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Edição 6/2016
MATÉRIA DE CAPA

EDUCAÇÃO CONTINUADA - FAZENDO A ESCOLHA CERTA

Reportagem de Martina Wartchow Silveira

Crédito capa: Beto Soares/Estúdio Boom

Velocidade das mudanças exige que busca pela atualização seja uma constante para todos os profissionais de saúde e segurança

"A única coisa permanente é a mudança." A frase atribuída ao filósofo grego Heráclito pode servir como um alerta sobre a grande necessidade de constante atualização profissional. O mundo e seus habitantes, desde seu surgimento, estão em ininterrupta evolução. Novas descobertas, invenções e leis são divulgadas em intervalos de tempo cada vez menores, e, ainda por cima, a internet reduz drasticamente distâncias e a dificuldade de acesso à informação. Já pensou se os profissionais, aqui em especial os do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), não acompanhassem e não estivessem informados sobre essas transformações? Poderiam desconhecer, por exemplo, que uma nova substância prejudicial à saúde foi catalogada e precisa ser combatida em um ambiente ocupacional para evitar adoecimentos e até mortes de trabalhadores.

As exigências do mercado e a experiência vêm mostrando, mais e mais, que um prevencionista precisa ter características de gestor, estrategista, psicólogo, advogado, professor, ou seja, ser um multiespecialista com visão sistêmica. A formação básica em Saúde e Segurança do Trabalho e a boa vontade não são suficientes para lapidar esse profissional, mas, sim, a busca incessante por novos conhecimentos, seja por meio de estágios, cursos, congressos, fóruns, palestras, treinamentos, leituras, pesquisas, etc. O mercado oferece várias opções ao setor, embora muitas vezes seja limitado pela demanda ou pela qualidade duvidosa do conteúdo. Saber fazer a escolha certa, portanto, também é tarefa de quem busca aperfeiçoamento.



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Modernizar é preciso

FOTO: Alexandre Gusmão

Entrevista à jornalista Martina Wartchow Silveira

Com mais de 30 anos voltados à prevenção, médico e auditor do Trabalho diz que é hora de repensar a SST

Cuidar da vida alheia é missão que o mineiro Mário Parreiras de Faria, 60 anos, cidadão de Belo Horizonte, assumiu quando resolveu estudar Medicina, graduando-se em 1979. Especializado em cirurgia geral, fez muitas cirurgias até 1994, ano em que optou por se dedicar integralmente à Saúde e Segurança do Trabalho. Isso porque, paralelamente, por questões ideológicas, especializou-se em Medicina do Trabalho e, em 1984, foi nomeado auditor fiscal na SRTE/MG, onde atua até hoje. Dos seus mais de 30 anos como prevencionista, a maioria é direcionada à mineração. Em 1987, enfrentou seu batismo de fogo como auditor fiscal ao fazer parte do grupo de investigação de um grande desabamento em uma das minas de ouro subterrâneas da antiga Morro Velho. O diagnóstico resultou em um termo de ajuste e na modernização da mineradora, hoje AngloGold Ashanti. O consequente próximo passo de Parreiras foi participar da modernização da NR 22. Aliás, para ele, já está mais do que na hora de modernizar novamente a norma da mineração, ou melhor, a SST como um todo no país. Em seu currículo, também constam mestre em Saúde Pública, professor universitário, instrutor em cursos de formação de auditores fiscais, coordenador da CPNM (Comissão Permanente Nacional do Setor Mineral). Ele insiste em afirmar que está prestes a se aposentar, mas as recentes investigações da tragédia da Samarco o tiraram de suas férias e protelaram sua aposentadoria. Tudo indica que ainda fará parte de novos avanços na área prevencionista.

Como foi seu batismo de fogo na área prevencionista?
O desabamento da Mina Velha, uma das minas subterrâneas da então mineradora Morro Velho, ocorreu três anos após eu começar como auditor fiscal na SRTE/MG. Era uma mina muito antiga, com mais de 180 anos, pertencia aos ingleses. Para se ter uma ideia, Dom Pedro II e Princesa Isabel a visitaram. Por muita sorte, não morreu ninguém no desabamento, pois o engenheiro percebeu a movimentação da rocha e conseguiu tirar mais de 40 trabalhadores do túnel em tempo. Comecei, então, a me interessar mais pelo setor da mineração, pois integrei um grupo coordenado pelo Ministério Público Estadual para analisar as condições de trabalho do local. Fizemos um extenso e detalhado relatório, que deu uma grande repercussão. Percebemos, então, que a NR da época (datada de 1978), chamada Trabalhos Subterrâneos, não servia mais para a mineração no Brasil. Estava completamente desatualizada. Ainda citava, por exemplo, termos como capataz e animais na mina - antigamente, as vagonetas eram puxadas por burrinhos e, por isso, tinha até cavalariça na mina. Os trabalhadores também pressionaram, e o então ministro do Trabalho, Paulo Paiva, solicitou a modificação da NR 22 em 1996. Fui chamado para integrar o grupo técnico que elaborou a proposta de revisão e também coordenei as discussões tripartites. A norma, toda aprovada por consenso, foi publicada em dezembro de 1999 e entrou em vigor em abril de 2000, quando fui nomeado coordenador da CPNM.



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Controle parcial do risco

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTORES: Cristiano Mallmann Schappo e Valdecir Sbardelini

Complexidade para adequar serra circular manual de bancada desafia indústria moveleira

A fabricação de móveis com predominância de madeira, segundo dados estatísticos do IBGE no ano de 2012, resultou em aproximadamente 152 milhões de unidades, correspondendo a um valor médio de R$ 15 bilhões. Por estes números notáveis percebe-se o papel econômico de alta importância deste segmento para o Produto Interno Bruto entre os diversos setores da economia.

A máquina serra circular manual de bancada é amplamente utilizada na indústria moveleira do país por ter grande valor na etapa de processamento da madeira e por fazer parte dos objetivos das empresas, que buscam produção em quantidade e qualidade. Entretanto, muitas empresas possuem serras circulares em condições precárias de segurança. A primeira e, muitas vezes, única preocupação é a produção e seu resultado final, devendo o trabalhador se adequar à máquina.

O objetivo tão somente da produção acarreta acidentes de trabalho com a possível ocorrência de lesões de natureza corporal e/ou fisiológica e, em alguns casos graves, a morte, além de danos psicológicos ao trabalhador e seus familiares. A NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos é bem clara no item 12.3, ao determinar que o empregador deve adotar medidas de proteção para o trabalho capazes de garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





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Avaliação minuciosa

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTORES: Luis Felipe Krause Salviato e Eduardo Becker Delwing

Análise estuda exposição de trabalhadores aos isocianatos em fábrica de embalagens

O contato do sistema respiratório com o ambiente externo é, depois da pele, o mais intenso realizado pelo corpo humano. A poluição ambiental e ocupacional causada por poeiras, gases, vapores, névoas e fumos, em conjunto com fatores genéticos, doenças respiratórias e tabagismo, influenciam diretamente na função pulmonar da vida adulta do indivíduo.

A asma brônquica tem uma prevalência populacional entre 5 a 10%. A asma ocupacional é a doença respiratória associada ao trabalho de maior prevalência em países desenvolvidos. Sua incidência e a prevalência variam de acordo com os perfis econômicos regionais e as estruturas dos sistemas de saúde, previdenciário e legal. Diferentemente das pneumoconioses, a asma ocupacional afeta preferencialmente adultos jovens em idade produtiva, com implicações socioeconômicas importantes.

Nos Estados Unidos, estudos mostram que de 2 a 6% dos casos de asma são de origem ocupacional enquanto que em países europeus estima-se que de 5 a 10% dos casos de asma aparecem em idade adulta. Algumas pesquisas indicam que no Reino Unido a incidência anual de asma ocupacional é de 43 casos por milhão de trabalhadores, mas este número aumenta significativamente em algumas ocupações como pintores expostos às resinas epóxi e isocianatos, possuindo incidência 38 vezes maior. Se calcula que em países desenvolvidos a ocorrência de asma ocupacional relacionada à exposição a isocianatos oscila entre 3 e 13% entre trabalhadores expostos.




Veja a bibliografia usada neste artigo.




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Prêmio Proteção Brasil

Adequações temporárias

ANGLO AMERICAN - MINÉRIO DE FERRO BRASIL / Case Prata na categoria Segurança de Máquinas e Equipamentos no Prêmio Proteção Brasil 2015

FOTO
Divulgação/Anglo American

Medidas garantem condições básicas de segurança no comissionamento e start-up de planta do Sistema Minas-Rio

Em 2007, quando a Anglo American - Minério de Ferro Brasil adquiriu o projeto Minas-Rio, que liga a mina e unidade de beneficiamento de minério de ferro, em Minas Gerais, às instalações de filtragem e do porto, no Rio de Janeiro, a implantação estava em andamento e muitos equipamentos já haviam sido comprados.

Na etapa de comissionamento e no start-up das operações, em 2014, a empresa identificou a necessidade de adequar a planta para manter os trabalhadores protegidos. Tendo em vista que os processos precisavam acontecer de acordo com os prazos do projeto, e as proteções para o TCLD (Transportador Correia de Longa Distância) e transferências só seriam concluídas posteriormente por questões de contrato e tempo de entrega, discutiu-se a possibilidade de realizar as atividades garantindo uma condição mínima de segurança.

"Não é fácil esse tipo de situação, até porque há um alto capital investido e é preciso iniciar a operação. Muitos acabam fazendo `do jeito que dá’, mas na Anglo American não funciona assim. Felizmente nós temos uma cultura de prevenção bem arraigada e, com o envolvimento da liderança e de todas as equipes, adotamos medidas seguras para poder comissionar principalmente os equipamentos grandes e longos, como o TCLD", relata o engenheiro de Segurança do Trabalho Fábio Rosa da Fonseca.

O case "Desafios da proteção de máquinas e equipamentos: como fazer start-up de uma planta nova ainda em comissionamento" levou a Anglo American à conquista da distinção Prata do Prêmio Proteção Brasil 2015 na categoria Segurança de Máquinas e Equipamentos.



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PREVENOR
Prevenção em destaque

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Priscilla Nery   

Edição deste ano leva inovação e conhecimento ao Norte-Nordeste

Entre 27 e 29 de abril, a capital baiana recebeu a 14ª edição da PreveNor (Feira Norte-Nordeste de Saúde, Segurança do Trabalho e Emergência). Realizado pela Proteção Publicações e Eventos, com o patrocínio das empresas Santista e Ansell e promoção das revistas Proteção e Emergência, o evento uniu expositores que levaram novidades para o público local, além de uma rica programação com mais de 20 eventos paralelos.

"Apesar do momento econômico que o país vive, a PreveNor atingiu todos os seus objetivos ao integrar durante três dias profissionais ávidos por conhecimento técnico, especialistas e empresas com soluções técnicas de alto nível", avalia o diretor da Proteção, Alexandre Gusmão. Cerca de 4 mil participantes circularam entre a feira e auditórios na ocasião, quando puderam se atualizar e debater assuntos diversificados sobre SST e Emergência. Para Gusmão, a qualidade e o público presente na PreveNor evidencia a importância da realização de eventos semelhantes em diferentes regiões brasileiras.

Reforçando seu caráter voltado para a capacitação, a Prevenor foi realizada pela primeira vez na faculdade SENAI CIMATEC. "Este evento é importantíssimo para o nosso estado, trazendo conhecimento para a indústria sobre Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional, todos ganham desta forma. Este tipo de iniciativa normalmente não acontece no Nordeste, então, estamos abrindo um espaço para que seja realizado algo de grande relevância para a indústria baiana", comenta o vice-presidente da FIEB (Federação das Indústrias do Estado da Bahia), Edson Virginio Nogueira Correia.

O diretor da Fenatest (Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho) na Bahia Antonio Sergio Aras de Almeida, que reside em Feira de Santana, salienta a relevância dos temas pautados que facilitaram a disseminação de uma cultura prevencionista na região. "A Proteção, por meio da Prevenor, Prevensul e de outros eventos regionais, faz essa coleta de informações que não são filosóficas, e sim práticas. Elas são uma contribuição para a autoridade pública, para que sejam adotadas medidas de administração a fim de evitar acidentes, principalmente considerando questões tecnológicas. É muito importante que o evento, através da feira, dos seminários e palestras possa refletir experiências práticas que realmente funcionam", diz Aras.

Já o presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança de PE, Paulo Pessoa, considera o evento motivador para os profissionais de SST. "Cada vez que o aluno, o técnico, o engenheiro, o médico, o enfermeiro participa do evento, ele sai renovado, com mais energia para a luta diária quando volta ao seu trabalho nas empresas. As discussões são elemento enérgico para que continuemos com a luta e a prevenção nos ambientes de trabalho", sublinha.



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PREVENSUL
Compartilhando saberes

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Jéssica Feiten

Cerimônia do Prêmio Proteção Brasil acontecerá durante a PrevenSul

As solicitações de crachás para entrada na PrevenSul - 19ª Feira de Saúde, Segurança do Trabalho e Emergência já podem ser efetuadas na Loja Virtual Proteção. O evento que ocorre de 10 a 12 de agosto na cidade de Curitiba/PR, reunirá expositores de empresas nacionais e multinacionais, trazendo todas as novidades de produtos e serviços do setor de SST e Emergência. Além disso, ainda oferecerá extensa programação paralela com cursos e palestras, proporcionando atualização profissional e troca de vivências entre os participantes.

Maior distinção concedida ao trabalho desenvolvido dentro das empresas em prol da saúde e segurança do trabalhador, a cerimônia de premiação do Prêmio Proteção Brasil acontecerá na PrevenSul, junto ao 12º Seminário de Proteção Brasil. Durante a solenidade, serão premiados cases de sucesso em áreas como Gestão de Terceirizados em SST e Higiene Ocupacional. O encontro gratuito também contará com palestras de especialistas no setor de Saúde e Segurança do Trabalho. O 3º Seminário Interestadual dos Técnicos de Segurança do Trabalho é outro evento com entrada franca que ocorrerá paralelo à Feira.

Chegando a sua terceira edição, o QVT Sul - Simpódio de Gestão em Ergonomia e Qualidade de Vida no Trabalho tem coordenação da Cebracorp (Centro Brasileiro de Sustentabilidade e Educação Corporativa).

Nos Workshops para Atualização de Profissionais em Saúde e Segurança no Trabalho, 10 assuntos relevantes aos prevencionistas serão abordados durante os três dias de PrevenSul. Para Ivomar Mezoni, engenheiro de segurança e perito judicial das varas Cível, Federal e do Trabalho no Estado do Paraná, que tratará do workshop Formação de Perito e Assistente Técnico em Perícia de Insalubridade e Periculosidade, o debate é essencial. "A necessidade de realizar uma defesa quando o laudo pericial é desfavorável faz deste momento um martírio para o assistente técnico de perícias. Portanto, as ferramentas e a metodologia inovadora permitirão que o participante elabore um parecer técnico com justificativas convincentes, consequentemente, atingindo seus objetivos", pondera.

O 4º Encontro Paranaense de Bombeiros Civis e os Workshops de Emergência e Proteção Contra Incêndio são alguns dos encontros da área emergencista que acontecerão durante a PrevenSul.

A feira tem entrada franca e fica aberta das 13 às 20h durante os três dias de evento. A PrevenSul é uma realização da Proteção Publicações e Eventos, promovida pelas revistas Proteção e Emergência. Para se inscrever ou obter mais informações acesse o site www.prevensul.com.br  ou entre em contato pelo telefone (51) 2131-0400 ou email treinamento@protecaoeventos.com.br.



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