alterações no decorrer dos anos, mas, sem dúvida, as alterações trazidas pela reforma trabalhista, publicadas no Diário Oficial da União no dia 14 de julho e que passam a vigorar em novembro desse ano (120 dias após a sanção), são as mais polêmicas.

Dentre os diversos tópicos modificados, há os que possuem relação direta com questões voltadas à Saúde e Segurança do Trabalho. Aspectos como o tempo de jornada de trabalho, a regulamentação do trabalho intermitente e do teletrabalho, a terceirização, a permissão do trabalho de gestantes em ambientes com insalubridade em grau médio e mínimo estão entre os pontos relevantes e que devem suscitar maior atenção. Também ocorreram mudanças quanto ao acesso dos trabalhadores à Justiça do Trabalho e, um dos pontos que tem gerado muitas discussões, é a prevalência do acordado sobre o legislado, conforme o Artigo nº 611.



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Lado a lado

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares | Estúdio Boom

AUTOR: João Paulo Vaz, CMSE®

Robôs colaborativos trazem maior eficiência e segurança para a indústria

Sistemas robóticos desempenham um papel muito importante nos processos produtivos automatizados. A maioria dos sistemas robóticos trabalha em células isoladas de modo a não ferir ninguém. De qualquer forma, a intervenção humana é indispensável. Quanto maior a colaboração entre homem e robô, mais eficiente é o trabalho: tem-se a força e a precisão da máquina com a capacidade de resolução de problemas do ser humano. No segmento de sistemas robóticos industriais, há uma tendência crescente pela adoção de sistemas de colaboração homem-robô (em inglês, Human-Robot Collaboration - HRC), em que máquina e pessoas dividem o mesmo espaço de trabalho. Porém, a segurança de um sistema robótico colaborativo depende de alguns fatores: execução precisa da apreciação de riscos, seleção de robôs com as funções de segurança apropriadas, seleção de dispositivos adicionais de segurança adequados e, por fim, validação por parte do integrador do sistema.

Na indústria, a maneira mais comum de garantir a segurança de robôs é cercá-los com proteções mecânicas, pois restringir o acesso de pessoas às zonas de perigo é a melhor forma para obter o mais alto nível de segurança. No entanto, os robôs não são capazes de realizar todo tipo de tarefa, por si sós.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





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Prêmio Proteção Brasil

Saúde humanizada

Dana Brasil / Case Prata na Categoria Qualidade de Vida no Trabalho no Prêmio Proteção Brasil 2016

FOTO: Acervo Dana

Melhorias no gerenciamento do plano médico beneficiam trabalhadores e diminuem custos para empresa

Os gastos com benefícios de saúde aos funcionários variam de 9% a 12% para as empresas no mundo, o que os tornam o segundo maior item depois da folha de pagamento. Além disso, o impacto da assistência médica cresce acima da inflação no Brasil. Para diminuir essa conta e, ao mesmo tempo, melhorar os cuidados com a SST, a unidade de Gravataí/RS da Dana Brasil criou o Programa de Acompanhamento Médico. Com foco na prevenção, a iniciativa oferece atendimento holístico e humanizado para os colaboradores e seus dependentes. Além de proporcionar mais qualidade de vida e satisfação aos beneficiários, reduzir o absenteísmo e os prejuízos com consultas e exames desnecessários, o case recebeu a Prata na categoria Qualidade de Vida no Trabalho do Prêmio Proteção Brasil 2016.

Fundada em 1904 nos Estados Unidos, a Dana fornece sistemas de transmissão, vedação e gerenciamento térmico que melhoram a eficiência e o desempenho de veículos de passageiros, caminhões e equipamentos fora de estrada. Emprega mais de 23 mil pessoas em 26 países em todos continentes. Na América do Sul, tem operações na Argentina, Colômbia, Equador e Brasil, país onde está presente há 70 anos e também tem unidades em Diadema e Sorocoba, em São Paulo. Na unidade gaúcha, 1.200 funcionários se dividem em cinco fábricas e um centro de serviços compartilhados.



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Prêmio Proteção Brasil

Operação mais segura

Anglo American / Case Prata na Categoria Atuação da CIPA no Prêmio Proteção Brasil 2016

FOTO: Anglo American

A Comissão Interna de  Prevenção de Acidentes estipulou 10 mandamentos para garantir um ambiente seguro e saudável

Entendendo o risco de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, a Anglo American cultiva uma cultura prevencionista em todas as suas plantas, o que inclui a análise periódica dos indicadores de suas ações voltadas à SST, a verificação de  falhas e a possibilidade de melhorias. Foi justamente durante uma dessas avaliações que a empresa constatou a necessidade de aprimoramento nas atividades realizadas em laboratório, colocando em prática um plano de ação que deu origem ao case intitulado `Os controles nos protegem e nos mantêm seguros’, que recebeu a distinção de Prata na categoria Atuação da CIPA do Prêmio Proteção Brasil 2016.

Companhia global de mineração diversificada, a Anglo American foi fundada na África do Sul em 1917. Atualmente tem a sua sede em Londres, no Reino Unido, atua em 40 países e, no Brasil, está presente em desde 1973. Pautando todas as suas ações de Segurança e Saúde Ocupacional no país nas exigências das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e na legislação ligada ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), a empresa também aplica as diretrizes do Anglo Fatal Risk, compostas por procedimentos operacionais e administrativos criados em nível mundial. Sua premissa, segundo a técnica de Segurança do Trabalho Silvânia Lopes de Miranda, é a adoção de normas simples e não negociáveis, evitando que os `jeitinhos’ possam causar incidentes.



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