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Edição 5/2018
MATÉRIA DE CAPA
Combate ao improviso

Reportagem de Raira Cardoso

Crédito capa: Shutterstock

Não são poucos os que morrem ou se acidentam enquanto trabalham em andaimes. Qualidade, normatização, capacitação e medidas preventivas são fundamentais para erradicar as irregularidades que permeiam a atividade

Um vídeo que circulou pela internet recentemente mostrava dois trabalhadores se equilibrando em cima de um andaime suspenso com ventos de mais de 80 quilômetros por hora. Os colaboradores que foram identificados como Cristian Zander Dutra e Alex Sandro da Silva trabalhavam em uma obra no nono andar do Ministério Público Federal em Porto Alegre/RS quando foram surpreendidos por um temporal. Socorridos pela Companhia Especial de Busca e Salvamento dos Bombeiros, a dupla sofreu apenas escoriações leves. Já Francisco das Chagas do Nascimento, de 37 anos, não resistiu e veio a óbito após cair de um andaime durante obra no dia 9 de abril.

Assim como eles, tantos outros foram vítimas de acidentes de trabalho enquanto trabalhavam em andaimes. Somente no ano passado foram registradas 3.124 CATs apontando andaimes e/ou plataformas como o agente causador da ocorrência, conforme dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho com a OIT. Número esse que caiu se comparado aos anos anteriores, que somavam 3.854 em 2016 e 4.228 no ano anterior.  Embora não se saiba quantos desses colaboradores vieram a óbito, todos os dias são noticiadas mortes de trabalhadores nos mais diversos tipos de andaimes e áreas de trabalho, seja devido ao desmonte de sua estrutura, queda do trabalhador que a utiliza, entre tantas outras situações. Discutindo sobre a qualidade dos equipamentos disponíveis no mercado e a normatização utilizada tanto para regulamentar sua fabricação, quanto para montagem/desmontagem e utilização, a reportagem traz medidas para garantir a segurança dos trabalhadores.



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Visão ampliada

FOTO: NIOSH/CDC

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

Diretor de programa do NIOSH vê o trabalho como fator social determinante da saúde

O médico Lewis Casey Chosewood, 53, coordena desde 2009 o Programa para a Saúde Total do Trabalhador® (TWH) junto ao NIOSH (Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional), agência do governo norte-americano responsável pela realização de pesquisas e recomendações para a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Em sua função, está à frente de ações que visam promover a proteção e a melhoria da saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores. "Os programas tradicionais de proteção à Saúde e Segurança Ocupacional normalmente concentram-se em garantir que o trabalho seja seguro e que os trabalhadores estejam protegidos contra os danos resultantes do trabalho em si. O TWH expande esta abordagem, reconhecendo que o trabalho é um fator social determinante da saúde", explica Chosewood em entrevista concedida por email à Proteção.

No período anterior, entre 2004 e 2009, ele conta que atuou como diretor do Departamento de Saúde e Segurança do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) também ligado ao governo dos EUA. Seu departamento, naquela época, liderou diversos programas de proteção aos funcionários do CDC, incluindo todos os serviços de Saúde Ocupacional, programas de biossegurança e laboratoriais, e iniciativas de prevenção e bem-estar no local de trabalho.

Chosewood formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Georgia e concluiu sua residência em Medicina de Família na Universidade de Connecticut. É professor assistente de Medicina de Família e Comunidade na Faculdade de Medicina da Universidade de Emory desde 1997. Recebeu o título de mestre em Política e Gestão em Saúde pela Faculdade Rollins de Saúde Pública da Universidade de Emory em 2014. Antes de entrar para o CDC, foi diretor médico da Região Sudeste dos Estados Unidos da Lucent Technologies, empresa de telecomunicações americana que em 2006 fundiu-se com a Alcatel.

Desde quando o senhor atua junto ao NIOSH e quais são suas principais atribuições?
Atualmente lidero o Programa para a Saúde Total do Trabalhador® (TWH) do CDC sediado no NIOSH (Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional). O Departamento coordena atividades em seis Centros de Excelência para o programa financiados em nível nacional e em mais de 30 organizações afiliadas ao TWH. Temos a participação de milhares de parceiros no setor público e privado, organizações de trabalhadores e universidades. Nossa pesquisa concentra-se na Saúde e Segurança Ocupacional envolvendo proteção dos trabalhadores, organização do trabalho, bem-estar no local de trabalho e implantação de políticas, práticas e programas com o foco no trabalhador para a obtenção de uma atividade mais segura e saudável.



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Prêmio Proteção Brasil

Humanização e engajamento

Vale / Case Ouro na Categoria Qualidade de Vida no Trabalho no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Vale

Melhoria dos ambientes ocupacionais gera qualidade de vida e maior produtividade


Melhorias na qualidade de vida laboral e na produtividade dos funcionários da área de Segurança, Saúde e Meio Ambiente são conquistas do Projeto Humanizar implementado no Terminal Marítimo Ponta da Madeira da mineradora Vale em São Luís do Maranhão. O case de sucesso conquistou o ouro na categoria Qualidade de Vida no Trabalho do Prêmio Proteção Brasil 2017. "A boa prática consiste na humanização dos espaços de trabalho por meio de ações que gerem maior engajamento do empregado e maior identificação com suas atividades e a empresa", explica o supervisor de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da unidade, Fábio Arruda.

Um dos maiores terminais marítimos do mundo, o TMPM, um dos principais ativos da Vale, é um sistema integrado para escoamento da produção de minério de ferro através de um corredor formado pelas minas da reserva mineral de Carajás/PA, um ramal ferroviário de 105 km de extensão, e a ferrovia Estrada de Ferro Carajás, com 892 km de extensão, que interligam o estado do Pará ao terminal no Maranhão. Atualmente, sua capacidade instalada de embarque é de 170 milhões de toneladas/ano. Os principais destinos são China, Coreia do Sul, Holanda, Japão, Omã e Itália. Ao todo, o terminal tem mais de 2 mil empregados entre próprios e terceiros.



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Prêmio Proteção Brasil

Mudança de hábito

Toyota do Brasil / Case Ouro na Categoria Segurança com Eletricidade no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Toyota

Cultura de segurança e meio ambiente resulta em acidente zero na unidade Ecofactory

Acidente zero é o resultado das boas práticas de Segurança e Saúde do Trabalho aplicadas nas atividades com eletricidade da unidade de Sorocaba/SP da Toyota do Brasil. Embasado na cultura prevencionista da empresa e por meio da padronização das atividades e do gerenciamento de terceiros, o case Segurança com Eletricidade conquistou o Ouro na Categoria Segurança com Eletricidade no Prêmio Proteção Brasil 2017. "A cultura de segurança e meio ambiente da Toyota é um processo de transformação resultante da mudança de hábitos, atitudes e comportamentos dos colaboradores e influencia a organização como um todo. O objetivo é que todos se preocupem com a sua própria segurança e com a do próximo, além de se preocuparem com o meio ambiente", ressalta o engenheiro eletricista e de Segurança do Trabalho da empresa Ricardo Henrique Kato.

Presente no Brasil desde 1958, a montadora japonesa Toyota hoje tem quatro plantas no Estado de São Paulo, produz 15 mil carros por mês e emprega mais de 5 mil pessoas. Uma dessas unidades é a Ecofactory, em Sorocaba, onde é produzida toda a linha do Etios e atuam 1.700 pessoas. Inaugurada em 2012 dentro da política de sustentabilidade da empresa, a fábrica foi projetada para reduzir ao máximo o impacto da produção no meio ambiente, pois foi instalada com as melhores tecnologias para uso eficiente de energia, baixa geração de resíduos, baixa emissão de dióxido de carbono, baixa emissão de compostos orgânicos voláteis e manutenção da flora e fauna local.



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Novas regras

FOTO: Arquivo

Por
Redação Revista Proteção

Anexo X da NR 12 sobre máquinas usadas para fabricação de calçados é revisado

Foi publicada em 12 de abril no Diário Oficial da União, a Portaria nº 252, de 10 de abril de 2018, assinada pelo Ministro do Trabalho Helton Yomura, que altera a NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. A alteração se dá na nova redação do Anexo X - Máquinas para Fabricação de Calçados e Afins.

O texto traz requisitos específicos de segurança para máquinas utilizadas na fabricação de calçados e componentes tais como: balancim de braço móvel manual, balancim tipo ponte manual, máquina de cambrê com borrachão, máquina de cambrê facão, máquina automática (pneumática ou mecânica) de aplicar ilhós, rebites e adornos, máquina de conformar traseiro entre outras.



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Monitoramento eficaz

FOTO: Valdir Lopes

AUTOR: Anthony Wong

Programas e análises toxicológicas auxiliam no controle ao uso de drogas nas empresas

O consumo de drogas já foi comparado à peste bubônica dos nossos tempos, lembrando aquela epidemia infecciosa que matou quase 25% da população da Europa durante a Idade Média. A comparação é mais que figurativa, pois o sofrimento e a mortalidade causados pelas drogas na sociedade moderna têm um alcance ainda mais amplo, atingindo todos os cantos do planeta. Segundo relatório das Nações Unidas, as drogas hoje são mais potentes, mais baratas e mais viciantes que há 15 anos. Na contramão, as atuações irresponsáveis da mídia festiva e setores políticos divulgam notícias fictícias contrárias de que não fazem tanto mal, legalizando a maconha, restaurando o rebite, enaltecendo e romantizando o tráfico. Nada mais longe da realidade - a epidemia de opióides nos Estados Unidos tem matado mais de 47 mil pessoas e deixado mais de 5 milhões de viciados anualmente, ao custo de mais de centenas de bilhões de dólares no tratamento, recuperação e perdas patrimoniais. No Brasil, o consumo de drogas entre motoristas, principalmente os profissionais, resultou em mais de 45 mil mortes nas nossas estradas a cada ano e mais de meio milhão de feridos e aleijados, a maioria gravemente.



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Quem está habilitado?

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTOR: Eraldo Lacerda Alves

Técnico pode ser assistente, mas não pode emitir parecer ou laudo

Constantemente nos deparamos com o seguinte questionamento: "Qual o profissional legalmente habilitado para caracterizar e classificar a insalubridade e a periculosidade?".

Tal questionamento muito se dá devido ao fato de nos depararmos com a atuação de alguns profissionais, dentre eles, o técnico de Segurança do Trabalho, como assistente técnico da parte nas perícias de insalubridade e periculosidade na Justiça do Trabalho, bem como a sua indicação como profissional legalmente habilitado em diversos documentos. A título de exemplo podemos citar o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).

Antes de entrarmos no mérito, vejamos o que estabelece o Decreto-Lei n.º 4.657 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro) de 4 de setembro de 1942 em seu artigo 3º: "Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece". Ou seja, alegar que não sabia de nada ou o desconhecimento das leis para se eximir de qualquer responsabilidade, não afasta a ilegalidade por ventura cometida.

Por sua vez, a Constituição Federal Brasileira estabelece, entre os direitos e garantias fundamentais, o livre "exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer" (Art. 5º, inciso XIII), ou seja, àquelas profissões que foram criadas por lei.



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