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Você está em: Edições / Ed. 6/2017
 
Edição 6/2017
MATÉRIA DE CAPA

Operação Segura

Reportagem de Martina Wartchow

Crédito capa: Socage

Uso de PTAs cresce no Brasil, trazendo maior proteção aos trabalhadores e produtividade e economia às empresas

A forma de se trabalhar em altura vem mudando para melhor no Brasil por causa da crescente, embora ainda tímida, utilização das Plataformas de Trabalho Aéreo. Com variados modelos e tecnologias disponíveis no mercado, elas se destinam às mais diferentes atividades nos mais variados setores e locais, seja para deslocamentos verticais ou horizontais. Além de proporcionarem maior segurança e conforto aos usuários, permitem maior flexibilidade e agilidade na execução de tarefas que, antes, dependiam, por exemplo, da montagem de andaimes ou do uso de escadas, cordas (rapel), balancins, plataformas e elevadores. A economia financeira e a maior produtividade também vêm sendo apontadas como vantagens.

Se, por um lado, as PTAs já vêm sendo vistas como o meio mais seguro e ágil para se trabalhar em altura, por outro, elas trazem novos riscos de acidentes de trabalho, muitas vezes fatais, quando não operadas e mantidas adequadamente. Embora não existam dados oficiais no país sobre o assunto, entre as ocorrências mais comuns relatadas, estão tombamento da máquina, quedas e esmagamentos de pessoas, colisões com barreiras, eletrocussões por proximidade com fontes de energia e atropelamentos. As causas, quase sempre, são falhas humanas. Por isso, mais do que aprender sobre controles mecânicos, seus operadores e demais trabalhadores envolvidos precisam ser devidamente capacitados para a prevenção.

Executar tarefas em lugares altos tornou-se mais seguro e produtivo com as Plataformas de Trabalho Aéreo. Na maioria das situações, elas são adequadas para substituir meios de acesso a locais elevados frequentemente improvisados, como andaimes, escadas, cordas e balancins. Podem ser utilizadas na simples troca de lâmpadas ou numa contagem de estoques e até na montagem e manutenção de uma torre eólica. Largamente difundidas em países desenvolvidos há mais de 40 anos, sua presença vem aumentando no Brasil. Embora já sejam consideradas o meio que oferece maior proteção, flexibilidade e agilidade para trabalhos em altura, acidentes graves envolvendo esses equipamentos ainda acontecem com frequência. Normalmente, as ocorrências estão relacionadas a equívocos ou inexistência de avaliação de riscos. Por isso, prevencionistas ressaltam que a capacitação dos operadores e demais trabalhadores envolvidos nas atividades é fundamental.

Na definição da NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), a PTA é um equipamento móvel, autopropelido ou não, dotado de estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura, capaz de se erguer para atingir ponto ou local de trabalho elevado. No final da década de 1970 e início da década de 1980, as plataformas já eram uma realidade nos mercados mais desenvolvidos, onde, hoje, são o principal meio de acesso em todos os tipos de trabalhos em altura, seja no comércio, indústria ou serviços. Conforme o gerente da IPAF (Federação Internacional de Plataformas Aéreas) para a América Latina, Antonio Barbosa, o Reino Unido tem a melhor utilização desse tipo de equipamento na atualidade, seguido de Alemanha, Itália, Holanda e outros países da Europa, além de Estados Unidos e Canadá. "Vemos, contudo, um crescimento significativo em países da Ásia e da América Latina nos últimos 10 anos", observa.



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Antecipando problemas

FOTO: ASCOM/PGT

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

A fiscalização proativa e não apenas reativa é hoje um dos principais instrumentos do MPT

Ronaldo Curado Fleury, 51 anos, natural de Lavras/MG, ocupa há dois anos o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público do Trabalho em Brasília/DF, cidade onde reside desde pequeno. Na capital brasileira estudou e se tornou bacharel em Direito em 1986.  Cursou em Toledo, na Espanha, especialização em Relações Trabalhistas - Negociação Coletiva, promovida pela OIT em parceria com a Universidade Castilha-La Mancha. Em 1998, em Turim, na Itália, fez o curso de Análise Comparativa de Sistemas de Saúde e Segurança no Trabalho, também promovido pela OIT.

Começou a carreira no Ministério Público do Trabalho em 1993. Foi Procurador-Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho na 10ª Região, que compreende o Distrito Federal e Tocantins e Coordenador Nacional da Conatpa (Coordenadoria Nacional de Trabalho Portuário e Aquaviário), sendo promovido ao cargo de Subprocurador-Geral do Trabalho em 2009 e em 2015 assumiu a gestão nacional do MPT.

Nesta entrevista, concedida à Proteção, Fleury comenta sobre a importância da atuação do Ministério Público do Trabalho junto aos diferentes locais de trabalho, sobre a força dos instrumentos hoje utilizados pelo MPT e sobre temas recentes e polêmicos como a terceirização e seus reflexos para a saúde e segurança dos trabalhadores.

O que despertou sua atenção no Ministério Público do Trabalho? Por que o senhor resolveu ser procurador?
O contato inicial que tive com o MPT foi na Procuradoria da Justiça do Trabalho quando eu era servidor do Tribunal Regional do Trabalho, na época estudante de Direito. Dois anos após me formar houve a promulgação da Constituição Federal e ali eu vi que nasceu uma instituição totalmente nova e com uma cara que muito me agradou que era uma instituição de promoção do Direito Social. Que poderia trabalhar diretamente com a dignidade do ser humano relacionada ao trabalho e com viés investigativo. O MPT, como formatado pela Constituição, é o guardião das normas trabalhistas, da ordem democrática, e isso me trouxe uma vontade de pertencer à instituição. Também a certeza de que como procurador do Trabalho eu poderia mudar o mundo, estar presente, levar o direito às pessoas que sequer têm noção do que é uma lei, um conjunto de normas que as protegem. É muito boa esta sensação da gente fazer valer as leis e ver nos olhos do trabalhador ele se reconhecer como cidadão. O MPT tem esta característica que é trabalhar o direito social. Sempre costumo falar que o procurador tem que sempre ter a certeza de que ele pode mudar o mundo. Claro, vamos fazer a nossa parte nessa mudança, mas é uma parte muito importante. Somos pagos para promover esta transformação. Os procuradores não são simplesmente investigadores, eles são promotores da justiça social.



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Exigências atendidas

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares | Estúdio Boom

AUTORES: Marcelo Bitencourt de Souza e Fabricio Ires Mariotti

Dispositivos e proteções são instalados em máquinas de indústria metalúrgica

Este artigo aborda sobre a implantação de sistemas de segurança em máquinas de conformação mecânica visando diminuir o número de acidentes de trabalho adequando-se à Norma Regulamentadora 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos para garantir a segurança dos trabalhadores.

A pesquisa englobou quatro máquinas, com um custo total de R$ 131.908 (cento e trinta e um mil novecentos e oito reais) e envolveu despesas com terceiros especializados na área, compras de dispositivos eletrônicos, materiais para a montagem das proteções mecânicas e mão de obra para as instalações.

A maior dificuldade encontrada no período de adequação foi a definição de uma empresa para assessorar nas instalações, elaboração dos projetos e dos laudos que requerem assinatura de um engenheiro mecânico, elétrico ou de um engenheiro de Segurança do Trabalho. A necessidade de contratar uma empresa especializada na área de segurança em máquinas implicou em maior tempo e atraso para finalização do projeto.

Ficou evidenciado que após o término desta adequação excluíram-se os riscos iminentes tornando os equipamentos mais seguros para a sua operação.



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Desafio a ser vencido

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares | Estúdio Boom

AUTORES: Rosane de Figueiredo Neves, Raíssa de Figueiredo Neves e Maria José Daher

Prevenção de acidentes com perfurocortantes ainda deixa a desejar no setor saúde

É de grande importância que todos os profissionais que atuam na área da enfermagem, em um contexto multidisciplinar, compreendam que a normalização de condutas visa à segurança e proteção da saúde de todos aqueles que trabalham na área da saúde e não são apenas um conjunto de regras criadas com o simples objetivo de atrapalhar ou dificultar nossa rotina de atendimento.

Devemos nos basear principalmente no conhecimento científico disponível, para que não apenas tenhamos uma atitude de obediência diante destas normas, mas que possamos fazer, com satisfação, aquilo que sabemos ser o "certo".

As condições de segurança dos trabalhadores da área da saúde dependem de vários fatores: características do local, material utilizado, cliente a ser assistido, informação e formação da equipe.

Os profissionais de enfermagem estão expostos ao risco de contrair doenças infecciosas cotidianamente ao realizarem suas atividades. As doenças infecciosas, embora tenham agentes etiológicos, modo de transmissão, período de incubação e de transmissibilidade e métodos de controle conhecidos, permitindo tanto a prevenção como a cura, não vêm tendo a atenção devida por parte dos profissionais da área de saúde.




Veja a bibliografia usada neste artigo.




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Prêmio Proteção Brasil

Segurança é atitude

Shell Brasil / Case Prata na Categoria Formação e Comunicação em SST no Prêmio Proteção Brasil 2016

FOTO: SELU

Campanha utiliza canais inovadores de comunicação para conscientizar trabalhadores de plataformas off shore

Como parte das estratégias para atingir a Meta Zero de acidentes ocupacionais e impacto ambiental em suas operações, a Shell Brasil criou, em parceria com a agência Selu, a Campanha Transmídia Se Liga na Atitude. Por meio de canais inovadores, como as redes sociais, e usando humor, razão e emoção, a iniciativa contribuiu para tornar a segurança uma prática natural entre os colaboradores e também resultou na conquista da prata na Categoria Formação e Comunicação em SST do Prêmio Proteção Brasil 2016. "Para promover uma mudança efetiva de hábitos e posturas organizacionais, o papel da comunicação é fundamental. À medida que o fluxo de informação se torna mais eficaz, o nível de maturidade da cultura de segurança aumenta, com melhores níveis de confiança e responsabilidade por parte da equipe", afirma o gerente de Segurança Operacional, o engenheiro de segurança Moisés Dias da Costa.

Com sede na Holanda e presente em 70 países, a Shell é um grupo global de empresas de energia e petroquímicas. No Brasil, começou a atuar em 1913 e está presente nos segmentos de exploração de petróleo (upstream), produção e distribuição de gás natural e lubrificantes, além de fornecer lubrificantes e serviços técnicos para a indústria marítima (downstream). Dentro desse universo, onde aproximadamente mil funcionários diretos e indiretos estão envolvidos, a campanha foi desenvolvida para que a empresa migrasse de uma cultura de segurança reativa, com foco nos acidentes, para a consciência e a proatividade sobre as atitudes que levam à exposição a perigos. "Com o intuito de levar as pessoas a trabalharem de uma maneira segura porque elas querem e não porque são orientadas para isso", ressalta Costa.



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Expo Proteção

Noite de comemorações

FOTO: Valdir Lopes

Por
Redação Revista Proteção

Ganhadores do Prêmio Proteção Brasil serão conhecidos na Expo Proteção

As solicitações de crachás para entrada na Expo Proteção - 7ª Feira Internacional de Saúde, Segurança do Trabalho já podem ser efetuadas na Loja Virtual Proteção. O evento que ocorre de 16 a 18 de agosto no Expo Center Norte, na cidade de São Paulo/SP, paralelamente à 10ª Expo Emergência - Feira de Resgate, Atendimento Pré-Hospitalar, Combate a Incêndios e Emergências Químicas, reunirá expositores de empresas nacionais e multinacionais, trazendo todas as novidades de produtos e serviços do setor de SST e Emergência. Além disso, ainda oferecerá extensa programação paralela com cursos e palestras, proporcionando atualização profissional e troca de vivências entre os participantes.

Com relação às boas práticas de SST que já vêm sendo aplicadas nas empresas, o Seminário Proteção Brasil contará com a apresentação de 13 cases vencedores do Prêmio Proteção Brasil 2017, abordando ações que foram desenvolvidas em relação à atuação da CIPA, trabalho em altura, Ergonomia, Higiene Ocupacional, etc., além de mesas redondas com profissionais experientes do setor prevencionista nos dias 16 e 17. Durante cerimônia que acontecerá na noite de quinta-feira também serão conhecidos os ganhadores regionais e nacional do Prêmio Proteção Brasil 2017, que é patrocinado pela MSA do Brasil.

As feiras têm entrada franca e ficarão abertas das 13 às 21 horas durante os três dias de evento. As solicitações de crachás podem ser efetuadas na Loja Virtual Proteção (www.lojavirtualprotecao.com.br). A Expo Proteção e a Expo Emergência são uma realização da Proteção Publicações e Eventos promovidas pelas revistas Proteção e Emergência com o patrocínio da Metalcasty. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 2131-0400, (11) 4062-5454 e (11) 3129-4580 e pelo email treinamento@protecaoeventos.com.br ou pelo site www.expoprotecao.com.br.



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